Presidente diz que negou audiência ao procurador
AQUILES EMIR
Num vídeo postado neste domingo (12), o presidente Jair Bolsonaro (PL), com base em outro vídeo, de Kim Paim, insinua que o ex-procurador federal Deltan Dallagnol, que atuou na Força Tarefa da Lava Jato, em Curitiba (PR), tentou se insinuar para ser o Procurador-Geral da República. Segundo Bolsonaro, Dallagnol chegou a pedir uma audiência, que seria para tratar do assunto, mas esta não he foi concedida.
De acordo com o presidente, naquele momento, início de 2019, o procurador da Lava Jato era especulado pela grande imprensa como o mais indicado para a PGR, assim como o ex-juiz Sergio Moro, também da Lava Jato, para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Moro foi nomeado ministro de Estado, da Justiça e Segurança Pública, mas rompeu com o presidente, a quem acusou de interferência na Polícia Federal, é hoje é pré-candidato a presidente da República, pelo Podemos.
Moro e Dallagnol foram responsáveis pela condenação e prisão de diversos empresários e políticos, dentre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve suas condenações anuladas por terem sido sentenciados “fora de lugar”.

Suspeição – Ainda de acordo com Bolsonaro, se tivesse indicado Dallagnol para a PGR, hoje estaria sendo acusado de ter se beneficiado das delações premiadas que ele (o procurador) redigia e chamava os réus para assinar e depois os indiciava para serem condenados por Moro.
Na indicação para a PGR, o presidente descartou os nomes de uma lista tríplice apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) e indicou Augusto Aras, que foi reconduzido este ano.
O procurador do Paraná, recentemente, renunciou ao cargo e está tentando se viabilizar como político, provavelmente candidato a deputado federal por seu estado, pelo Podemos.
– Link citado: https://t.co/FBVg0gj8E8
Via @KimPaim pic.twitter.com/FLyydyRJNm
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) December 12, 2021




