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    Home»Negócios»Taxa de desocupados no Maranhão passa de 17%, segundo dados divulgados nesta terça pelo IBGE
    Negócios

    Taxa de desocupados no Maranhão passa de 17%, segundo dados divulgados nesta terça pelo IBGE

    Aquiles Emir31 de agosto de 202107 Mins Read
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    Taxa foi a maior da série histórica iniciada em 2012

    A taxa de desocupação do Maranhão no segundo trimestre de 2021 foi de 17,2%, praticamente igual à do trimestre anterior: 17,0%. Como se trata de pesquisa amostral, pode-se deduzir que se manteve estável, embora em patamar alto, observando-se os dois últimos trimestres.

    Essa taxa de 17,2% foi a maior da série histórica iniciada no primeiro trimestre de 2012. As maiores foram detectadas em estados do Nordeste, sendo que as quatro maiores foram observadas em Pernambuco (21,6%), Bahia (19,7%), Sergipe (19,1%) e Alagoas (18,8%). O Maranhão teve a sexta maior taxa de desocupação dentre as 27 UFs.

    Em relação ao número absoluto de desempregados, houve elevação, no Maranhão, de 4,3% nessa condição, correspondendo 19 mil pessoas a mais no cotejamento do segundo trimestre de 2021 em relação ao trimestre imediatamente anterior.

    Na passagem do quarto trimestre de 2020 para o primeiro de 2021, a elevação tinha sido mais significativa: 74.000 desempregados a mais, elevação em termos percentuais de 20,3%. No segundo trimestre de 2021, o número de desempregados no Maranhão foi de 457 mil pessoas, e no primeiro trimestre de 2021, de 438 mil pessoas. No quarto trimestre de 2020, eram cerca de 364 mil pessoas desocupadas.

    Esse contínuo aumento no número de desempregados nos últimos três trimestres mostra um mercado de trabalho se rearrumando à medida que a pandemia vai sendo controlada e quem, antes estava fora do mercado de trabalho, qualificado como ftp, por exemplo, tem voltado a pressionar para conseguir um emprego, provocando elevação da taxa de desocupação.

    Observando os números para Brasil, verifica-se comportamento um pouco diferente, quando da passagem do primeiro trimestre de 2021 para o segundo trimestre do mesmo ano, tendo havido um recuo tanto na taxa de desocupação quanto no número de desempregados:

    Taxa de desocupação com número de desempregados (x1.000)

    • 1º trimestre 2020 12,1 12.850
    • 1º trimestre  2021 14,7 14.805
    • 2º trimestre 2021 14,1 14.444

    Os números de 2021 comparados ao período pré-pandêmico (primeiro trimestre de 2020) indicam que o mercado de trabalho no Brasil ainda precisa aquecer mais para diminuir a taxa de desocupação e o número de desempregados.

    Na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2021, pode-se considerar estatisticamente, com variação significativa, que apenas quatro unidades da Federação apresentaram recuo na taxa de desocupação: Amazonas (de 17,5% passou para 15,6%), Espírito Santo (de 12,9% para 11,4%), Minas Gerais (de 13,8% para 12,5%) e Rio de Janeiro (de 19,4% para 18,0%).

    Pessoal ocupado – Pessoal ocupado constitui a outra parte da força de trabalho. Foi observado que a força de trabalho (soma de desocupados com ocupados), no segundo trimestre de 2021, que está voltando ao patamar numérico do período pré-pandêmico, primeiro trimestre de 2020.

    Na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2020, a força de trabalho no Brasil recuou 8,5% (de 105,073 milhões para 96,138 milhões), refluindo tanto na parte dos ocupados (-9,6%) quanto na parte dos desocupados (-0,5%).

    No Maranhão, na transição do 1º trimestre de 2020 para o trimestre subsequente, a diminuição do quantitativo da força de trabalho foi de 9,8% (258 mil pessoas a menos), sendo que no caso dos ocupados, a diminuição foi de 9,7% (250 mil postos de trabalho a menos). Quanto ao pessoal desocupado, a queda foi de 10,1% (43 mil desocupados a menos).

    Entre o segundo e o terceiro trimestre de 2020, continuou o processo de queda no número de pessoas ocupadas, embora no Maranhão tivesse ocorrido um pequeno aumento, estatisticamente insignificante, apontando mais para uma estabilidade numérica: Brasil (-1,1%), Nordeste (-0,7%) e Maranhão (+0,4%).

