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    Home»Negócios»Ministério da Agricultura reprova 59,7% de amostras de azeite de oliva
    Negócios

    Ministério da Agricultura reprova 59,7% de amostras de azeite de oliva

    Aquiles Emir1 de maio de 201805 Mins Read
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    A fiscalização Operação Isis realizada pelo Ministério da Agricultura avaliou 107 marcas de azeite de oliva comercializadas no Brasil por 65 empresas e reprovou 59,7% das amostras. No primeiro grupo, com 39 empresas, 108 lotes de amostras foram aprovados. No segundo grupo, com 26 empresas, foram Reprovados 160 lotes.

    “O número de fraudes ainda é expressivo, mas o trabalho de melhoria do produto continua,” disse Fátima Chieppe Parizzi, Coordenadora-geral de Qualidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), ao analisar o resultado. “Não vamos desistir. Nosso objetivo é orientar o consumidor. É muito difícil para ele saber o que é azeite de oliva conforme e não conforme.”

    Baseada nas operações de fiscalização dos anos anteriores, foram analisadas mais amostras das empresas no 2º grupo, já que as envasilhadoras de azeite de oliva a granel eventualmente adotavam a prática de misturá-lo com outros óleos. Eram solicitadas a nota fiscal de saída do produto e a comprovação de compra da matéria-prima. Por meio desse método simples de verificar a documentação, os fiscais constatavam que muitas empresas não apresentavam fundamentos para vender azeite de boa qualidade.

    Trezentos mil litros de produtos irregulares – e mais 400 mil litros de outros produtos classificados como temperos, mas com rótulos de azeite de oliva – foram retirados do mercado.

    As empresas responsáveis pelas fraudes são autuadas e multadas no valor mínimo de 5 mil reais, acrescido de 400% sobre o valor da mercadoria fiscalizada. O valor máximo da multa permitida por lei é de 540 mil reais. Os produtos apreendidos estão proibidos para consumo humano, mas permite-se a reciclagem industrial, principalmente na produção de sabão.

    As ações de fiscalização de qualidade do azeite são realizadas desde 2014. A última Operação Isis – nome em homenagem à deusa egípicia que teria criado o azeite extraído da oliveira – foi iniciada em abril de 2017 e estendeu-se até dezembro com a participação de 140 auditores fiscais agropecuários de todos os Estados. As amostras de todos os lotes de azeite procedentes de diferentes países foram analisadas nos laboratórios oficiais do MAPA em Goiás e no Rio Grande do Sul (Laboratórios Nacionais Agropecuários – Lanagros).

    Em 2018, a Operação Isis, iniciada em janeiro, terminará em dezembro, e será ampliada para avaliar 470 amostras a serem coletadas em todo o País. A partir deste ano, as ações de fiscalização estão sendo intensificadas por meio de parcerias com a Receita Federal, Ministério Público, Polícia Federal e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Cuidado na compra – Fátima Parizzi aponta as duas principais irregularidades na comercialização do produto. Primeira, a mistura do azeite de oliva com outros óleos. Segunda, a tentativa de iludir o consumidor pelo rótulo.

    “O consumidor precisa estar atento e não se deixar enganar pelas embalagens bonitas com ilustrações de azeitona ou com referências a Portugal e Espanha”, explicou a Coordenadora de Qualidade Vegetal. “Outro ponto muito importante é o preço. O consumidor deve desconfiar da unidade de 500 mL vendida a menos de R$ 10,00.”

    É preciso observar também, e com bastante atenção, as informações descritas no rótulo para conferir a composição e os ingredientes.

    Para que o produto seja considerado “azeite de oliva virgem”, ou “extravirgem”, não é permitida a presença de óleos vegetais refinados, de outros ingredientes e aromas ou sabores de qualquer natureza.

    No caso de azeite de oliva refinado, o rótulo mencionará obrigatoriamente que é do “tipo único”.

    Resultado de imagem para azeite oliva em supermercadosBrasileiro consome cada – Depois dos Estados Unidos, o Brasil é o maior importador mundial com 60 mil toneladas em 2017. As oliveiras cultivadas em propriedades rurais no Rio Grande do Sul, São Paulo e região Sul de Minas Gerais produzem menos de 1% do total consumido no País. O consumo per capita brasileiro hoje é de 0,35 litro.

    Os Estados Unidos importaram 305 mil toneladas em 2017. O consumo norte americano per capita é de 1 litro.

    Marcas de azeite de oliva reprovadas:

    1. Aldeia da Serra
    2. Andaluzia
    3. Anna
    4. Barcelona
    5. Casablanca
    6. Castelo Real
    7. Chef Ávilo Clássico
    8. Conde de Torres
    9. Do Chefe
    10. Dom Cabral
    11. Dom Gameiro
    12. Donana Premium
    13. Don Léon
    14. Faisão Real
    15. Faisão Real Gourmet
    16. Fátima
    17. Figueira da Foz
    18. Imperatore
    19. Lisboa
    20. Lisboa Premium
    21. Lisboa Tipo Único
    22. Malaguenza
    23. Mariza
    24. O Vira
    25. Olivenza
    26. Paschoeto
    27. Pazze
    28. Porto Galo
    29. Porto Valência
    30. Pramesa
    31. Quinta D’Aldeia
    32. Quinta da Boa Vista
    33. Quinta do Cais
    34. Quinta do Fijô
    35. Restelo
    36. Rioliva
    37. San Domingos
    38. Santa Isabel
    39. Serra de Montejunto
    40. Temperatta
    41. Tordesilhas
    42. Torezani Premium
    43. Torres de Mondego
    44. Tradição
    45. Vale Fértil
    46. Vila Verona

    Marcas de azeite aprovadas:

    1. Alianza
    2. Andorinha
    3. Andorinha Tipo Único
    4. Báltico
    5. Beirão
    6. Belo Porto
    7. Bom Dia
    8. Borges
    9. Borges Clássico
    10. Borges Tipo Único
    11. Carbonell
    12. Carrefour
    13. Castelo
    14. Coccinero
    15. Coimbra
    16. D’Aguirre
    17. De Cecco
    18. Dia %
    19. Dia % Tipo Único
    20. DOP Sardegna
    21. EA
    22. Felippo Berio
    23. Fiord’Olio
    24. Fonte Mouro
    25. Gallo
    26. Gallo Tipo Único
    27. Great Value
    28. Herdade do Esporão
    29. L’Olio de Cecco
    30. La Española
    31. La Violetera
    32. Le Terrazze
    33. Maria
    34. Monde
    35. Monini
    36. Monte Santo Adrião
    37. Nova Oliva
    38. Olitalia
    39. Oleificio del Golf
    40. Olivas do Sul
    41. O-Live Oliveira da Serra Classico
    42. Paganini Grezzo Naturale
    43. Pala D´Oro
    44. Rafael Salgado
    45. Rahma
    46. RAR
    47. Renata
    48. Romulo
    49. Sanmarco
    50. Serrata
    51. TAEQ
    52. Terra de Camões
    53. Terra de Camões Tipo Único
    54. Terrano
    55. Terrano Tipo Único
    56. Verde Louro
    57. Verdeal
    58. Verdemar
    59. Vilamoura
    60. Y Barra
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    Aquiles Emir

      Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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