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    Home»Poder e Política»Sete deputados do Maranhão ajudam a derrotar governo ao rejeitar MP de reajustes de impostos
    Poder e Política

    Sete deputados do Maranhão ajudam a derrotar governo ao rejeitar MP de reajustes de impostos

    Aquiles Emir8 de outubro de 202503 Mins Read
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    Foram 251 votos a favor da retirada e 193 contra

    A Câmara dos Deputados aprovou requerimento da oposição e retirou de pauta a Medida Provisória 1303/25, que unifica em 18% a tributação sobre todas as aplicações financeiras a partir de 1º de janeiro de 2026 e aumenta a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de algumas instituições financeiras. Foram 251 votos a favor da retirada e 193 contra.

    Veja como votou a bancada maranhense:

    SIM

      • Allan Garcês (PP)
      • Aluisio Mendes (Republicanos)
      • Amanda Gentil (PP)
      • Josivaldo JP (PSD)
      • Junior Lourenço (PL)
      • Pastor Gil (PL)
      • Pedro Lucas F. (União)

    NÃO

      • Cleber Verde (MDB)
      • Duarte Jr. (PSB)
      • Fábio Macedo (Podemos)
      • Hildo Rocha (MDB)
      • Juscelino Filho (União)
      • Márcio Honaiser (PDT)
      • Márcio Jerry (PCdoB)
      • Marreca Filho (PRD)
      • Rubens Júnior (PT)

    AUSENTES

      • Detinha (PL)
      • Josimar de Maranhãozinho (PL)

    Como a MP perde a vigência à meia-noite desta terça-feira (30), não haverá tempo para análise em outra sessão. Se passasse pela Câmara, a medida também precisaria ser votada hoje pelo Senado.

    Considerada essencial para o equilíbrio fiscal do próximo ano, a MP foi apresentada em junho pelo governo como alternativa ao decreto presidencial que havia elevado o Imposto sobre Transações Financeiras (IOF) em diversas transações. O decreto acabou revogado diante de forte reação política contrária.

    O texto original da MP trazia uma expectativa de arrecadação adicional de cerca de R$ 10,5 bilhões para 2025 e de R$ 21 bilhões para 2026, diminuída para cerca de R$ 17 bilhões depois de negociações na comissão mista que analisou o tema.

    Sem o dinheiro extra, o governo deverá fazer novo bloqueio nas despesas de 2025, incluindo emendas parlamentares, e para 2026 terá de obter cerca de R$ 35 bilhões no Orçamento por meio de cortes ou novas receitas de outras fontes, como IPI e o próprio IOF, que podem ter alíquotas aumentadas por decreto.

    Acordos – Para viabilizar a votação ontem na comissão mista, o relator da MP, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), desistiu de vários pontos, como a tributação de títulos do agronegócio e imobiliários e até mesmo do aumento do tributo sobre empresas de jogos por quota (BETs), que passaria de 12% para 18%.

    Entre os pontos modificados antes da votação na comissão, o relator aceitou aumentar o índice da MP original de tributação de aplicações financeiras de 17,5% para 18% e diminuir de 20% para os mesmos 18% o imposto de juros sobre capital próprio (JCP), que as empresas devolvem aos sócios a título de remuneração do capital investido. O JCP continua assim tributado em 15%.

    A MP também tributava inicialmente os títulos imobiliários e do agro em 5%, mas eles continuam isentos, mesmo se a MP tivesse sido aprovada.

    Como fica – Confira tributações que continuam iguais com a perda de vigência da Ministério Público:

      • Ações e fundos de ações: 15%;
      • Operações de mesmo dia (day trade) na bolsa de valores: 20%;
      • Fundos de renda fixa e vários outros produtos de investimentos sem isenção atual: de 22,5% a 15%, conforme o prazo de permanência do recurso investido;
      • Instituições de pagamento, administradoras do mercado de balcão organizado, bolsas de valores, de mercadorias e de futuros, entidades de liquidação e compensação: continuam com CSLL de 9%;
      • Empresas de capitalização e sociedades de crédito, financiamento e investimento: continuam com CSLL de 15%

    (Agência Câmara de Notícias)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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