Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
    Maranhão Hoje
    Assinar
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»Variedades»No Maranhão, sentença judicial envolvendo indígena é traduzida para a língua Guajajara
    Variedades

    No Maranhão, sentença judicial envolvendo indígena é traduzida para a língua Guajajara

    Aquiles Emir22 de outubro de 202505 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    Tradução feita por estagiário de origem indígena

    Na cidade de Grajaú, a 580km da capital maranhense, São Luís, e cercada por aldeias de povos originários. Foi neste município, o Judiciário emitiu a primeira sentença judicial traduzida para a língua falada pelos indígenas Guajajara, pertencente ao tronco linguístico Tupi-Guarani, também chamada de ze’egete (“a fala boa”).

    A decisão judicial acolheu um pedido de registro de óbito tardio ocorrido no Natal do ano passado, de Anahi de Sousa Rodrigues, feito pelo pai da criança, Detim de Sousa Guajajara, da Aldeia “Formigueiro”, distante apenas 5km do Fórum, seguindo pela BR 226. Na aldeia moram cerca de 70 indígenas da etnia Guajajara, que também vive nos municípios de Barra do Corda, Amarante e Bom Jardim.

    A tradução da sentença foi de iniciativa do juiz Alexandre Magno Nascimento de Andrade, titular da 1ª Vara da Comarca de Grajaú, ao observar a dificuldade de entendimento das ordens judiciais entre a maioria das partes processuais indígenas na defesa dos seus direitos.

    Do Português para o Ze´egete – O juiz  recorreu ao universitário Antalylson Guajajara, indígena e estudante do curso de Direito da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) estagiando na 1ª Vara de Grajaú, para traduzir o texto jurídico para a língua do povo Guajajara, com o objetivo de que a  decisão fosse mais bem entendida.

    Juiz e universitário indígena foram autor e tradutor, nessa ordem, do texto da sentença na Língua Guajajara

    “Como é um tema que envolve a acessibilidade da linguagem – muito preconizada pelo Conselho Nacional de Justiça, Tribunal de Justiça e a própria Corregedoria da Justiça do Maranhão -, então tentamos não só realizar o Direito, mas também trazer dignidade. Agora eles vão passar a entender. Não só com alguém lendo para eles o que significa, mas vão poder entender o que está ali, no reconhecimento do direito almejado”, ressaltou o juiz.

    Ao determinar o assento do óbito, Andrade declarou: Nezewe mehe, parupi akwez ma’e ainui pyr aixe, urur aixe wà, umuawyze akwez ma’e uinui pyr aixe. Na língua Guajajra: “satisfeitos os requisitos necessários à procedência do pedido, hei de julgar procedente a demanda”. Numa segunda tradução – da linguagem jurídica para a “Linguagem Simples” -, julgou legal e atendeu ao pedido.

    Decisão impactante – O estagiário Guajajara disse que a experiência foi “impactante” para a vida do seu povo e “fundamental’ para que as decisões do Judiciário sejam compreendidas e acessíveis para todos da aldeia. “A tradução na linguagem indígena mostra que o Poder Judiciário está cada vez mais se aproximando das comunidades indígenas, para que a Justiça seja acessível para todos”.

    O indígena manifestou gratidão pela oportunidade de estagiar na 1ª Vara. “Muitas das vezes os parentes indígenas vêm a esses órgãos e não são atendidos como deveria ser, por não compreender os termos utilizados pelo Poder Judiciário”, disse, satisfeito em poder mediar o esclarecimento da linguagem jurídica para a língua materna.

    A defensora pública Sara Nunes de Oliveira, que fez a petição depois de apenas seis meses atuando na Comarca de Grajaú, chorou ao falar sobre o caso, que considerou um momento “histórico” para todas as pessoas envolvidas no processo.

    Aldeia Formigueiro fica na área de abrangência da Comarca de Grajaú, Região Central do Maranhão

    Respeito à cultural e à religião – Para a defensora, essa decisão judicial representa mais que um ato burocrático. Simboliza  o respeito à identidade cultural e espiritual. “Ver uma sentença registrada na própria língua é reconhecer o direito à vida, à memória e à história, que transcende uma simples documentação.

    “É um gesto de valorização da tradição, da ancestralidade e da própria espiritualidade indígena, que se entrelaça com o dia a dia e a forma de enxergar o mundo de cada comunidade”, destacou.

    A defensora ressaltou, ainda, que o registro da decisão judicial na língua materna Guajajara “reforça o sentimento de pertencimento, dignidade e reconhecimento” para os povos originários e demonstra que “a Justiça pode e deve ser acessível e transformadora”.

    Compromisso constitucional – A tradução  para a língua dos povos originários, o uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a adoção da técnica de Linguagem Simples na simplificação da linguagem jurídica são recursos que promovem a acessibilidade e o exercício da cidadania, além de proporcionam meios de inclusão social para as comunidades.

    O Judiciário também  utiliza ferramentas tecnológicas para auxiliar a comunicação do Poder Judiciário com a sociedade, como a audiência por videconferência, além de conversas automáticas por aplicativos de mensagens.

    Em nota pública, a Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA) reconheceu o mérito da iniciativa do juiz e do estudante na tradução da sentença. A instituição declarou que, ao incorporar a língua originária do território onde atua, o juiz e sua equipe “reafirmam o compromisso constitucional do Poder Judiciário com a dignidade humana, o respeito à diversidade e o acesso à justiça em suas múltiplas expressões culturais e linguísticas”.

    FIEMA
    Previous ArticlePela Sul-Americana, Atlético Mineiro empata com o Independiente Del Valle
    Next Article Integra Chapadas abre programação técnica com foco no turismo de pertencimento
    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

    Você pode gostar

    Variedades


    Do copo à experiência: açaí vive boom no mercado e ‘taças da felicidade’ encantam consumidores

    21 de abril de 2026
    Variedades


    Heteropessimismo impulsiona alta da hipergamia feminina entre jovens

    20 de abril de 2026
    Variedades


    Golden Shopping Calhau promove concurso de performance e show de Jamilson Jackson em homenagem a Michael Jackson

    16 de abril de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Demonstre sua humanidade: 1   +   9   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    No momento em que foi intensificado o debate no Brasil pelo fim da jornada de trabalho semanal de 6 x 1 para adoção de uma de 5 x 2, servidores públicos no Maranhão experimentam uma escala semanal de 3 x 4, com ponto facultativo na segunda folga na terça-feira pelo feriado do Dia de Tiradentes, mais o sábado e o domingo. Bom trabalho para quem pode gozar deste privilégio.

    Compartilhar
    Compartilhe este vídeo:
    Eleições 2026

    Na sua opinião para onde deve ir o prefeito Eduardo Braide?

    • Últimas notícias
    • Revista Maranhão Hoje


    Sesc constrói na cidade de Caxias uma das maiores estruturas de bem-estar e lazer do interior do Maranhão

    21 de abril de 2026


    “Portugal pode ser a grande porta de entrada dos interesses empresariais brasileiros na Europa”, afirma Lula em visita a Lisboa

    21 de abril de 2026


    Lahésio diz que governaria o Maranhão com apenas quatorze secretárias, dez a menos do que o estado mais rico da Federação, São Paulo

    21 de abril de 2026


    Boi de Morros celebra cinquenta anos com um convite especial à vida

    21 de abril de 2026

    Secretaria de Prêmios e Apostas aponta Lecar em engodo financeiro

    21 de abril de 2026

    MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

    6 de fevereiro de 2024

    MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

    30 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

    7 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

    2 de novembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

    29 de setembro de 2023
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

    Política de Privacidade / Termos de Uso

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.