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    Home»Negócios»Associação Comercial cobra mais clareza do Governo do Estado sobre reabertura do comércio
    Negócios

    Associação Comercial cobra mais clareza do Governo do Estado sobre reabertura do comércio

    Aquiles Emir28 de maio de 202004 Mins Read
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    Entidade aguarda anúncio das regras para funcionamento e dos grupos de atividades que devem reabrir a partir de 1º de junho

    O anúncio do Governo do Estado de que a partir de 1º de junho deve ser iniciado o retorno gradual das atividades econômicas consideradas não essenciais foi recebido pela Associação Comercial do Maranhão com cautela. No entendimento da entidade, o decreto que autorizou o retorno das atividades de empresas geridas por núcleos familiares não expressou ainda, de forma precisa, uma definição sobre as regras específicas e que grupos de negócios voltarão a funcionar, caso as condições de controle da pandemia permitam.

    O decreto aponta regras gerais, como o uso de máscaras em locais públicos, ações para evitar aglomeração e garantir o distanciamento social e controle de filas, além de protocolos para higienização de mãos e de ambientes e os procedimentos relativos a colaboradores com sintomas da Covid-19, que tenham tido contato com pessoas infectadas ou pertencentes aos grupos de risco, dentre outros,  mas deixa em aberto a definição dos próximos passos, exceto para os negócios familiares.

    A entidade entende que é necessário que as regras e protocolos específicos para cada segmento devem ser informados e discutidos antecipadamente com as entidades, de modo que possam orientar as empresas para o seu cumprimento, a fim de evitar problemas com a fiscalização ou que estas venham a sofrer sanções apontadas no decreto baixado em 20 de maio último.

    Atendendo solicitação da Secretaria de Indústria e Comércio (Seinc), Associação Comercial, CDL de São Luís, Federação das CDL’s e a Federação do Comércio prepararam um conjunto de sugestões com recomendações a serem observadas no processo de reabertura gradual do comércio, com a definição de ações a serem empreendidas pelas empresas, pelas entidades e o poder público.

    O documento enfatiza alguns pontos, dentre eles definição de datas e um possível cronograma de retorno, levando em conta aspectos ligados à saúde, entre os quais o controle da pandemia e a capacidade do estado para ofertar atendimento à população; o grau de risco das atividades, evitando-se assim uma possível ampliação da curva de contágio decorrente da circulação maior de pessoas nas áreas de comércio; e a participação desses órgãos no processo, contribuindo com sugestões e apoiando a divulgação das medidas como forma de orientar as empresas.

    O documento chama atenção ainda para algumas medidas para segurança de clientes, comerciários e comerciantes, sendo elas:

    • Reorganização do transporte público considerando o horário fixado para funcionamento dos estabelecimentos comerciais;
    • Implantação de rondas da Polícia Militar e Guarda Municipal para assegurar o cumprimento dos protocolos sanitários nas vias públicas;
    • Ações voltadas à fiscalização do comércio ambulante para cumprimento das regras sanitárias e de distanciamento social;
    • Ampliação de investimentos para a testagem da população, como medida de prevenção, aliada à elevação de investimentos para aquisição de EPI’s e medicamentos para a rede pública;
    • Comunicação massiva dessas normas,
    Cristiano Fernandes, presidente da Associação Comercial, cobra ampliação do diálogo com o Governo do Estado

    Atividades – Foram unificadas em sete grupos organizados a partir do grau de risco, as atividades com recomendação de reinício a partir da próxima semana. “A ideia é que o retorno seja gradual, mas sempre balizado pelas questões de saúde, em um processo de decisão que deve partir do governo, que detém informações mais seguras sobre o status da pandemia no Maranhão. Nosso papel será sempre de colaboração e de orientação às empresas”, diz o presidente da ACM, Cristiano Fernandes.

     

    O presidente da ACM enfatiza ainda a necessidade de que o diálogo seja mantido e reforça o anseio de que as regras a serem fixadas pela Casa Civil nas portarias específicas sejam conhecidas em tempo de empresas se prepararem para o momento. A Associação Comercial também defende que as ações de fiscalização tenham, em princípio, caráter educativo e que os agentes responsáveis por essa atividade sejam orientados nesse sentido.

    “O cumprimento das regras é algo complexo, uma realidade para a qual as empresas não estavam preparadas e isso exige bom senso e orientação educativa, antes da aplicação de eventuais sanções. Daí porque entendemos necessário conhecimento prévio das regras e dos segmentos que serão autorizados a funcionar. Estamos confiantes de que, trabalhando juntos, vamos encontrar as alternativas mais adequadas para cada momento”, acrescenta o presidente da ACM.

    “As entidades têm contribuído com sugestões, defendendo a necessidade de serem ouvidas, justamente para que o processo de reabertura gradual seja feito com segurança. Entendemos a magnitude do desafio e compreendemos que o nosso papel neste momento é de orientar as empresas quanto às adequações a serem feitas, levando a elas o máximo de informações sobre os protocolos sanitários e sobre a importância de observá-los com responsabilidade, auxiliando no combate à pandemia, mas garantindo que a economia volte a girar minimamente”, completa.

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    Aquiles Emir

      Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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