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    Home»Negócios»São Luís foi uma das cidades onde cesta básica mais encareceu
    Negócios

    São Luís foi uma das cidades onde cesta básica mais encareceu

    Aquiles Emir8 de abril de 201704 Mins Read
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    AQUILES EMIR

    Apesar de ainda ser o sétimo mais baixo do Brasil, o preço da cesta básica em São Luís teve um dos maiores aumentos do país no mês de março, segundo Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e divulgada nesta quinta-feira (06). O levantamento registrou as maiores altas em Teresina (3,90%), Natal (3,54%), Recife (3,53%), São Luís (2,77%) e João Pessoa (2,59%), enquanto as maiores baixas ocorreram em Rio Branco (-2,19%) e Cuiabá(-1,14%).

    De acordo com a pesquisa do Dieese, a cesta básica custava em São Luís, no mês de fevereiro, R$ 354.57, e em março passou para R$ 364,28, mantendo-se como a sétima com menor custo do Brasil. O aumento do mês passado foi maior do que o verificado nos últimos 12 meses (2,17%) e dos três primeiros meses de 2017 (2,31%).

    Vale ressaltar que este levantamento deu-se já na vigência dos aumentos de ICMS para combustíveis, energia elétrica, telefone, TV paga e internet, porém pegou apenas 15 dias, haja vista terem as novas alíquotas entrado em vigor apenas dia 15 de março.

    De acordo com o Dieese, Porto Alegre tem a cesta básica mais cara do Brasil (R$ 437,22), seguida por São Paulo (R$ 435,34); e Florianópolis (R$ 433,70). Os menores valores médios foram observados em Rio Branco (R$ 323,34) e Salvador (R$ 349,66). Em 12 meses, 12 cidades acumularam alta. As elevações mais expressivas foram observadas em Natal (11,70%), Maceió (7,82%) e João Pessoa (6,34%). As reduções ocorreram em 15 cidades, com destaque para Brasília (-6,60%), Belo Horizonte (-5,69%) e Rio Branco (-5,64%).

    No primeiro trimestre de 2017, 19 capitais acumularam queda, com destaque para Rio Branco (-15,89%), Cuiabá (-8,51%) e Boa Vista (-6,12%). Já os aumentos mais expressivos foram registrados em Fortaleza (3,71%), Natal (3,45%) e Teresina (3,22%).

    Com base na cesta mais cara do país, que, em março, foi a de Porto Alegre, e levando-se em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser R$ 3.673,09, ou 3,92 vezes o mínimo de R$ 937,00. Em fevereiro, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.658,72, ou 3,90 vezes o mínimo. Em março de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.736,26, ou 4,25 vezes o piso vigente, que equivalia a R$ 880,00.

    Resultado de imagem para tomate

    São Luís – Entre fevereiro e março, os maiores aumentos em São Luís foram para tomate (20,99%), banana (7,60%), leite integral (3,19%), manteiga (2,40%), farinha de mandioca (1,26%), carne bovina de primeira (0,67%). Os produtos que apresentaram maiores retrações feijão carioquinha (-12,14%), açúcar refinado (-4,55%), óleo de soja (-3,36%), café em pó (-1,43%) e arroz agulhinha (-1,43%); já o pão francês não apresentou variação.

    Em 12 meses, nove produtos acumularam alta: farinha de mandioca (42,44%), manteiga (41,50%), café em pó (23,66%), arroz agulhinha (11,63%), leite integral (11,17%), pão francês (8,10%), óleo de soja (6,67%), banana (5,44%), e açúcar refinado (1,82%). As retrações foram verificadas nos preços do tomate (-20,19%), do feijão carioca (-15,95%) e da carne bovina de primeira (-0,48%).

    Com base nesses aumentos, o Dieese conclui que o trabalhador de São Luís com remuneração equivalente ao salário mínimo necessitou cumprir jornada de trabalho de 85 horas e 32 minutos para comprar a cesta básica, maior que o tempo necessário em fevereiro, que foi de 83 horas e 13 minutos.

    “Em março de 2017, o custo da cesta em São Luís comprometeu 42,26% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários). Em fevereiro, o percentual exigido foi de 41,12%. Já em março de 2016, o comprometimento foi de 44,04% do salário mínimo”, conclui o Dieese.

    Veja a evolução do preço da cesta básica nas capitais brasileiras no mês de março

     

    FIEMA
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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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