Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp RSS
    Maranhão Hoje
    Contato
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»Negócios»Morre Luís Eulálio Vidigal, uma das mais importantes lideranças do setor produtivo brasileiro
    Negócios


    Morre Luís Eulálio Vidigal, uma das mais importantes lideranças do setor produtivo brasileiro

    Aquiles Emir30 de junho de 202605 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    Ex-presidente da Fiesp e ex-vice-presidente da CNI

    O empresário Luis Eulalio de Bueno Vidigal Filho faleceu nesta segunda-feira, dia 29, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internado devido a uma doença renal crônica. Dirigente da Cobrasma de 1980 a 1993, presidente da FIESP de 1981 a 1986 (entidade cujo edifício sede, na Avenida Paulista, leva seu nome), e tendo sido também diretor e 1ª vice-presidente da CNI, Luis Eulalio de Bueno Vidigal Filho foi o principal representante do processo de renovação das entidades representativas do setor produtivo brasileiro ocorrido na década de 1980, depois de um longo processo de acomodação, e que precedeu a abertura democrática iniciada no período.

    Líder de um movimento de oposição formado por jovens empresários paulistas, Luis Eulalio de Bueno Vidigal Filho disputou a presidência da FIESP em 1980, concorrendo com Theobaldo De Nigris, que estava no seu oitavo mandato consecutivo, e acabou vencendo a eleição. Ele comandou a entidade de 1981 até 1986, tornando-se figura pública reconhecida em todo o país ao longo da década de 1980, usando seu prestígio como liderança empresarial para influenciar a adoção de políticas públicas em defesa da indústria e do desenvolvimento econômico.

    Com o crescimento da ação sindical dos trabalhadores, Luis Eulalio considerava que o segmento empresarial da indústria precisava se reorganizar para participar dos processos de negociação que haviam sido amortecidos ao longo das décadas anteriores, marcadas pelo fechamento do regime, buscando distensionar as negociações e promover uma evolução nas relações entre trabalhadores e empresários.

    Convivendo com longos períodos inflacionários, crescimento da dívida e forte presença do Estado no domínio econômico, Luis Eulalio mantinha contato permanente com as autoridades, debatendo assuntos de interesse da indústria, da economia e da sociedade em geral, pregando a necessidade de soluções a partir de um projeto para incentivar a atividade industrial com estratégias de médio e longo prazo, e exigindo coragem política dos governos para fazer o país avançar em bases sólidas e viáveis a partir de um novo ordenamento da economia, modernização de maquinários e aumento dos investimentos em tecnologia.

    Sua atuação na FIESP levou-o a viajar várias vezes para o exterior para esclarecer o setor produtivo dos países sobre as verdadeiras condições da economia brasileira e buscar exemplos para reduzir a intervenção governamental no domínio econômico.

    Dinâmico, proativo e comprometido com resultados, Luis Eulalio tinha senso de urgência e se mantinha sempre motivado. Membro do Conselho Monetário Nacional, foi amigo de presidentes, ministros e empresários da imprensa, sendo presença constante em Brasília.

    Parlamentarista convicto, nunca pensou em participar da política partidária. Defendia que a participação política do empresariado deveria se realizar por meio de suas entidades representativas, influindo nos processos de desenvolvimento econômico do país.

    Durante os anos que presidiu a FIESP trabalhava de manhã na Cobrasma e durante a tarde na FIESP, com um expediente que se estendia até a noite, e se mostrava sempre preocupado em equilibrar as obrigações empresariais e de representação política do empresariado com a vida pessoal e familiar. Luis Eulalio era casado com Lygia Fonseca Vidigal – segundo ele, “companheira de todas as horas e mulher certa para a minha vida por sua paciência e benevolência” – e deixa os filhos Luis Eulalio Neto, Silvia e Luis Fernando, e os netos Julia, Helena, Luiza, Antonio, João Pedro, Anna, Maria, Luis Eulalio, Pedro Eulalio e Pilar.

    Meses antes de sua morte, Luis Eulalio declarou em um depoimento que durante sua trajetória como dirigente empresarial “tive a oportunidade de viver episódios importantes, em momentos de enormes dificuldades para as empresas e para a própria indústria como um todo, que exigiram de mim paciência e coragem. E, lançando um olhar crítico sobre o passado, devo dizer que aprendi com os erros e com os acertos”.

