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    Home»Negócios»Reajuste no Diesel faz com que o Nordeste tenha maior reajuste do Brasil, mas o Maranhão tem menor preço
    Negócios


    Reajuste no Diesel faz com que o Nordeste tenha maior reajuste do Brasil, mas o Maranhão tem menor preço

    Aquiles Emir20 de abril de 202606 Mins Read
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    RJ - RIO DE JANEIRO/COMBUSTÍVEL/PREÇOS - ECONOMIA - Movimentação em posto de combustíveis na região central do Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira (11). Após redução do ICMS, diesel comum cai cinco centavos em duas semanas. Expectativa do Ministério de Minas e Energia era que combustível tivesse redução media de R$ 0,13 nas bomba. 11/07/2022 - Foto: GABRIEL BASTOS/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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    Plataforma recém-lançada analisa reajuste

    O reajuste do diesel anunciado pela Petrobras, motivado pela defasagem em relação ao mercado internacional e à variação do câmbio, provocou uma alta média de 14,7% no preço do combustível em todo o país em apenas um mês. Na média nacional, o diesel passou de R$ 5,7467 por litro em fevereiro para R$ 6,5940 em março — um aumento de R$ 0,85 por litro, mas o Maranhão desponta como o estado onde o combustível é mais barato: R$ 5,89.

    Os dados são do Radar de Preços do Mercado de Combustíveis, tecnologia desenvolvida pela Gestran e disponibilizada ao mercado, que acompanha a variação do diesel por estado e região. A ferramenta comparou os valores antes e depois do reajuste, com base em abastecimentos realizados entre fevereiro e março de 2026. A solução monitora os preços em tempo real, a partir de dados reais coletados nos postos, permitindo análises detalhadas por estado, cidade e até por tipo de combustível.

    O levantamento considerou 3,51 milhões de litros de Diesel S10 registrados em 622 postos distribuídos pelo país. Os dados refletem transações reais de abastecimento, com nota fiscal vinculada, captando o impacto direto do reajuste na operação das transportadoras.

    O reajuste foi sentido de forma uniforme no território nacional. Contudo, o Nordeste liderou o ranking de alta, com +15,57%, puxado por Pernambuco (+18,32%), Tocantins (+18,30%) e Bahia (+17,78%). O Norte, amortecido pelo Amapá — único estado que manteve preço estável em R$ 6,90 — registrou o menor avanço, mas ainda assim expressivo: +12,20%.

    Veja a variação:

    Nordeste: R$ 5,8467 → R$ 6,7568 (+15,57%)
    Sul: R$ 5,6898 → R$ 6,5747 (+15,55%)
    Centro-Oeste: R$ 6,0300 → R$ 6,9422 (+15,13%)
    Sudeste: R$ 5,7603 → R$ 6,5448 (+13,62%)
    Norte: R$ 5,8000 → R$ 6,5076 (+12,20%)

    Segundo Paulo Raymundi, CEO da Gestran, o impacto é considerado significativo. Isso porque um caminhão semi-pesado com tanque de 300 litros, que abastecia por R$ 1.724,01 em fevereiro, passou a gastar R$ 1.978,20 em março — uma diferença de R$ 254,19 por operação. Em frotas maiores, esse aumento ganha escala rapidamente. Por exemplo, em uma frota de 20 veículos, com dois abastecimentos semanais, o impacto supera R$ 198 mil ao ano, apenas considerando o reajuste de março.

    Frotas antecipam consumo e ajustam operação

    Os dados indicam que muitas empresas anteciparam o abastecimento após o anúncio do reajuste. Em São Paulo, maior mercado da base, com 363 mil litros em fevereiro, o volume caiu para 248 mil litros em março — redução de 32%. Em Minas Gerais, a queda foi de 23%, e no Pará, de 38%.

