Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp RSS
    Maranhão Hoje
    Contato
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»JOÃO CONRADO»A sofrível logística do agronegócio
    JOÃO CONRADO

    A sofrível logística do agronegócio

    Aquiles Emir1 de março de 202404 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    • JOÃO CONRADO
      • conrado1959@gmail.com

    Nos últimos anos, o agronegócio tem sido o responsável pelo superavit na balança comercial brasileira. Em 2023, as exportações registram cerca de US$ 340 bilhões contra US$ 241 bilhões em importações, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), representando um saldo positivo de quase US$ 100 bilhões, algo em torno de 60% a mais que no período anterior. O resultado positivo é muito mais por conta de uma queda de 11,7% nas importações do que pelo singelo aumento de 1,7% nas exportações.

    Apesar de ser considerado a salvação da lavoura, as exportações do agronegócio não navegam em águas tranquilas (com a devida desculpa pelos trocadilhos). O Brasil vendeu 14,4% a mais de soja e 11,8% de milho, dois produtos importantes no agronegócio maranhense, mas poderia ter tido melhor desempenho. Os custos das operações de comércio exterior parece ser o grande vilão e os gargalos logísticos se destacam como um dos maiores sabotadores de melhores resultados.

    De início, a guerra na Ucrânia, os ataques a navios no Mar Vermelho e as turbulências nos canais de Suez e Panamá fizeram o frete marítimo disparar 153% em janeiro de 2024. Esses conflitos desviaram rotas e reduziram o número de navios disponíveis, criando mais obstáculos para o escoamento da produção. Se não bastassem esses imbróglios, a safra de grãos dos Estados Unidos atrasou por conta de problemas de navegabilidade nos rios, coincidindo com a safra brasileira. Por conta disso, os produtores do Brasil e dos Estados Unidos disputam os mesmos navios, pressionando os fretes.

    No front interno, os problemas logísticos não são menos impactantes. Problemas de infraestrutura portuária colocam mais lenha na fogueira que alimenta o custo do transporte marítimo a granel em razão do tempo que a embarcação aguarda para operar no porto. No Itaqui, supera a vinte dias, impactando em algo próximo a US$ 20 mil por navio diariamente. Empresas, como a Amaggi, Cofco e Louis Dreyfrus, que operam na região Centro-Oeste, já estão recorrendo a containers para exportar soja, algo que não se via há muito tempo.

    O atraso na atracação de navios para carga e descarga não é o único responsável pela baixa eficiência. É preciso considerar todo o processo logístico concentrado em caminhões. São muitos os problemas com esse modal, a começar pelas rodovias malconservadas e não preparadas para o peso dos veículos e muito menos pelo enorme fluxo, colocando em risco a vida de quem precisa dividir pistas com enormes caminhões. Nessa conta devem ser colocados os atrasados com a carga e descarga dos produtos nos portos, decorrentes da falta de capacidade de armazenamento da safra e fluxo dos veículos na área portuária. A consequência, além dos atrasos, são enormes filas de caminhões nas estradas ou em postos de combustível, aguardando sua vez de descarregar, com todos os impactos ambientais e sociais que isso pode causar.

    Acrescente-se, ainda, nesse rol de problemas logísticos, as dificuldades operacionais nos portos por conta da burocracia, das chuvas, da falta de equipamentos que possam acelerar o processo e, também, por problemas de qualidade dos produtos. Para se ter uma ideia, balanças descalibradas no embarque na região produtora e no Porto geram diferenças nas medições, criando problemas a serem resolvidos no momento do embarque. Produtos mal selecionados são muitas vezes detectados na esteira que alimenta os navios, interrompendo o carregamento e atrasando o embarque. A incidência de chuvas também atrasa o embarque porque o processo é interrompido porque não há meios de proteger os porões dos navios da entrada de água. Tudo isso somado dá uma ideia da dimensão das perdas que o agronegócio enfrenta, dos prejuízos em toda a cadeia produtiva e a consequente perda de divisas, empregos, renda e desenvolvimento local, algo que o Brasil e o Maranhão não podem prescindir.

    Se o agronegócio é tão importante, se representa os sucessivos superávits na balança comercial, se gera emprego e renda para milhares de brasileiros, se é responsável por um dos mais eficientes ambientes de evolução e inovação tecnológica, por que não investir nos diferentes modais para acelerar as operações portuárias? Essa é a pergunta que vale milhões.

    Previous ArticleCom um a menos, Fluminense vence LDU e conquista a Recopa da América
    Next Article Consumo deve crescer 13% a 15% no período de Páscoa, segundo estimativa da Abras
    Aquiles Emir

      Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

      Você pode gostar

      JOÃO CONRADO

      Tudo como dantes…

      15 de fevereiro de 2024
      JOÃO CONRADO

      E la nave vá

      29 de dezembro de 2023
      JOÃO CONRADO

      A reforma tributária sob fogo amigo

      3 de dezembro de 2023
      Add A Comment
      Leave A Reply Cancel Reply

      Demonstre sua humanidade: 7   +   1   =  

      Conversa Franca – Aquiles Emir

      Senador Omar Aziz, relator na CCJ do Senado, da PEC que cria a escala semanal de 5 x 2, disse que regime de trabalho nos Estados Unidos parece escravidão. Impressionante como nenhum escravo norte-americano quer vir para o Brasil trabalhar regido pela CLT, mas milhares que estão no paraíso das leis trabalhistas brasileiras fogem em busca da escravidão nos EUA.

      Compartilhar .share-buttons { display: flex; gap: 15px; margin-top: 10px; }.share-buttons .btn { width: 30px; /* Botões maiores */ height: 30px; border-radius: 50%; display: flex; justify-content: center; align-items: center; color: white; font-size: 22 px; /* Ícones maiores */ text-decoration: none; transition: transform 0.2s, opacity 0.2s; }.share-buttons .btn:hover { transform: scale(1.18); opacity: 0.9; }/* Cores dos botões */ .facebook { background: #1877F2; } .whatsapp { background: #25D366; } .x { background: #000000; } .telegram { background: #0088CC; }
      Compartilhe este vídeo:
      • Últimas notícias
      • Revista Maranhão Hoje


      Ministro do STF André Mendon determina afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal

      8 de setembro de 2026


      Campanha do São Luís Shopping celebra 414 anos da capital maranhense

      8 de setembro de 2026


      Vitória vence Grêmio colado no Z-4 do Brasileirão tricolor gaúcho próximo do rebaixamento

      8 de setembro de 2026


      Banco do Nordeste disponibilizará R$ 60,9 bilhões do FNE em 2027, maior volume de recursos da história

      7 de setembro de 2026


      Ao completar 414 anos, São Luís é uma cidade que empreende e se transforma pela força do empreendedorismo

      7 de setembro de 2026

      MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

      6 de fevereiro de 2024

      MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

      30 de dezembro de 2023

      MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

      7 de dezembro de 2023

      MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

      2 de novembro de 2023

      MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

      29 de setembro de 2023
      Facebook Instagram YouTube WhatsApp
      Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

      Política de Privacidade / Termos de Uso

      Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.