Lula traz para debate traidor de Tiradentes
Ao criticar, terça-feira (02), os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, na sua opinião, são os responsáveis pelas baixadas pelo governo dos Estados Unidos, o presidente Lula tentou fazer um paralelo como uma das personagens mais polêmicas da Inconfidência Mineira, mas e cometeu um ato falho. Ele firmou erroneamente, que Joaquim Silvério dos Reis teria sido enforcado por traição, e insinuou que deveria ser o mesmo destino do senador Flávio Bolsonaro, seu adversário na disputa presidencial.
Joaquim Silvério dos Reis foi o principal delator da Inconfidência Mineira, em 1789. Ele revelou os planos do movimento em troca do perdão de suas dívidas com a Coroa Portuguesa. Em vez de ser punido, ele foi perdoado, recebeu uma pensão vitalícia do governo português e ganhou cargos públicos.
Ele era um proprietário de minas de ouro, fazendeiro e coronel de milícias português estabelecido na região de Minas Gerais. O seu nome tornou-se o maior sinônimo de traição no imaginário popular do país.
Abaixo estão os principais pontos sobre a sua trajetória e o papel que desempenhou na história do Brasil:
O Contexto e a Motivação

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- Grandes dívidas: Ele acumulava valores altíssimos em débitos de impostos junto à Coroa portuguesa.
- Ao se associar inicialmente aos planos dos inconfidentes, ele percebeu que o levante corria riscos de não prosperar após a suspensão da derrama.
- Em troca do perdão total de suas dívidas tributárias e de favores reais, ele decidiu denunciar os companheiros do movimento separatista ao Visconde de Barbacena.
Consequências para o Movimento
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- A denúncia detalhada feita por Silvério dos Reis desestruturou a conspiração antes mesmo que ela iniciasse na prática.
- A liderança do grupo acabou detida e processada. O alferes Tiradentes assumiu a culpa principal e foi o único condenado à morte por enforcamento.
O Destino do Delator
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- Ele recebeu do governo português o hábito da Ordem de Cristo, uma pensão vitalícia e a dispensa de suas dívidas.
- Odiado e sofrendo tentativas de atentado no Brasil colonial, precisou se refugiar por um tempo em Lisboa.
- Retornou ao Brasil em 1808 com a chegada da Família Real. Ele viveu escondido e isolado em Campos dos Goytacazes e, posteriormente, no Maranhão, onde faleceu doente e hostilizado em 1819.




