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    Home»Mundo»Apesar da proibição, catalães insistem em realizar o seu referendo
    Mundo

    Apesar da proibição, catalães insistem em realizar o seu referendo

    Aquiles Emir1 de outubro de 201704 Mins Read
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    MARIETA CAZARRÉ

    Apesar de a decisão do Tribunal Constitucional espanhol ter sido pela ilegalidade do referendo, o governo autônomo catalão (Generalitat) continua convocando as pessoas para neste domingo (1º). O referendo, caso aconteça, pode levar a Catalunha a se tornar independente da Espanha. Os que defendem a separação, apesar da oposição do governo nacional e do risco de atos violentos, insistem que o referendo acontecerá.

    Nos últimos dias, o governo espanhol enviou para a região mais de 10 mil agentes das forças de segurança, apreendeu milhões de cédulas de voto e 45 mil notificações que conovocavam membros das mesas eleitorais.

    De acordo com o jornal espanhol El País, o governo catalão apresentou, durante entrevista ontem (29), novas urnas compradas para o pleito e afirmou que 2.315 colégios eleitorais estarão abertos na Catalunha, com 7.235 mesários.

    A comissão eleitoral, entidade que garantiria a realização normal da consulta, foi dissolvida depois de seus membros terem sido notificados de que teriam de pagar multas elevadas.

    “Domingo se votará, as pessoas poderão votar desde às 9h até às 20h. Que todos estejam tranquilos, que poderemos votar”, disse o porta-voz do governo catalão, Jordi Turull, que declarou que mais de 5 milhões de pessoas estão aptar a participar do referendo.

    O vice-presidente catalão Oriol Junqueras afirmou ainda que, “se alguém tentar impedir que haja una mesa (eleitoral), ainda assim os cidadãos poderão votar”. Com 7,5 milhões de habitantes, a Catalunha responde por 20 % da riqueza do país, superior à de Portugal ou da Grécia, por exemplo.

    Os policiais da Catalunha, conhecidos como Mossos d’Esquadra, também se negaram a fechar os centros de votação que estiverem abertos no domingo, apesar da decisão do Tribunal Superior da Catalunha sobre a ilegalidade do pleito. Há grande preocupação em relação à segurança da população.

    Milhares de pessoas se manifestaram neste sábado no centro de Madri e em outras cidades espanholas contra o referendo independentista e a favor da unidade da Espanha.
    Milhares de pessoas se manifestaram neste sábado no centro de Madri e em outras cidades espanholas contra o referendo independentista e a favor da unidade da Espanha. Agência Lusa/ Direitos Reservados

    A menos de 24 horas do referendo, nenhuma das partes se mostra aberta a ceder e a tensão só aumenta, sendo imprevisível saber se a ordem pública será respeitada. O chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, preocupado com a evolução da situação no país, decidiu não participar de uma cúpula de chefes de Estado e de Governo da União Europeia que se realizou em Talin, na Estônia.

    Neste sábado, por decisão judicial, a Guarda Civil espanhola entrou no centro de telecomunicações do governo regional da Catalunha para bloquear os serviços de voto à distância para o referendo. A magistrada Mercedes Armas ordenou que os responsáveis pelo Centro de Telecomunicações e Tecnologia da Informação (CTTI) catalão suspendam o acesso a 29 softwares que administram bases de dados que as autoridades da Catalunha pretendem usar na consulta popular.

    Em protestos, grupo segura a bandeira catalã pró-independência na cidade de Pamplona

     

    Em protestos, grupo segura a bandeira catalã pró-independência na cidade de Pamplona Lusa/EPA/JDIGES/Direitos Reservados

     

    Apoio – Apesar de cerca de 70% dos catalães defenderem a realização de um referendo dentro da legalidade, estudos de opinião indicam que os independentistas não têm a maioria, mas ganhariam no referendo pois iriam votar em massa. De acordo com o jornal português Diário de Notícias, uma pesquisa realizada pelo governo regional da Catalunha em julho revelou que os partidários da independência são 41,1% e os que são contrários à separação são 49,4%.

    A organização Repórteres Sem Fronteiras denunciou que as “pressões de propaganda” da Generalitat ultrapassaram o limite do admissível e sublinharam que, por outro lado, as medidas tomadas pelas autoridades espanholas para impedir a propaganda para o referendo criou uma atmosfera de grande tensão.

    Enquanto isso, milhares de pessoas se manifestaram neste sábado no centro de Madri e em outras cidades espanholas contra o referendo independentista e a favor da unidade da Espanha.

    (Agência Brasil)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Ninguém é obrigado votar num candidato. Diante da urna, pode escolher um, votar em branco ou anular voto. Para a Justiça Eleitoral, cada cidadão ou cidadã tem a obrigação de comparecer a uma sessão eleitoral. Se vai escolher ou não alguém, fica a critério de cada um ou cada uma.

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