Eliziane Gama também assinou, mas Roberto Rocha não
AQUILES EMIR
É dada como certa, em Brasília (DF), a retirada nas próximas horas da assinatura do senador Weverton Rocha (PDT) do pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades no Ministério da Educação (MEC). Com esta, as baixas no pedido levam a um total de 24 assinaturas, número insuficiente para que a mesa diretora do Senado dê andamento ao pedido de investigação.
A informação sobre a desistência de Weverton é do portal Poder360, e da Fllha de S. Paulo, mas o senador, que cumpre neste fim de semana agenda de pré-campanha ao Governo do Estado, em municípios do interior, ainda não se pronunciou.
Além de Weverton, a senadora Eliziane Gama (Cidadania) também assinou e estaria sendo pressionada por segmentos evangélicos e prefeitos com pedidos de recursos junto ao MEC para retirar seu nome, porém ela não se pronuncia sobre o assunto. Já o terceiro senador pelo Maranhão, Roberto Rocha (PTB), que é aliado do governo, não assinou.
Dois senadores do Podemos – Oriovisto Guimarães (PR) e Styvenson Valentim (RN) – retiraram seus nomes. Já a senadora Rose Freitas (MDB-ES) denunciou o uso indevido do seu nome para justificar o pedido da CPI.
Segundo ela, não houve de sua parte assinatura do requerimento, mas seu nome consta no pedido, fato que a levou a pedir da mesa diretora uma investigação sobre uso indevido de sua assinatura.
O autor do pedido é o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição e um dos coordenadores da campanha do ex-presidente Lula. Ele jurava ter números suficientes para protocolar seu pedido e dizia ter assinaturas de reserva para esse tipo de desistência, mas ainda não as apresentou.
As assinaturas de reserva sempre foram vistas com desconfiança por aliados do governo porque se as tivesse bastava reunir e apresentar requerimento com mais do que o mínimo exigido, o que daria mais força ao seu pedido.
A CPI estaria fundamentada nos escândalos que teriam ocorrido com pedidos de pastores para liberação de verbas a prefeituras em troca de propina e um suposto superfaturamento na compra de ônibus escolares. Três prefeitos do Maranhão citados nessas denúncias já foram ouvidos pela Comissão de Educação do Senado.
Pelas redes sociais, ele acusa o Palácio do Planalto de vir pressionando os senadores para que retirem seus nomes.
Com a retirada da assinatura do Senador @Sen_Oriovisto, voltamos a ter 26 para a instalação da #CPIdoMEC. Seguiremos atrás de mais assinaturas para passar a limpo o #BolsolaodoMEC e investigar os escândalos de corrupção desse Governo! Eles não podem sair impunes!
— Randolfe Rodrigues (@randolfeap) April 9, 2022




