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    Home»Negócios»Delegação organizada pela Fiema participa de missão na Argentina para conhecer exploração não convencional de gás
    Negócios

    Delegação organizada pela Fiema participa de missão na Argentina para conhecer exploração não convencional de gás

    Aquiles Emir10 de março de 202204 Mins Read
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    Comitiva de empresários e agentes públicos está na província de Neuquén

    Um grupo de empresários do Maranhão participa, esta semana, na Argentina, de uma missão internacional para conhecer a tecnologia para exploração não convencional de gás natural. A visita,  organizada pela Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), visa à participação do grupo na Conferência de Intercâmbio de Hidrocarbonetos Não Convencionais, motivada pelo anúncio da empresa de energia Eneva de realizar, ainda este ano, a primeira perfuração não convencional no Brasil, na Bacia do Parnaíba, em Santo Antônio dos Lopes, no interior maranhense, onde estão as áreas de produção e o complexo de térmicas da companhia.

    A técnica a ser utilizada pela Eneva é o fraturamento hidráulico, nunca realizada no Brasil, que permite obter petróleo e gás diretamente das rochas geradoras de uma bacia. Experiências com essa modalidade são conhecidas nos Estados Unidos, Canadá, Argentina e China, atualmente os maiores produtores de gás natural a partir de reservatórios não convencionais do mundo.

    “Está sendo apresentada a nós essa modalidade de produção de gás, que pode tornar o Maranhão pioneiro nessa técnica, que contribuiu, por exemplo, para a diminuição do preço desse insumo em países como os Estados Unidos, e que pode transformar nosso estado em um grande produtor de energia e, quem sabe, exportador, com essa perfuração que a Eneva pretende realizar”, ressaltou o vice-presidente executivo da Fiema, Celso Gonçalo, que lidera a missão internacional.

    Além de representantes da Fiema, integram a delegação empresários brasileiros na Argentina; representantes do Ministério de Minas e Energia, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Maranhão (SEMA), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA); e técnicos da Eneva.

    De acordo com Celso Gonçalo, um dos principais objetivos da visita à província de Neuquén é facilitar a conexão entre agentes reguladores, autarquias, agentes econômicos e tomadores de decisão que atuam no segmento de O&G no Brasil e na Argentina, assim como compartilhar as melhores práticas e lições aprendidas em Vaca Muerta, principal formação geológica de hidrocarbonetos não convencionais do país, fortalecendo o conhecimento teórico e prático dos membros da comitiva sobre a exploração de jazidas não convencionais.

    Ainda entre os propósitos da missão à Argentina, está a verificação dos impactos socioeconômicos que a exploração não convencional trouxe à Neuquén, permitindo a formulação de estratégias para a atração de investimentos privados para o estado do Maranhão.

    Celso Gonçalo (E) cumprimenta representante do governo argentino na província de Neuquén

    Vaca muerta – A comitiva reuniu-se com o ministro chefe de gabinete da Província de Neuquén, Sebastián González. Ele destacou que “a ideia é poder transmitir alguns conceitos do que o desafio de Vaca Muerta implicou para uma província como Neuquén, e os seus impactos políticos, institucionais, sociais, econômicos e de infraestrutura que o desenvolvimento de uma nova indústria, e que hoje é não só o principal motor energético e econômico da província, mas também do país”.

    A delegação brasileira está analisando a possibilidade de desenvolver recursos de hidrocarbonetos não convencionais e para isso busca conhecer em primeira mão nossa experiência em gás e petróleo não convencional nos últimos dez anos.

    “Eles vão partilhar e interiorizar-se durante três dias de palestras teóricas de responsáveis ​​das áreas técnicas do governo provincial, e vão ainda visitar jazidas com empresas privadas”, disse González.

    O gestor argentino listou os eixos fundamentais para o desenvolvimento dos recursos não convencionais e ressaltou que o desenvolvimento desta indústria deve cuidar do meio ambiente e sua compatibilidade com o meio ambiente e sustentabilidade ao longo do tempo.

    “Neuquén tem regulamentações avançadas para cada indústria no que diz respeito à preservação do meio ambiente e, no caso das indústrias de hidrocarbonetos não convencionais, essas regulamentações legais são atualizadas à medida que novas tecnologias e novas práticas são incorporadas”, disse o chefe de gabinete.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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