Decisão será no Estádio Malvinas Argentinas
O jogo de ida das Oitavas de Final da Conmebol Libertadores deixou no Maracanã uma imagem que já se tornou recorrente neste confronto: Fluminense e Independiente Rivadavia empataram por 0 a 0, e a classificação às Quartas de Final será definida em Mendoza, onde a ‘Lepra Mendocina’ tentará fazer valer o mando de campo conquistado por ter vencido o Grupo C — o mesmo que dividiu com o ‘Tricolor’ na Fase de Grupos.
O Fluminense teve a posse de bola do início ao fim, mas nunca conseguiu transformar esse controle em domínio efetivo. A equipe de Luis Zubeldía, que surpreendeu ao escalar Hulk e Thiago Silva entre os titulares, esbarrou repetidamente no bloco organizado montado por Alfredo Berti: as tentativas do time da casa quase sempre vieram de fora da área e não exigiram intervenções de risco de Franco Bolcato.
O Independiente Rivadavia, por outro lado, fez da paciência parte de seu plano de jogo. Recuada e à espera de uma oportunidade, a equipe de Mendoza saiu em contra-ataque sempre que o cenário permitiu e encontrou espaços às costas do meio-campo carioca, embora tenha faltado precisão no último passe. Ainda assim, as duas chances mais claras da partida foram suas: no início do segundo tempo, Matías Fernández aproveitou um rebote pelo lado direito, e a bola atravessou toda a área antes de acertar a trave esquerda; também na etapa final e em um contra-ataque, o lateral-direito Ezequiel Bonifacio ficou frente a frente com o goleiro Fábio, que fez uma defesa decisiva.
Zubeldía buscou respostas no banco de reservas: Acosta e Canobbio entraram no intervalo, e depois foi a vez de Renê e Germán Cano, este último no lugar de Hulk, que deixou o campo sem conseguir comemorar em sua noite no Maracanã. Mas as mudanças de nomes não alteraram a dinâmica da partida. Berti respondeu com jogadores descansados para manter a pressão e a organização, e sua equipe terminou a noite sem sofrer grandes sustos.
O empate prolonga uma tendência que já marca este confronto: o Independiente Rivadavia segue invicto contra o Fluminense em 2026 — venceu por 2 a 1 neste mesmo Maracanã em abril, empatou por 1 a 1 em Mendoza em maio e agora somou um 0 a 0 como visitante. Para o estreante absoluto, que venceu seu grupo como um dos melhores líderes da fase, cada capítulo continental continua sendo inédito; para o ‘Tricolor’, que também não vence há seis rodadas no Brasileirão, a obrigação de buscar a classificação fora de casa chega em um momento de pressão.
A definição, portanto, ficou inteiramente para a terça-feira (18), às 19h, no Estádio Malvinas Argentinas: o vencedor garantirá uma vaga nas Quartas de Final da Glória Eterna.
Com o apoio de sua torcida, a ‘Lepra’ sonhará com mais uma noite histórica; o Fluminense, três vezes finalista e campeão em 2023, sabe que em Mendoza não haverá margem para outra atuação sem pontaria.
O jogo em números:
- O Fluminense empatou sem gols uma partida de ida de mata-mata da Conmebol Libertadores pela terceira vez em sua história. Nas duas ocasiões anteriores, a única vez em que acabou eliminado foi justamente quando empatou em casa no jogo de ida: contra o Olimpia, em 2013, antes de perder por 2 a 1 no Paraguai.
- O Independiente Rivadavia não perdeu nenhum de seus sete jogos na Conmebol Libertadores (5V 2E) e se tornou a terceira equipe argentina a permanecer invicta em suas primeiras sete partidas na história da competição, depois do Vélez Sarsfield, em 1980 (4V 3E), e do River, em 1966 (6V 1E).
- Desde pelo menos 2014, o Independiente Rivadavia é a primeira equipe visitante a empatar uma partida no Estádio Maracanã pela Conmebol Libertadores com menos de 28% de posse de bola (26%).
- Guga realizou sete desarmes na partida contra o Independiente Rivadavia (4/7), o maior registro de um jogador do Fluminense em um jogo da Conmebol Libertadores desde André contra o Olimpia, em março de 2022 (7/3).
- Yeferson Soteldo tentou 10 dribles contra o Independiente Rivadavia (cinco bem-sucedidos), o maior registro de um jogador do Fluminense em uma partida da Conmebol Libertadores desde Jhon Arias contra o Sporting Cristal, em junho de 2023 (4/10).
- O Fluminense teve mais posse de bola (72% a 28%) que o Independiente Rivadavia. Nos dois jogos contra o Fluminense, a Lepra Mendocina registrou seus menores índices de posse no ano: 28% no empate por 1 a 1 e novamente nesta partida.