    Paulo Raymundi, CEO da Gestran

    “O padrão sugere uma antecipação de abastecimentos no fim de fevereiro, antes da entrada em vigor do reajuste — comportamento típico de frotas com gestão ativa de custos”, explica Paulo. “O reajuste de março deixou claro que frotas sem controle estruturado de abastecimento estão expostas a dois choques simultâneos: o do preço e o da ineficiência. Quem tem dados, tem vantagem”, complementou.

    Em contrapartida, estados como Bahia (+27%), Rio de Janeiro (+30%) e Mato Grosso do Sul (+18%) registraram crescimento de volume em março, possivelmente indicando expansão de operações ou novos contratos fechados no período.

    Mapa – O estudo realizado permitiu construir o mapa real de preços do Diesel S10 pago pelas frotas — não o preço sugerido, mas o preço efetivamente desembolsado nas transações registradas na plataforma:

    Estado Preço Mar/26 Variação vs Fev Posição
    Mato Grosso do Sul R$ 6,9974 +14,29% 🔴 Mais caro
    Tocantins R$ 6,9589 +18,30% 🔴 2º mais caro
    Goiás R$ 6,8053 +16,51% 🟠 Acima da média
    Pernambuco R$ 6,8541 +18,32% 🔴 Maior alta %
    Bahia R$ 6,7882 +17,78% 🟠 Acima da média
    Paraná R$ 6,6422 +17,11% 🟠 Acima da média
    São Paulo R$ 6,4534 +13,12% 🟡 Abaixo da média
    Rio Grande do Sul R$ 6,2807 +10,25% 🟢 Menor alta do Sul
    Pará R$ 6,2422 +9,39% 🟢 2º menor alta
    Maranhão R$ 5,8900 +7,29% 🟢 Menor preço

    Nordeste registra maior alta – O Nordeste apresenta o fenômeno mais intrigante da base de dados da Gestran: é simultaneamente a região com maior variação percentual (+15,57%) e aquela que abriga o estado de menor preço absoluto em março (Maranhão, R$ 5,89). A explicação está na heterogeneidade interna da região: enquanto Maranhão e Ceará mantiveram aumentos abaixo de 8%, Pernambuco (+18,32%), Paraíba (+17,05%) e Bahia (+17,78%) registraram os maiores reajustes do país.

    Segundo o CEO da Gestran, para as frotas que transitam pelo Nordeste, essa variação interna representa uma oportunidade real de arbitragem de preços. “Se o gestor de frotas tiver acesso a dados confiáveis de custo por posto, pode incorporar essa informação nas decisões de rota e realizar abastecimentos mais inteligentes, economizando bastante”, diz.

    Reajustes no Sul – No Sul do Brasil, o Paraná registrou a maior alta da região: +17,11%, saindo de R$ 5,6720 para R$ 6,6422 por litro. O Rio Grande do Sul, por sua vez, teve o menor avanço da região — e um dos menores do país em termos absolutos: +10,25%, com preço de R$ 6,2807 em março. A diferença entre os dois estados no mesmo mês chega a R$ 0,36 por litro, suficiente para representar economias significativas em frotas que operam na região.

    Inteligência de Preço – A disparidade de preços entre estados não é novidade para o setor — mas a capacidade de enxergá-la com precisão, por posto, por período e por veículo ainda é privilégio de poucas operações. A maioria das frotas ainda define estratégias de abastecimento com base em referências de mercado genéricas, sem dados próprios da operação.

    Com tecnologia, é possível obter o registro em tempo real de cada abastecimento, incluindo preço por litro, volume, posto e localização. Assim, o gestor acessa um painel comparativo que transforma a dispersão de preços em oportunidade de economia. A integração com o Portal do Posto garante que os dados sejam validados pelas duas partes, eliminando divergências e garantindo a confiabilidade da base para decisões estratégicas.

    “Em um cenário em que a diferença entre o estado mais barato e o mais caro é de R$ 1,11 por litro, uma frota de 30 caminhões que abastece 250 litros por semana pode economizar até R$ 432.000,00 anuais simplesmente otimizando onde abastece, desde que tenha os dados para fazer essa escolha”, conclui Raymundi.

    Mais informações: www.gestran.com.br

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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