Às vésperas do lançamento do volume 2 de O Amor no Caos, o cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro, numa entrevista a Augusto Diniz, da revista Carta Capital, revela que seu maior desejo no momento seria uma cruzada nacional a favor das escolas brasileiras. Este ano, ele faz shows com o Zoró Zureta, em que reúne canções de dois álbuns infantis lançados por ele.
“Rapaz, é tão bom que às vezes penso em largar tudo e só fazer isso. Fazer uma cruzada por escolas e teatros do país, algo assim. Infelizmente isso ainda não é possível. Mas é muito bom ver as crianças se divertindo com minha música, que quer respeitar a inteligência dela e a dos pais.”
Sobre seus projetos musicais, Baleiro diz que está em andamento um CD de sambas autorais, com produção do Swami Jr., e um outro que ele chama de “bregas psicodélicos”, com produção do Érico Theobaldo. E, ainda, um de releituras de sucessos da carreira, chamado Remake e produzido por Sergio Fouad. “Não sei quando serão lançados, vai depender do andar da carruagem”, avisa.
“Mas estou preparando outro para lançar só em Portugal em 2020, em que eu vou cantar autores portugueses contemporâneos”, ressalta. “E lanço em setembro, pelo meu selo, o segundo disco da Patativa, sambista maranhense de 83 anos. Há duas trilhas de cinema também, filmes que serão lançados ano que vem.”
Quanto ao segundo volume de O Amor no Caos, diz que este é “mais acústico, reflexivo e emocionado”. O primeiro volume gravou músicas feitas em parceria com Paulinho Moska e dois artistas de rap, Cynthia Luz e Rincon Sapiência.
Neste novo, são sete canções dele (o volume 1 tinha apenas quatro composições sem parceiros entre as 11 faixas) e terá ainda uma música com o compositor do Maranhão Marcos Magah; um poema musicado do francês Tristan Corbière (1845-1875), e uma versão feita com o letrista Léo Nogueira, da música So Long, Marianne, da obra do cantor e poeta canadense Leonard Cohen, falecido há três anos.




