Ex-presidente diz que não há provas contra ele
Após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crimes que ultrapassam 30 anos de prisão, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestou publicamente pela primeira vez nesta quinta-feira (20). Na declaração, Bolsonaro ironizou o relatório, que acusa o ex-presidente de tentativa de golpe de Estado.
“Para mim, seria muito mais fácil estar do outro lado, junto com a dona Michelle [Bolsonaro, ex-primeira-dama], aproveitando a vida. Mas não poderia continuar vendo meu país se deteriorar, se acabar, se afundar. Um país onde se rouba a esperança do seu povo”, acrescentou.
Além disso, o ex-presidente garantiu que não há nenhuma prova concreta contra ele. “Investiram pesadamente nessa última, golpe. Geralmente quem dá golpe é quem ganha, o golpista não perde, ou, se perde, ele está lascado”.
Também nesta quinta, o advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi, afirmou ao g1 que vai pedir a nulidade da delação do ex-ajudante de ordens do presidente, Mauro Cid. A declaração ocorreu após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes tornar públicas as gravações da delação.

Bolsonaro e outros 33 denunciados – Na última terça-feira (19), a PGR denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas por tentativa de golpe de Estado. O caso segue para análise do STF, que pode dar prosseguimento ou não ao processo judicial.
O documento assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, detalha em 272 páginas a participação de cada um dos denunciados na trama golpista para impedir a posse do então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No texto, Bolsonaro é apontado como o líder da organização criminosa responsável por atos contra a democracia.
No pedido, que ainda está sendo analisado pela Primeira Turma do STF, a PGR pede que o ex-presidente seja condenado a 34 anos de prisão pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio, além de liderança de organização criminosa armada e deterioração de patrimônio público.
(Da Sputnik Brasil)




