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    Home»Agronegócio»Açaí teve maior valor de produção na extração vegetal em 2016
    Agronegócio

    Açaí teve maior valor de produção na extração vegetal em 2016

    Aquiles Emir28 de setembro de 201703 Mins Read
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    O açaí foi o produto da extração vegetal não madeireira que alcançou maior valor de produção no ano passado no Brasil: R$ 539,8 milhões. Em seguida, vieram a erva-mate extrativa (R$ 398,8 milhões), o pó cerífero de carnaúba (R$ 187,5 milhões) e a castanha-do-pará (R$ 110,1 milhões). Segundo a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, estes ão os quatro itens mais relevantes em termos de produção. A pesquisa foi divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A produção de açaí extrativo caiu 0,2% em comparação com a de 2015, e somou 215.609 toneladas. O valor de produção, porém, subiu 12,4%. Maior produtor nacional, o Pará respondeu por 61,2% do total do ano passado, com crescimento de 4,6%.

    O supervisor da pesquisa, Winicius de Lima Wagner, disse que a demanda e a alta de preços do açaí tornaram a atividade mais atrativa para os extrativistas, contribuindo para aumentar a geração de renda local. “Em geral, os produtos não madeireiros do extrativismo são explorados por extrativistas e pequenas associações e cooperativas e têm relevância para as comunidades, principalmente nas regiões Norte e Nordeste”, afirmou Wagner. O líder do ranking de municípios, Limoeiro do Ajuru, no Pará, produziu 35 mil toneladas no ano passado.

    No Amazonas, segundo maior produtor nacional de açaí, a produção caiu 12,3%, por causa da seca, que tornou mais difícil o transporte do fruto em alguns rios. No Nordeste, o Maranhão aparece com 8,1% de participação na produção brasileira.

     

    Carnaúba – A produção do pó cerífero de carnaúba, terceiro item mais importante da extração vegetal não madeireira, caiu 10,1% no ano passado e chegou a 17.957 toneladas. O valor de produção caiu 4,1%, passando para R$ 187,5 milhões. De acordo com Wagner, são quatro os estados produtores, mas dois – Piauí e Ceará – são responsáveis por 95% do total.

    No Piauí, a produção caiu 19,75%. Conforme relatos apresentados aos pesquisadores do IBGE, a queda pode ser atribuída à má formação da palha da carnaúba, devido à seca prolongada em algumas regiões do estado, e à dificuldade de encontrar mão de obra para trabalhar na atividade.

    Entre os municípios, Granja, no Ceará, manteve-se na liderança como maior produtor, com 1.875 toneladas.

    Castanha-do-pará – Com total de 34.664 toneladas, a produção de castanha-do-pará, ou castanha-do-brasil, caiu 14,7%, mas, “compensado pelo preço de mercado”, o valor de produção subiu 2,7%, ressaltou Wagner.

    O Amazonas é atualmente o maior produtor, com 14.945 toneladas no ano passado. A produção do Acre, que liderou o ranking em 2015, caiu 37,7% em 2015, por causa da escassez de chuvas.

    Entre os municípios, a liderança coube a Humaitá, no Amazonas, com 3.360 toneladas.

    (Agência Brasil)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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