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    Home»Negócios»Trabalhador de São Luís paga a terceira refeição mais cara do Nordeste, segundo pesquisa ABBT

    Trabalhador de São Luís paga a terceira refeição mais cara do Nordeste, segundo pesquisa ABBT

    Aquiles Emir18 de março de 20180
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    Preço médio da refeição saiu por R$ 33,39 contra R$ 31,82

    O trabalhador do Nordeste que usa voucher refeição (cartão ou papel) gastou em 2017 quase 5% a mais que o ano anterior para almoçar fora de casa. É o que revela pesquisa Preço Médio da Refeição divulgada pela Associação Brasileira das Empresas de Benefício ao Trabalhador (ABBT).

    O preço médio da refeição completa saiu por R$ 33,39 contra R$ 31,82. O valor está abaixo da média Brasil, que é de R$ 34,14. Mesmo assim, o reajuste na região ficou acima da inflação.

    No Nordeste foram pesquisa dez cidades. A mais cara é Aracaju (SE), com média de R$ 39,43. A mais barata é Jaboatão dos Guararapes (PE), com R$ 28,49. Veja abaixo os preços médios praticados na região:

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    Total Brasil 34,14
    Nordeste 33,39
    Aracaju (SE) 39,43
    Natal (RN) 36,15
    São Luís (MA) 35,81
    Salvador (BA) 34,78
    Teresina (PI) 34,36
    João Pessoa (PB) 33,41
    Maceió (AL) 32,43
    Fortaleza (CE) 32,04
    Recife (PE) 31,65
    Jaboatão dos Guararapes (PE) 28,49

     

    Aumento  – A inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2017 com alta acumulada de 2,95%. É a menor taxa desde 1998. De acordo com o IBGE, que calcula o IPCA, os alimentos consumidos em casa (-4,85%) foram responsáveis pela queda na inflação. Entretanto, a alimentação fora de casa se manteve em alta no ano: + 3,83%, segundo o IPCA. “Acreditamos que outros custos, como gás de cozinha, luz e água, por exemplo, pressionaram os estabelecimentos a fazerem o repasse para o preço final aos consumidores”, afirma Jessica Srour, diretora-presidente da ABBT.

    De acordo com a pesquisa, a cidade mais cara é Florianópolis (SC): o preço médio da refeição completa é de R$ 40,85. Já Campo Grande (MS) registrou o menor preço: R$ 26,23. “Normalmente, cidades que são destinos turísticos têm preços mais altos que as demais. Por isso a pesquisa é importante. Ela auxilia os departamentos de recursos humanos das empresas a conceder o benefício alimentação com valor adequado para cada região, garantindo que o trabalhador se alimente de forma adequada e saudável”, ressalta Jessica.

    Metodologia – Para chegar ao valor da refeição completa são pesquisados os preços do prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café praticados na hora do almoço. Os locais pesquisados são divididos em quatro categorias:comercial (estabelecimentos com serviço mais simples e que serve o popular “prato feito”), autosserviço (sistema self-service por quilo ou buffet a preço fixo),executivo (restaurante que oferece uma opção de prato do dia mais em conta que os demais apresentados no menu durante a semana) e a la carte (com ambiente mais sofisticado onde o consumidor escolhe o prato que será preparado na hora).

    Veja como se comportaram os preços nas capitais brasileiras pesquisadas:

    Total Brasil 34,14
    Florianópolis 40,85
    Aracaju 39,43
    Rio de Janeiro 38,97
    Vitória 36,45
    Natal 36,15
    Manaus 35,42
    Brasília 34,78
    Salvador 34,78
    São Paulo 34,33
    Teresina 34,26
    João Pessoa 33,41
    Curitiba 32,83
    Maceió 32,43
    Fortaleza 32,04
    Recife 31,65
    Cuiabá 31,64
    Porto Alegre 31,59
    Goiânia 30,81
    Belo Horizonte 30,79
    Palmas 30,38
    Belém 28,27
    Campo Grande 26,23

     

    Conquista do trabalhador – “Receber o benefício alimentação é uma conquista que faz parte da vida do trabalhador brasileiro há mais de 40 anos”, defende a diretora-presidente da ABBT. O sistema de auxílio-alimentação, que engloba as empresas operadoras do segmento de vouchers refeição e alimentação, está inserido no PAT – Programa de Alimentação ao Trabalhador do governo federal.

    Desde 1976, o PAT estimula a concessão do benefício por meio de incentivos fiscais. Atualmente, o programa já atende cerca de 22 milhões de trabalhadores, de acordo com dados do Ministério do Trabalho. Deste total, 85% recebem até cinco salários mínimos. “Se levarmos em conta o preço médio da refeição, o trabalhador gasta R$ 751,00 por mês para almoçar fora de casa, o que representa 80% do valor do salário mínimo apurado em 2017, que foi de R$ 937,00. Para a grande maioria das pessoas que recebem o benefício seria muito difícil arcar com os custos de alimentação fora de casa”, conclui Jessica.

    Sobre o PAT – O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), instituído pelo Governo Federal, em 1976, é o mais duradouro programa socioeconômico do Brasil e um dos mais bem-sucedidos do mundo, sendo referência para a Organização Internacional do Trabalho (OIT). É o único programa de benefício alimentar no mundo que prevê a possibilidade de ofertar refeições principais (almoço e jantar) e refeição menor (desjejum e lanche) para o trabalhador. Em 2017, o PAT deve beneficiar mais de 22 milhões de trabalhadores, de aproximadamente 223 mil empresas, representando um incremento de cerca de 13,4% no rendimento médio mensal da força de trabalho formal.

    Sobre a ABBT – Fundada em 1981 com o nome de ASSERT – Associação das Empresas de Refeição e Alimentação -, em junho de 2017 a entidade ampliou seu escopo de atuação e passou a ser denominada ABBT – Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador. Com isso, seu foco deixou de ser apenas os benefícios alimentação e refeição, passando a contemplar também os relacionados à saúde, educação, creche e cultura. Atualmente, conta com cerca de 16 associados, entre empresas nacionais e multinacionais, que detém mais de 80% do mercado de vouchers refeição e alimentação.

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    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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