Nordestino menos otimista para segundo semestre
A preocupação com a inflação e o aumento do custo de vida está um pouco menor, mas ainda assim continua afetando o nordestino. Essa tendência se junta a outros dados que fazem com que a expectativa de que a vida familiar irá melhorar no segundo semestre deste ano também caia.
Essa é uma das principais conclusões da nova edição da Pesquisa Radar Febraban, realizada entre os dias 12 a 20 de junho de 2025 com 2 mil pessoas, no Nordeste e nas demais regiões do país.
Entre os nordestinos, a percepção de que os preços estão em elevação, que atingira um pico de 88% em março, caiu para 79% em junho, um recuo de nove pontos percentuais.
A maior parte dos entrevistados (70%) também avalia que os preços altos estão impactando seu poder de compra de alimentos e outros produtos do abastecimento doméstico. Esses são os itens em primeiro lugar na avaliação dos entrevistados. Em segundo lugar estão os gastos com saúde e medicamentos (29%), seguidos pelo preço dos combustíveis (26%).

Para o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda (foto), presidente do Conselho Científico do Ipespe, que realiza trimestralmente a pesquisa Radar Febraban, houve um conjunto de notícias negativas nos últimos meses que continua afetando o humor da população.
“No segundo trimestre tivemos aumento da taxa básica de juros para 15%, os descontos indevidos nas contas dos aposentados, o crédito ficou mais caro, houve alta na energia elétrica e nos custos de habitação”, aponta ele.
A Pesquisa Radae Febraban é realizada trimestralmente pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) e mapeia a percepção e expectativa da sociedade sobre a vida, aspectos da economia e prioridades para o país.




