Pará se destaca na seleção com cinco projetos
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento à inovação vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), concluiu a seleção de propostas da chamada pública Pró-Amazônia 2025, iniciativa criada para ampliar a infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica na Amazônia Legal. Ao todo, foram aprovados 17 projetos que receberão R$ 148,8 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
As Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) Executoras contempladas estão distribuídas por sete estados da Amazônia Legal. O Pará reúne o maior número de recomendadas no limite de recursos (5), seguido por Amazonas e Mato Grosso (3 instituições cada). Maranhão, Roraima, Amapá e Tocantins marcaram presença com uma ICT contemplada cada, ampliando a capacidade de pesquisa e inovação em diferentes regiões da Amazônia Legal. Entre as instituições selecionadas estão o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (AM), a Universidade Federal de Roraima (UFRR), a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Embrapa (PA) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Instituto Leônidas e Maria Deane (AM).
No Pará, a Unifesspa foi contemplada com a implantação de uma plataforma multiusuária avançada para biotecnologia e valorização da biodiversidade amazônica. Já a UFPA, em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi, participa de iniciativa voltada à biotecnologia no interior da Amazônia, envolvendo genômica, biomoléculas e ciência de dados aplicadas à preservação. A Embrapa no Pará também integra a seleção com um projeto de tecnologias digitais para o manejo integrado de açaí e abelhas sociais na Amazônia Oriental.
Os recursos disponibilizados contemplam as áreas de biotecnologia e valorização da biodiversidade, agricultura sustentável e agroecologia, energias renováveis, gestão de recursos hídricos, desenvolvimento urbano sustentável, saúde pública, além de tecnologia da informação e comunicação (TIC), inteligência artificial e conectividade.
Entre as demais iniciativas selecionadas estão a consolidação da pesquisa em energias renováveis na Universidade Federal de Roraima e a implantação de um laboratório integrado de pesquisa em Saúde Única na Amazônia Legal pelo Instituto Mamirauá. Também integram a seleção projetos voltados à microbiota amazônica como fonte de soluções biotecnológicas, com participação da Embrapa e de universidades da região, e ao desenvolvimento de ensaios para vigilância imunológica de doenças emergentes na Amazônia Legal, conduzido pela Fiocruz Amazônia em parceria com outras instituições.
O alto número de inscrições apontou o interesse da comunidade científica regional por investimentos. Foram apresentadas 148 propostas, que somavam R$ 1,19 bilhão em recursos solicitados. Desse total, após a etapa de habilitação, 136 propostas, equivalentes a uma demanda de R$ 1,09 bilhão, atenderam aos critérios de habilitação e seguiram para a etapa de avaliação.
No resultado preliminar, 16 iniciativas foram recomendadas, totalizando R$ 140,1 milhões. A fase recursal recebeu recursos de 56 propostas e, após a análise do Comitê Recursal, 20 deles foram deferidos total ou parcialmente. Com a conclusão dessa etapa, mais um projeto passou a integrar a seleção, elevando para 17 o número de iniciativas contempladas e para R$ 148.779.471,82 o volume de recursos aprovados.
Neste ano, a chamada Pró-Amazônia permitiu arranjos em rede, admitindo que cada instituição Executora se associasse a até 2 Coexecutoras, sendo no máximo uma delas de fora da Amazônia Legal.Assim, além dos estados já citados, Piauí, Paraná e São Paulo foram contemplados na chamada, com uma ICT Coexecutora cada. O edital 2025 restringiu os tipos de recursos destinados a Coexecutoras fora da Amazônia Legal, de modo que elas levaram somente 0,082% do valor total financiado pela FINEP na chamada.
Cada proposta podia solicitar entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões, incluindo bolsas de estudo, modelo que incentivou a fixação de pesquisadores na região, a formação de redes de pesquisa e contribuiu para ampliar a capacidade científica e tecnológica da Amazônia Legal.
Para mais informações, acesse http://financiamento.finep.gov.br.



