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    Home»Maranhão»Trabalhador de São Luís gasta mais do que a média nacional para almoçar fora de casa

    Trabalhador de São Luís gasta mais do que a média nacional para almoçar fora de casa

    Aquiles Emir23 de abril de 20190
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    O trabalhador de São Luís gasta mais do que a média nacional para fazer refeição fora de casa. É o que revela a pesquisa “Preço Médio da Refeição Fora do Lar”, realizada Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABTT). De acordo com o levantamento, o trabalhador nordestino desembolsa, em média, R$ 32,66 para almoçar fora de casa, preço está abaixo da média nacional, de R$ 34,84, mas em São Luís esse custo é de R$ 34,90.

    Pela média, o Nordeste é a região de refeição fora de casa mais mais barata. O estudo foi feito em 22 Estados e no Distrito Federal, num total de 51 municípios, e coletou quase 6,2 mil preços de pratos, no período de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019.

    Os dados foram apurados para a entidade pela GS & Inteligência, empresa do Grupo Gouvêa de Souza. Foi considerado o preço da refeição composta por: prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café, na hora do almoço, em estabelecimentos que aceitam voucher refeição como forma de pagamento.

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    “O estudo é um termômetro importante que auxilia as empresas a ponderar sobre o valor do auxílio concedido ao trabalhador. Além disso, serve como referencial para garantir que quem recebe o benefício possa ter acesso a refeições de qualidade, nutritivas e equilibradas”, afirma Jessica Srour, diretora-executiva da ABBT.

    Resultado da pesquisa – Os preços da alimentação variam muito de cidade para cidade e refletem a realidade econômica local. “É importante ressaltar que a pesquisa é um retrato do momento avaliado. As oscilações podem mostrar reposição de perdas nos anos anteriores ou acomodação dos valores de acordo com o momento econômico vivido em cada município”, comenta Jéssica.

    Resultado de imagem para selfie service

    Das dez cidades pesquisadas do Nordeste, sete apresentaram retração nos preços. Somente Salvador (BA), Jaboatão dos Guararapes (PE) e Fortaleza (CE) tiveram reajuste. Ainda assim, na capital cearense, o percentual de variação ficou abaixo do índice de inflação de 3,75% apurado pelo IPCA/IBGE no mesmo período.

    Nesta edição da pesquisa, posto de cidade mais barata ficou com Recife. No ano passado, o menor preço de almoço da região era de Jaboatão dos Guararapes. A cidade mais cara é capital baiana, ocupando o lugar que era de Aracaju (SE), segundo os dados anteriores. De acordo com a pesquisa, a variação de preço de um ano para outro foi diretamente impactada pela realidade econômica de cada município.

    “O país vem atravessando uma fase de econômica pouco aquecida, o emprego e a renda ainda não se fortaleceram e isso afeta diretamente o desempenho dos estabelecimentos. Mais do que qualquer outro segmento, restaurantes são sensíveis a qualquer oscilação”, pondera a diretora-executiva da ABBT. Acompanhe as variações pela tabela abaixo:

     UNIDADE

    2017

    2018

    Variação

    BRASIL

    34,14

    34,84

    2,1%

    NORDESTE

    33,39

    32,66

    -2,2%

    Salvador (BA)

    34,78

    36,62

    5,3%

    Aracaju (SE)

    39,43

    36,26

    -8,0%

    São Luís (MA)

    35,81

    34,90

    -2,5%

    Natal (RN)

    36,15

    32,80

    -9,3%

    Fortaleza (CE)

    32,04

    32,49

    1,4%

    Maceió (AL)

    32,43

    31,37

    -3,3%

    Teresina (PI)

    34,26

    31,36

    -8,5%

    Jaboatão dos Guararapes (PE)

    28,49

    30,91

    8,5%

    João Pessoa (PB)

    33,41

    30,58

    -8,5%

    Recife (PE)

    31,65

    29,70

    -6,1%

     

    Comparativos com outras regiões – A pesquisa retrata os preços médios da refeição nas cinco regiões brasileiras. O Sudeste se mantém como a região mais cara para almoçar fora de casa. Apesar de o aumento do custo no preço dos alimentos ter sido o principal responsável pela inflação no ano passado, o reajuste do preço médio do almoço do trabalhador no País ficou em 2,1%, abaixo do índice de 3,75% apurado pelo IPCA/IBGE no mesmo período. Veja a tabela:

    REGIÕES

    2017

    2018

    Variação

    BRASIL

    34,14

    34,84

    2,1%

    SUDESTE

    34,49

    35,72

    3,6%

    SUL

    33,48

    34,18

    2,1%

    CENTRO-OESTE

    32,87

    35,16

    7,0%

    NORTE

    32,77

    33,74

    3,0%

    NORDESTE

    33,39

    32,66

    -2,2%

    “Nossa percepção é a de que na maior parte do País, os estabelecimentos optaram por elevar menos ou até mesmo diminuir os preços do cardápio para reter seus clientes” pondera a diretora-executiva da ABBT. Apesar disso, de acordo com o estudo, o valor gasto com o almoço representa 1/3 da renda média do trabalhador. Isso equivale ao desembolso mensal em torno dos R$ 766,00, o que corresponde a 34% do salário médio do brasileiro, atualmente em R$ 2.285,00 no período de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019 (segundo a pesquisa PNAD/IBGE).

    Pela segunda vez consecutiva, Florianópolis (SC) se mantém como a cidade mais cara para almoçar: R$ 43,35. Diadema (SP) é onde o trabalhador gasta menos em comparação a outros municípios: foi a cidade mais barata, com preço médio de R$ 28,85, em 2018. Jaboatão dos Guararapes, João Pessoa e Recife estão entre as dez cidades mais em conta. Acompanhe os destaques com os maiores e menores preços em algumas cidades pesquisadas:

    Cidade Refeição Completa
    Florianópolis (SC)

    R$ 43,35

    Serra (ES)

    R$ 43,21

    Palmas (TO)

    R$ 42,79

    Vitória (ES)

    R$ 42,54

    Niterói (RJ)

    R$ 40,08

    Vila Velha (ES)

    R$ 39,85

    Rio de Janeiro (RJ)

    R$ 39,74

    Santo André (SP)

    R$ 38,98

    Campinas (SP)

    R$ 37,81

    Barueri (SP)

    R$ 37,59

    Média Nacional

    R$ 34,84

    Belo Horizonte (MG)

    R$ 31,10

    Jaboatão dos Guararapes (PE)

    R$ 30,91

    Curitiba (PR)

    R$ 30,61

    João Pessoa (PB)

    R$ 30,58

    São Bernardo do Campo (SP)

    R$ 30,46

    Manaus (AM)

    R$ 30,17

    Nilópolis (RJ)

    R$ 30,16

    Guarulhos (SP)

    R$ 29,96

    Recife (PE)

    R$ 29,70

    Diadema (SP)

    R$ 28,85

     

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    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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