Candidato do Solidariedade diz que vota, mas não pede votos
AQUILES EMIR
Apesar de ter sido seu auxiliar por sete anos e considerá-lo um dos melhores governadores que o Maranhão já teve, o candidato ao Governo do Estado pelo Solidariedade, Simplício Araújo, que foi secretário de Indústrias, Comércio e Energia, ainda não está certo se irá apoiar Flávio Dino (PSB) ao Senado. De uma coisa ele diz estar certo: não apoiará também nenhum adversário do socialista, ou seja, é provável que fique neutro, a menos que receba um aceno do ex-governador.
Na entrevista concedida à Mirante AM nesta segunda-feira, o candidato do Solidariedade também não quis anunciar quem seriam seu candidato a presidente, já que não pretende nacionalizar o debate em torno da sucessão estadual. Segundo ele, independentemente de quem seja ele, no dia 02 de janeiro ele estará batendo à sua porta, em Brasília, para firmar acordos com vistas às melhorias das condições de vida dos maranhenses.
“Seja Lula, Bolsonaro ou outro presidente, não abrirei mão de firmar parcerias em favor do Maranhão”, afirma, manifestando convicção de que será eleito.
Simplício Araújo diz que se sente numa cruzada desigual, pois nunca tinha visto tanto derrame de dinheiro em campanha eleitoral quanto este ano, justamente num momento em que muito se fala em crise e que boa parte da população passa por necessidade, até para comer.
Com excesso dinheiro nos cofres, alguns adversários, queixa-se, têm dinheiro para carreatas, inserções de propaganda em massa nas redes sociais, compra de apoios etc.
Para ele, é importante que o povo esteja atento para depois não ficar quatro anos se lamentando por ter acreditado em discursos que não têm a menor condição de serem postos em prática. Segundo ele, o seu programa é de pé no chão, e se promete o que sabe que pode ser executado.
Quanto ao apoio de candidato ao Senado, Simplício disse que houve uma deliberação do partido para que não fosse lançado um nome a esse cargo, por isto está livre para não se envolver nessa disputa. Um apoio a Flávio Dino poderia se dar se o ex-governador manifestasse interesse de ter o Solidariedade ao seu lado, coisa que até hoje não fez.
Apesar dessa divergência, Simplício garante que votará no ex-governador. “O meu voto ele terá”, garante, mas se compromete em pedir que outros votem também. Ele também não pretende trabalhar para que o senador seja outro candidato.



