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    Home»Maranhão»ANTT prorroga prazo para receber sugestões sobre extensão da concessão da Ferrovia Carajás
    Maranhão

    ANTT prorroga prazo para receber sugestões sobre extensão da concessão da Ferrovia Carajás

    Aquiles Emir29 de setembro de 201804 Mins Read
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    A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) prorrogou por mais 30 dias o prazo para envio de contribuições escritas sobre a renovação da concessão ferroviária da Estrada de Ferro Carajás (EFC) – administrada pela Vale. Também a pedido do Ministério Público Federal, a Agência vai promover mais uma audiência pública presencial em São Luís (MA).
    A recomendação foi expedida pelo MPF no Maranhão. O documento alertou a ANTT para a necessidade de ampliar o debate para aprimorar os estudos realizados no processo de prorrogação da concessão. O período de 30 dias começou a ser contado na segunda-feira (24).
    Além da prorrogação do prazo de contribuições e da nova audiência presencial, o MPF solicitou que a ANTT analisasse a possibilidade de fazer outra sessão presencial em município do interior do Maranhão. A Agência alegou, no entanto, que a organização de audiência presencial no interior do estado envolve altos custos e optou por não realizá-la.
    Custos de divulgação, locação de espaço para o evento, diárias e passagens para os envolvidos foram alguns dos pontos detalhados pela ANTT para justificar a realização de audiência presencial apenas na capital do estado – onde, segundo a agência reguladora, atende um número maior de cidadãos.
    Com a prorrogação do prazo, os cidadãos interessados poderão continuar participando do processo por meio da página da audiência pública 009/2018, no portal da ANTT. O objetivo da consulta pública é receber sugestões de aprimoramento dos estudos para a prorrogação do contrato de concessão da Estrada de Ferro Carajás. Três sessões presenciais já foram realizadas para debater o assunto. Elas ocorreram em São Luís, Belém (PA) e Brasília.
    Em São Luís, no entanto, houve problemas como atraso no início dos debates e espaço físico insuficiente para abrigar todos os interessados em participar. Por isso, o MPF solicitou e a ANTT concordou em repetir a sessão presencial na capital maranhense.
    Atuação nacional – Desde o ano passado, o MPF acompanha as movimentações do governo para permitir a prorrogação antecipada dos contratos de concessões ferroviárias de pelo menos cinco ferrovias federais: MRS Logística (MRS), Estrada de Ferro Carajás (EFC), Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e ALL Malha Paulista (ALLMP). A ação coordenada é conduzida pela Câmara de Consumidor e Ordem Econômica do MPF (3CCR) e visa garantir a preservação do interesse público e o cumprimento da Constituição nos processos de renovação antecipada dos contratos de concessão. Os procedimentos tramitam nas unidades do MPF no Maranhão, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo, sob coordenação da 3CCR.
    Em 13 de agosto, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, propôs ao Supremo Tribunal Federal ação direta de inconstitucionalidade contra a Lei 13.334/2016. A norma – fruto de conversão da Medida Provisória 752/2016 – previu a possibilidade de prorrogação antecipada dos contratos de concessão ferroviária, mediante a realização de investimentos não previstos nos contratos originais e o atendimento de determinadas condições.
    Segundo a PGR, no entanto, a lei contém dispositivos que contrariam os princípios constitucionais da eficiência, da impessoalidade, da moralidade e da razoabilidade, além de violar a regra da licitação e comprometer a qualidade dos serviços oferecidos à sociedade. Além disso, a ADI afirma que os requisitos previstos na lei são insuficientes para assegurar a prestação de serviço adequado pelas concessionárias.
    Além disso, duas recomendações já foram enviadas pela 3ª Câmara do MPF à Agência Nacional de Transportes Terrestres, em julho de 2018 e em setembro de 2017. Entre as providências cobradas pelos procuradores estavam a demonstração concreta da vantagem da prorrogação antecipada frente à licitação; a preocupação com a integração da malha ferroviária nacional e a exigência de efetiva quitação prévia dos valores devidos pelos atuais concessionários. O MPF pediu ainda a promoção de audiências públicas com prazos adequados e a submissão dos pleitos das concessionárias à análise conclusiva do Tribunal de Contas da União (TCU).

     

    (Com dados da Secom/PGR)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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