Especialista alerta para riscos ligados à fadiga
O feriado de Corpus Christi, celebrado em 04 de junho, deve provocar aumento significativo do fluxo de veículos nas rodovias brasileiras nos próximos dias. Tradicionalmente associado a viagens e deslocamentos, esse ano com a famosa “ponte de feriado” estendendo a folga, o período exige atenção redobrada dos condutores, especialmente em relação à fadiga, ao excesso de velocidade e às distrações ao volante.
Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram que comportamentos de risco continuam entre os principais fatores associados aos sinistros graves nas rodovias federais brasileiras, especialmente em períodos de maior movimentação. Excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas e desatenção seguem entre as infrações mais recorrentes registradas durante operações especiais em feriados prolongados.
Deslocamentos curtos também são impactados pelo comportamento dos motoristas. A falsa sensação de familiaridade com o trajeto costuma levar muitos condutores a relaxarem medidas básicas de segurança, como pausas para descanso e uso correto dos dispositivos de segurança.
“Muitos motoristas acreditam que viagens curtas representam menos riscos, mas justamente nesses deslocamentos aparece um comportamento mais automático e menos atento. O feriado prolongado exige planejamento, descanso adequado e direção defensiva, especialmente em rodovias com maior concentração de veículos”, afirma Luiz Gustavo Campos, diretor e especialista em trânsito da Perkons.
Outro ponto de atenção é a fadiga. Mesmo em trajetos relativamente curtos, o aumento do tempo ao volante associado ao trânsito intenso pode comprometer os reflexos e a capacidade de tomada de decisão do condutor.
Para reduzir riscos durante o feriado, é preciso ainda fazer uma revisão preventiva do veículo, com atenção às condições dos pneus e iluminação.
Também é fundamental não usar o celular ao volante “A tecnologia contribui para ampliar a segurança viária, mas o comportamento humano continua sendo decisivo. Pequenas escolhas feitas durante a viagem têm impacto direto na preservação de vidas”, completa Campos.




