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    Home»Maranhão»Estudantes do Maranhão preferem disciplinas tradicionais e atividades práticas nas escolas, diz pesquisa
    Maranhão


    Estudantes do Maranhão preferem disciplinas tradicionais e atividades práticas nas escolas, diz pesquisa

    Aquiles Emir2 de março de 202604 Mins Read
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    Student studying with laptop and taking notes on a desktop at home
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    Práticas esportivas e projetos “mão na massa”

    No Maranhão, estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental (sexto ao nono ano) revelam preferência pelas disciplinas tradicionais como principal forma de aprendizado. É o que revela levantamento com cerca de 50 mil respostas coletadas pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Itaú Social, Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação).

    Dentre os conteúdos e conhecimentos considerados importantes para o seu desenvolvimento, 53% dos estudantes dos 6º e 7º anos apontam língua portuguesa, matemática, ciências humanas e ciências da natureza como prioridades. Esportes e bem-estar foram destacados por 35% dos participantes e artes e cultura por 30%. Vislumbrando a escola do futuro, práticas esportivas e atividades com tecnologia e mídias digitais predominam com 38% cada, enquanto aulas práticas, com projetos mão na massa, são a escolha de 36% deste grupo.

    No grupo de 8º e 9º anos, a preferência pelas disciplinas tradicionais cai para 45%. Esportes e bem-estar seguem com relevância, sendo apontados por 35%, e conhecimentos ligados à tecnologia e mídias digitais, assim como artes e cultura, aparecem com 26% de interesse. Quanto às questões essenciais na escola do futuro, 39% valorizam atividades com tecnologia e mídias digitais, 37% práticas esportivas e 33% aulas práticas, com projetos mão na massa.

    Entre as formas de aprender melhor, 33% dos mais novos preferem fazer leituras, 32% optam por trabalhos em grupo e 30% por visitas, passeios e trabalhos fora da escola. Já entre os mais velhos, a escolha por visitas, passeios e trabalhos fora da escola sobe para 36%, enquanto a porcentagem daqueles que optam por trabalhos em grupo cai para 28%, e a busca por aulas de reforço em pontos de dificuldade registra 26%.

    “As vozes dos adolescentes do Maranhão são um chamado para construirmos escolas que respondam às suas necessidades e aspirações. Esses dados nos mostram que, ao ouvirmos, podemos criar políticas educacionais mais conectadas a esta fase do desenvolvimento humano e à realidade local”, afirma a superintendente do Itaú Social,  Patricia Mota Guedes.

    Percepções sobre o que a escola representa  

    Entre os estudantes do 6º e 7º anos do Maranhão, 85% têm amigos ou amigas com quem gostam de estar na escola, 82% sentem que os profissionais respeitam e valorizam os estudantes e 81% possuem pelo menos um adulto em quem confiam. Nos grupos do 8º e 9º anos, 83% afirmam ter amigos ou amigas com quem gostam de estar na escola.

    Neste grupo, 78% sentem que estão se preparando para as escolhas do futuro (ensino médio, faculdade, trabalho, carreira etc.) e 76% consideram que aumentam os conhecimentos sobre as disciplinas.

    Como os estudantes veem a convivência escolar  

    Na avaliação de melhorias no clima escolar, tanto os mais novos como os mais velhos concordam que atividades como jogos, competições e olimpíadas poderiam fortalecer a integração, com 38% e 42% respectivamente. Entre as ações para aprimorar as relações entre os adolescentes, destacam-se também atividades que falem sobre bullying, racismo e prevenção de violências — 34% para os mais novos e 33% para os do 8º e 9º anos — além de iniciativas para otimizar os espaços da escola para a convivência dos estudantes, com 34% entre os mais novos e 36% entre os mais velhos.

    Sobre a Escuta das Adolescências – O levantamento realizado no Maranhão faz parte do Relatório Nacional da Semana da Escuta das Adolescências, que traz as percepções dos estudantes sobre suas identidades, diversidades e obstáculos à participação, estimulando gestores, professores e comunidades a promoverem escolas mais inclusivas e transformadoras. A  iniciativa nacional ouviu mais de 2,3 milhões de estudantes em todo o Brasil, marcando um passo importante na elaboração de uma política pública voltada especialmente para os Anos Finais do Ensino Fundamental. 

    Mais informações e os detalhes completos do relatório podem ser acessados em:

    https://semanadaescuta.org.br/resultados/estados  

    FIEMA
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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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