    Na passagem do terceiro para o qutrimestre de 2020 há uma curva ascendente no número de ocupados, observando os três recortes territoriais aqui analisados: Brasil (+4,5%), Nordeste (+7,6%) e Maranhão (+7,4%).

    No primeiro trimestre de 2021 cotejado com o quarto trimestre de 2020, a curva do número de pessoas ocupadas volta a cair: Brasil (-0,6%), Nordeste (-1,3%) e Maranhão (-0,7%), todavia um recuo estatisticamente insignificante.

    No segundo trimestre de 2021 comparado com o trimestre imediatamente anterior, há nova alteração na curva de número de pessoas ocupadas, passando a ficar apontada para cima, embora ainda não chegando ao patamar do total de ocupados de antes do período pré-pandêmico: Brasil (+2,5%; + 2,141 milhões postos de trabalho), Nordeste (+2,4%; + 464 mil postos de trabalho) e Maranhão (+2,7%; + 58 mil postos de trabalho).

    Em relação ao pessoal ocupado por atividade econômica, tem-se a seguinte situação para o Brasil e o Maranhão no segundo trimestre de 2021, sendo que para ambos os espaços territoriais os setores que mais absorveram mão de obra foram administração pública/defesa/seguridade/educação/saúde humana e serviços sociais e comércio/reparação de veículos automotores e motocicletas.

    Em 2021, na passagem do primeiro trimestre para o segundo trimestre, no caso do Brasil, quatro setores se destacaram como criadores de postos de trabalho, com comportamento estatisticamente significativo: o agro (326 mil postos de trabalho a mais; +3,8%), construção civil (346 mil; +5,7%), alojamento e alimentação (360 mil; +9,1%) e serviços domésticos (197 mil; +4,0%). No que concerne ao Maranhão, um setor teve grande
    destaque, com aumento de postos de trabalho com variação estatisticamente mais significativa: o setor primário (33 mil postos de trabalho: +10,5%). Outrossim, as atividades de construção civil (11 mil: +5,7%) e serviços domésticos (11 mil; 8,3%) tiveram alguma variação de tendência positiva.

    Na contramão desse movimento de alta, dois setores tiveram afetados negativamente a quantidade de postos de trabalho no Maranhão: comércio (- 20 mil vagas: -3,9%) e outros serviços (-6 mil; -7,0%).

    Vale ressaltar que, em números absolutos, observando o comportamento do setor primário (agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura) do Maranhão, pelo segundo trimestre consecutivo houve um movimento de criação de vagas: 17 mil na passagem do quarto trimestre de 2020 para o primeiro trimestre de 2021 e, agora, de 33 mil vagas.

    No início da década de 2010, quando foi iniciada a série da PNAD C Trimestral, 1º trimestre de 2012, a força de trabalho ocupada em atividades do setor primário no Maranhão era praticamente o dobro da existente atualmente (30,3% do total geral, com um contingente de 758 mil pessoas ocupadas em atividades do setor primário).

    Subutilização da força de trabalho – O conceito de subutilização da força de trabalho envolve as seguintes situações:
    1) Desocupados;
    2) Os que estão ocupados, mas com insuficiência de horas trabalhadas;
    3) Força de trabalho potencial.
    O total de pessoas nessa situação no Maranhão era de 1,623 milhão de pessoas, no segundo trimestre de 2021, enquanto no 1º trimestre desse mesmo ano, o contingente era de 1,640 milhão de pessoas. Houve uma queda de 1,0% no total de pessoas caracterizadas como subutilizadas.

    Quando se compara os números da passagem do quarto trimestre de 2020 para o primeiro trimestre de 2021, notam-se maiores variações percentuais para as três subcategorias da força de trabalho subutilizada.

    A distribuição da força de trabalho subutilizada no Maranhão no segundo trimestre de 2021 se deu da seguinte forma:

    Trimestre  – Desocupado – Subocupado por insuficiência de horas trabalhadas
    1º trim 2021 – 438 mil – 314 mil 888 mil – 1,640 milhão
    2º trim 2021 457 mil 316 mil 850 mil 1,623 milhão
    4º trim 2020 364 mil 272 mil 883 mil 1,519 milhão
    1º trim 2021 438 mil 314 mil 888 mil 1,640 milhão

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional, mostrou que é bem fácil fazer o que Ulisses Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte, dizia que seria quase impossível: emendar a Constituição Federal. Numa única sessão, modificou o regimento do Senado, fez duas votações para botar no texto da Carta Magna a nova jornada de trabalho, em atendimento aos interesses do Palácio do Planalto, lei-se projeto de reeleição do presidente Lula.

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