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    Home»Brasil»Sobre o 31 de março, General Hamilton Mourão diz que “temos liberdade para expor opiniões”

    Sobre o 31 de março, General Hamilton Mourão diz que “temos liberdade para expor opiniões”

    Aquiles Emir28 de março de 20191
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    Hamilton Mourão na comemoração, dos 107 anos do Colégio Militar de Porto Alegre
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    PEDRO RAFAEL VILELA

    O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse nesta quarta-feira (27), na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), que a celebração do dia 31 de março de 1964 deve ter um tom de “muita conciliação”. A data marca o início da intervenção militar que derrubou o então presidente João Goulart e instalou um regime de governo controlado pelas Forças Armadas, que durou 21 anos (1964-1985), período sem eleições diretas para presidente da República no país.

    “O que vai ser feito em termos de ordem do dia vai ser algo muito conciliador, colocando que as Forças Armadas combateram o nazi-fascismo, combateram o comunismo e isso é passado, faz parte da história”, afirmou pouco antes de deixar o Palácio do Planalto.

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    Em seguida, Mourão acrescentou que: “Acho que, no futuro, vai ser visto que o 31 de março foi o ápice das intervenções militares durante a história da República. Se vocês olharem, os generais de 1964 eram os tenentes de 1922. Isso tudo vai ter que ser analisado, o contexto da Guerra Fria, guerra tem excesso, essas coisas todas são sobejamente sabidas”.

    Palestras – O vice-presidente revelou que, nos quartéis, devem ocorrer palestras que abordem “o que ocorreu em 1964”, além de homenagens aos militares mortos.

    Questionado sobre ações do Ministério Público Federal (MPF) e de parentes de mortos durante o regime militar, que pretendem proibir celebrações do dia 31 de março de 1964, Mourão lembrou o país vivem em um estado democrático de direito e que há liberdade para as pessoas exporem suas opiniões. “A gente tem liberdade para todo mundo expor as suas opiniões e visões, desde que a gente não agrida os demais”, disse.

    O vice-presidente ainda acrescentou que “houve vítimas de ambos os lados”, citando a morte de militares e opositores do regime ao longo de duas décadas. Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro disse que, em sua opinião, não teria havido ditadura no Brasil.

    O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, durante o painel "Destinos de uma Nação - Foco na Segurança Pública", na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul - Fiergs, em Porto Alegre (RS).

    Articulação – Em relação à articulação em torno da proposta da reforma da Previdência, Mourão elogiou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e minimizou eventuais desgastes na relação entre o Legislativo e o governo federal.

    “Eu julgo que o deputado Rodrigo Maia é imprescindível no processo que estamos vivendo no Brasil, pelo papel que ele tem dentro da Câmara dos Deputados. Ruídos ocorrem”, afirmou.

    Ordem do Dia – O Ministério da Defesa publicou nesta quarta a mensagem alusiva ao 31 de março de 1964 que deverá ser lida nas unidades militares. A ordem do dia é assinado pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e pelos comandantes da Marinha, Ilques Barbosa Júnior, do Exército, Edson Leal Pujol, e da Aeronáutica, Antonio Bermudez.

    O texto faz uma breve retrospectiva de fatos que levaram os militares ao poder naquele ano. “Enxergar o Brasil daquela época em perspectiva histórica nos oferece a oportunidade de constatar a verdade e, principalmente, de exercitar o maior ativo humano – a capacidade de aprender”, diz a mensagem.

    Segundo a ordem do dia, o país caminhava para um “cenário de graves convulsões”, em direção “ao totalitarismo”. Diante desse quadro, as Forças Armadas “assumiram o papel de estabilização daquele processo”. A mensagem cita o processo de anistia e a abertura política a partir de 1979.

    “Cinquenta e cinco anos passados, a Marinha, o Exército e a Aeronáutica reconhecem o papel desempenhado por aqueles que, ao se depararem com os desafios próprios da época, agiram conforme os anseios da Nação Brasileira”, diz a mensagem. As Forças Armadas “reafirmam o compromisso com a liberdade e a democracia, pelas quais têm lutado ao longo da História”.

    (Agência Brasil)

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    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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    1 comentário

    1. Lino Tavares on 28 de março de 2019 14:33

      As mesmas forças de viés esquerdista que tentam barrar a comemoração de 31 de março nada fizeram para enquadrar a presidente do PT, Gleise Hoffmann, por ter comparecido e hipotecado apoio à posse de Nicolás Maduro, que hoje é um inimigo do Brasil, por suas ações prepotentes que provocam o refúgio de venezuelanos para o nosso território, dando trabalhos e despesas para a nação brasileira. Ela não tinha esse direito, porque diplomaticamente o Brasil está no lado antagônico à ditadura de Maduro

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    Demonstre sua humanidade: 2   +   2   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Dois dos temas mais debatidos no Brasil na atualidade - violência contra mulher e redução da maior idade penal- trazem para o centro das discussão as mesmas personalidades, que na maioria das vezes agem de forma contraditória.

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