Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp RSS
    Maranhão Hoje
    Contato
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»Mundo»Acionistas movem ação coletiva nos EUA contra grupos frigoríficos brasileiros
    Mundo

    Acionistas movem ação coletiva nos EUA contra grupos frigoríficos brasileiros

    Maranhão Hoje27 de março de 201705 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    As consequências da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, cujas investigações foram divulgadas no último dia 17, já começam a surgir para as empresas envolvidas que têm negócios no exterior ou ações negociadas na Bolsa de Nova Iorque, os chamados American Depositary Receipts (ADRs).

    O escritório de advocacia norte-americano Rosen Law Firm entrou, na semana passada, com uma ação coletiva na Justiça dos Estados Unidos representando um grupo de investidores em ações do grupo JBS que se sentiram prejudicados pela omissão de informações e divulgação de comunicados que consideraram enganosos por parte da empresa. O escritório brasileiro Almeida Advogados faz parte da ação. Uma ação coletiva similar pode ser aberta contra a empresa BRF.

    Em nota, a JBS esclareceu que “não foi formalmente citada na ação e, portanto, não irá comentar”.

    “Já era esperado”

    Na opinião do advogado José Nantala Freire, especialista em direito internacional e compliance (agir em sintonia com as regras dos controles internos e externos), a entrada de ações na Justiça americana por investidores internacionais nesse caso da carne, “já era algo esperado”, como ocorreu com a Petrobras em 2014. “Até porque o resultado financeiro das empresas foi impactado por essas operações fraudulentas”, disse Freire.

    De acordo com o advogado, os indícios resultantes das investigações mostram que são reais as condutas irregulares identificadas pela Polícia Federal na Operação Carne Fraca. Segundo Freire, é necessário um maior desenvolvimento do caso para atestar que o impacto dessas condutas na produtividade e nas finanças das empresas foi suficiente para provocar prejuízos aos acionistas no exterior.

    A conselheira do Instituto Compliance Brasil Carolina Fonti afirmou que os investidores aprenderam muito com o caso da Petrobras, entrando na Justiça com ações coletivas nos Estados Unidos para tentar recuperar ou requisitar um eventual prejuízo na desvalorização do capital investido. “O caso da Petrobras tem ensinado muito”, disse Carolina. Ela acrescentou que não é pré-requisito esperar que as investigações brasileiras tomem rumo mais definido para haver repercussão fora do país. “Não é obrigatório, mas é mais comum”.

    Procurada pela Agência Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia do Ministério da Fazenda que fiscaliza o mercado de capitais, informou que não pode intervir no caso das ações coletivas contra os frigoríficos brasileiros, tal como ocorreu no caso da Petrobras, porque é uma decisão de acionistas das companhias. A CVM deixou claro, entretanto, que, se for solicitada para prestar algum tipo de informação, está disposta a contribuir.

    Corrupção

    Como, de acordo com as investigações da Polícia Federal, parece haver corrupção de agentes do governo brasileiro no caso, Freire disse acreditar que essas empresas poderão ser também objeto de leis anticorrupção de outros países, como os Estados Unidos. Indagado sobre essa possibilidade, o Consulado dos Estados Unidos no Rio de Janeiro não respondeu à solicitação até o fechamento da matéria.

    Atualmente, informou Freire, a maioria dos países que têm leis anticorrupção no seu ordenamento jurídico prevê algum tipo de punição pelo pagamento de propina e atos equiparados a corrupção que sejam praticados fora do país por companhias que fazem negócios em seu território.

    “Imagina algumas dessas empresas que estão envolvidas [na Carne Fraca] e têm ações negociadas, por exemplo, na Bolsa de Nova York. Caso se evidencie que houve pagamento de propina, como parece ser o caso, a lei norte-americana prevê a possibilidade de a empresa também ser penalizada nos Estados Unidos. Ela vai ter que negociar possíveis acordos no Brasil e nos Estados Unidos”, acrescentou.

    Freire lembrou que casos semelhantes ocorreram com a Petrobras, em razão de processos de corrupção nos dois países e, recentemente, com a Odebrecht. Para ele, ações similares podem ocorrer também na Europa.

    Carolina Fonti destacou que as agências internacionais, principalmente as americanas, têm pressionado no sentido do alargamento da aplicação das leis locais em empresas que atuam naquele país. “É muito provável que o Departamento de Justiça [dos EUA] esteja interessado em analisar a questão. Eles estão sempre muito atentos às coisas que acontecem pelo mundo e com os títulos do Brasil e nessas grandes investigações da Polícia Federal que têm repercussão na mídia.”

    Lei Anticorrupção

    O advogado Freire destacou, porém, que não basta a empresa exportar, porque muitas vezes essa operação não é direta, mas é feita para um distribuidor local que revende o produto. Para receber punição do Departamento de Justiça americano, a companhia estrangeira tem de ter uma representação no país ou títulos negociados em Bolsa de Valores.

    De acordo com a lei norte-americana, se a empresa fizer negócios com os Estados Unidos já daria poder suficiente às autoridades para abrir investigações decorrentes de atos de corrupção e pagamento de propinas feitos a funcionários de outros países. “É possível, sim, pelo texto da Lei Anticorrupção dos Estados Unidos, a abertura de investigações em relação a essas empresas, em virtude do que está ocorrendo por aqui”, afirmou Feire.

    Agência Brasil

    FIEMA
    Previous ArticleAldenora Bello realiza Campanha Março Lilás para prevenir câncer de colo no útero
    Next Article Carne suína trazida de outros estados tem ICMS maior no Maranhão
    Maranhão Hoje

    Você pode gostar

    Mundo


    Donald Trump recorre a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos para baixar novas taxações contra o Brasil

    2 de junho de 2026
    Mundo


    Estados Unidos classificam Comando Vermelho e PCC como instituições terroristas

    28 de maio de 2026
    Mundo


    Flávio Bolsonaro é recebido nesta terça-feira na Casa Branca pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

    26 de maio de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Demonstre sua humanidade: 10   +   1   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) contratou estudos com vistas à duplicação de trechos das BRs 135 e 316 que formam a Estrada São Luís-Teresina, que liga as capitais do Maranhão e Piauí, mas recomenda-se evitar excesso de otimismo, pois 130 quilômetros na BR 135, entre São Luís e Miranda do Norte, estão com obras de duplicação em andamento desde 2012.

    Compartilhar
    Compartilhe este vídeo:
    • Últimas notícias
    • Revista Maranhão Hoje

    Governo do Brasil na Rua chega a São Luís nesta quinta-feira

    10 de junho de 2026


    Senai oferece sessenta vagas gratuitas para cursos técnicos no município de Balsas

    10 de junho de 2026


    Fundação Bradesco abre 35 vagas pelo programa Educação de Jovens e Adultos para turmas do ensino médio em São Luís

    9 de junho de 2026


    Rua Grande volta a enfrentar os mesmos problemas de antes das obras de revitalização concluídas em 2019

    9 de junho de 2026


    Curta maranhense “Mercado Central”, de Tássia Dhur, conquista quatro prêmios no festival Cine/PE 2026, em Recife

    9 de junho de 2026

    MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

    6 de fevereiro de 2024

    MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

    30 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

    7 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

    2 de novembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

    29 de setembro de 2023
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

    Política de Privacidade / Termos de Uso

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.