    “Sou grato à vida por ter me dado tantas oportunidades de contribuir de alguma forma com a indústria brasileira e com o desenvolvimento do meu país. Sou grato também por ter convivido e trabalhado ao lado de tantas pessoas que, assim como eu, se esforçaram para fazer o seu melhor em benefício do Brasil”.

    Morre Luis Eulalio de Bueno Vidigal Filho, ex-presidente da Fiesp

    Professor – Com origens nordestinas e paulistas, Luis Eulalio nasceu em São Paulo (SP) no dia 26 de março de 1939. Herdeiro de um dos pioneiros da indústria de bens de capital – o empresário e professor Luis Eulalio Bueno Vidigal, que foi diretor e professor emérito da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco –, ele estudou no Colégio São Luis e graduou-se como bacharel em Direito na Universidade de São Paulo, em 1963. Em 1965, cursou a pós-graduação em Administração de Empresas na Universidade de Illinois, nos EUA.

    Ocupou uma série de cargos em entidades empresariais. Além de presidente da FIESP e diretor, vice-presidente do Conselho de Integração Internacional e 1º vice-presidente da CNI, foi presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e 1º vice-presidente do Sindicato da Indústria de Forjaria do Estado de São Paulo. Em 2008, recebeu o título de Presidente Emérito da FIESP.

    No Sindipeças ele promoveu uma campanha pela não verticalização da indústria automobilística, impedindo que as próprias montadoras produzissem as peças para os seus veículos, tendo desenvolvido também intensa luta, bem-sucedida, pela retirada do controle de preços pelo governo.

    Na área pública, além do Conselho Monetário Nacional, foi membro da Comissão Provisória de Estudos Constitucionais e do Conselho Estadual do Meio Ambiente do Governo de São Paulo, entre outros.

    Também foi vice coordenador da Seção Brasileira do Conselho Industrial do Mercosul, membro da Seção Brasileira do Conselho Empresarial Argentina-Brasil e do Comitê Empresarial Nipo-Brasileiro, e presidente da Seção Brasileira do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, tendo sido escolhido como “Homem do Ano” de 1986 da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

    FIEMA
    Previous ArticleBrasil garante acesso às oitavas de final da Copa do Mundo após vitória sobre o Japão nesta segunda-feira
    Next Article Receita Federal autua Grupo Mateus em R$ 1,28 bilhão por inconsistências em seus dados contábeis entre 2022 e 2023
    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

    Você pode gostar

    Negócios


    Tecnologia e eficiência em pauta do WEG Day realizado na Federação das Indústrias do Maranhão

    26 de junho de 2026
    Negócios


    Grupo Mateus entra no segmento farmacêutico com inauguração da primeira unidade do Mix Toureiro Farma

    25 de junho de 2026
    Negócios


    Empresária Fabia Silva discute paradigmas da indústria e internacionalização na Federação das Indústrias

    25 de junho de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Demonstre sua humanidade: 0   +   3   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Por conta do feriado municipal de São Pedro, segunda-feira (29), São Luís terá um fim de semana prolongado para ninguém botar defeito: três dias de folga, mas pode chegar a quatro, dependendo da atividade ou do endereço do local de trabalho. Os servidores públicos terão direito a ponto facultativo, e as empresas do bairro do João Paulo não abrem, por conta do desfile de São Marçal, terça-feira (30), para encerrar a temporada junina na capital maranhense.

    Compartilhar
    Compartilhe este vídeo:
    • Últimas notícias
    • Revista Maranhão Hoje


    Presidente Lula envia à Câmara Federal projeto que amplia para R$ 140 mil teto para faturamento das MEIs

    30 de junho de 2026


    Noruega ou Costa do Marfim? Brasil conhece nesta terça-feira seu próximo adversário

    30 de junho de 2026


    Cotadas para conquista da Copa do Mundo, Alemanha e Holanda são eliminadas em cobranças de pênaltis

    30 de junho de 2026


    Receita Federal autua Grupo Mateus em R$ 1,28 bilhão por inconsistências em seus dados contábeis entre 2022 e 2023

    30 de junho de 2026


    Morre Luís Eulálio Vidigal, uma das mais importantes lideranças do setor produtivo brasileiro

    30 de junho de 2026

    MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

    6 de fevereiro de 2024

    MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

    30 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

    7 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

    2 de novembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

    29 de setembro de 2023
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

    Política de Privacidade / Termos de Uso

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.