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    Home»Brasil»TCU investiga fornecimento de alimentos a refugiados venezuelanos na gestão de Pazuello
    Brasil

    TCU investiga fornecimento de alimentos a refugiados venezuelanos na gestão de Pazuello

    Aquiles Emir14 de março de 202202 Mins Read
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    Fornecedor foi contratado para atender hospital federal

    A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados solicitou que o Tribunal avalie contratos dos Ministérios da Defesa e da Saúde firmados com a empresa ISM Gomes de Mattos Eireli durante as gestões do ministro Eduardo Pazuello.

    Para acolher migrantes e refugiados venezuelanos que chegaram ao Brasil e se instalaram em Roraima, o Governo Federal criou a Operação Acolhida, uma força-tarefa, composta por diversos órgãos federais, sob o comando do Exército.  A empresa foi contratada para fornecer refeição aos venezuelanos e também para prestar serviços para o Hospital Federal Cardoso Fontes, no Rio de Janeiro.

    Em seu voto, o relator do processo, ministro Vital do Rêgo destacou que  “chamaram a atenção as sucessivas contratações da empresa ISM Gomes de Mattos Eireli para o fornecimento de refeições aos acolhidos.” A empresa teria firmado a maior parte dos contratos de fornecimento de refeições, totalizando mais de R$ 141 milhões, nos anos de 2018 a 2020. Em média, o gasto foi de R$ 35 milhões anuais e a operação teve como coordenador o General Eduardo Pazuello, no período compreendido entre 15/2/2018 e 28/4/2020.

    Vital do Rêgo ressaltou que para verificar se a compra de refeições estava de acordo com a quantidade de migrantes e refugiados atendidos diariamente nos abrigos, o Ministério da Defesa foi questionado, porém informou não possuir o controle das pessoas abrigadas entre 2018 a abril de 2020, “não sendo possível, verificar se a quantidade consumida está em harmonia com a quantidade de beneficiados”.

    Após o General Eduardo Pazuello deixar a Operação Acolhida e se tornar Ministro da Saúde, a empresa foi contratada¸ durante sua gestão, para fornecer refeições aos pacientes, acompanhantes e residentes do Hospital Federal Cardoso Fontes por R$ 5,6 milhões.

    Diante de todos esses fatos, o TCU abriu investigação e, no prazo de 180 dias, dará resposta à solicitação do Congresso Nacional.

    • Processo: TC 044.364/2021-0.
    • Acórdão: 471/2022
    • Relator: ministro Vital do Rêgo
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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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