Ele havia recorrido ao direito de ficar em silêncio
AQUILES EMIR
A senadora Ana Paula Lobato conseguiu arrancar algumas das declarações mais importantes do depoente de George Washington Oliveira Sousa na sessão desta quinta-feira (22) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre os atos do 08 de janeiro. Ao indagá-lo se era casado e se tinha filho, conseguiu com que falasse mais sobre o atentado de que é acusado de ter armado uma para explodir um caminhão tanque cheio de combustíveis.
O depoente recorreu ao direito de permanecer calado diante de questões que possam incriminá-lo na oitiva desta quinta-feira (22). A decisão foi comunicada à comissão pelo presidente do colegiado, deputado Arthur Maia (União-BA).
George Washington foi condenado pelo planejamento de um atentado no dia 24 de dezembro em Brasília e é ouvido pela CPMI do 8 de janeiro na condição de investigado.
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Às indagações da senadora pelo Maranhão, Washington disse que tem um filho que necessita de tratamento especial e que jamais seria capaz de colocar uma bomba no carro carregado de combustíveis, por saber, como empresário do ramo, conhecer o poder de destruição.
Ele disse ainda havia muitos infiltrados nos acampamentos em frente aos quarteis, mas instigado a dar detalhes, voltou ao silêncio.
Nas indagaçãos seguintes, foi duramente questionado pelo deputado Duarte Júnior, nada respondeu, e à deputada Jandira Feghali disse que não é terrorista, tanto que sua condenação não é por terrorismo.
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