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    Home»Negócios»Após quatro anos de queda, emprego com carteira assinada aumenta
    Negócios

    Após quatro anos de queda, emprego com carteira assinada aumenta

    Aquiles Emir31 de maio de 201907 Mins Read
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    Depois de 16 trimestres seguidos de queda, o emprego no setor privado com carteira de trabalho voltou a crescer 1,5% no trimestre fechado em abril, na comparação com o mesmo período de 2018. Foram gerados cerca de 480 mil postos de trabalho formais, totalizando 33,1 milhões de pessoas com carteira. Esses são os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (31) pelo IBGE.

    Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, parte expressiva da recuperação de postos com carteira no ano veio dos setores de educação e saúde, de trabalhadores de baixo nível educacional da mineração, construção e transporte e, também, dos profissionais liberais. “O aumento reflete o início de um quadro favorável. É a primeira vez que a categoria carteira de trabalho respira desde o início da crise em 2014”, explica.

    Cimar acrescenta que essa alta no emprego com carteira foi observada principalmente em São Paulo e entre as mulheres. Mesmo assim, o mercado de trabalho está longe de recuperar a perda de 3,4 milhões de empregos com carteira ocorrida desde 2014.

    Taxa de desocupação – Apesar da melhora no mercado de trabalho na comparação anual, a taxa de desocupação voltou a subir de 12% para 12,5%, na passagem do trimestre fechado em janeiro para o encerrado em abril, com mais 552 mil pessoas desempregadas.

    Cimar ressalta que esse aumento é resíduo das demissões dos trabalhadores contratados no final do ano passado e dispensados no início do ano. Nessa comparação, a PNAD Contínua registra aumento de 270 mil empregos com carteira assinada, que, segundo Cimar, representa “estabilidade com tendência de alta”.

    O quadro do mercado de trabalho também piora se considerada a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial), que atingiu 24,9%, recorde da série histórica iniciada em 2012. Isso representa 28,4 milhões de pessoas subutilizadas.

    Também foram recordes a força de trabalho potencial, que registrou 8,2 milhões de pessoas que não buscaram trabalho, mas gostariam de trabalhar, e o número de desalentados – foram 4,9 milhões de pessoas que desistiram de procurar uma ocupação. Além disso, quase 7 milhões de pessoas eram ocupadas por insuficiência de horas, ou seja, trabalhavam menos que 40 horas semanais, e gostariam de trabalhar mais.

    Taxa de subutilização da força de trabalho nos trimestres de fevereiro a abril – 2012/2019 Brasil (%)

    Saiba como foi o comportamento no trimestre janeiro a abril de 2019 na comparação com o mesmo período do ano passado:

    • A população desocupada (13,2 milhões de pessoas) ficou estável em relação a igual período de 2018 (13,4 milhões de pessoas).
    • A população ocupada (92,4 milhões de pessoas) cresceu 2,1% (mais 1.937 mil pessoas) na comparação como o mesmo período de 2018 (90,4 milhões de pessoas).
    • A população fora da força de trabalho (65,0 milhões de pessoas) permaneceu estável frente ao mesmo trimestre do ano anterior (64,9 milhões de pessoas).
    • A taxa de subutilização da força de trabalho (24,9%) subiu 0,4 p.p. na comparação com o mesmo trimestre de 2018 (24,5%).
    • A população subutilizada (28,4 milhões de pessoas) é recorde da série histórica iniciada em 2012, com alta de 3,7% (mais 1.001 mil pessoas) no confronto com igual trimestre de 2018 (27,4 milhões de pessoas).
    • O número de pessoas desalentadas (4,9 milhões) aumentou 4,2% (mais 199 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2018 (4,7 milhões de pessoas).
    • O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 33,1 milhões de pessoas, subindo 1,5% (mais 480 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2018.
    • A categoria dos trabalhadores por conta própria (23,9 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior e cresceu 4,1% (mais 939 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2018.
    • O rendimento médio real habitual (R$ 2.295) ficou estável em ambas as comparações. Já a massa de rendimento real habitual (R$ 206,8 bilhões) permaneceu estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 2,8% (mais 5,7 bilhões) frente ao mesmo período de 2018.
    • A taxa composta de subutilização da força de trabalho (Percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a Força de trabalho ampliada) foi de 24,9% no trimestre de fevereiro a abril de 2019, variando 0,7 p.p. em relação ao trimestre de novembro de 2018 a janeiro de 2019 (24,2%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior (24,5%), houve alta de 0,4 ponto percentual.
    • No trimestre de fevereiro a abril de 2019, havia 28,4 milhões de pessoas subutilizadas no Brasil. Este contingente variou 3,9% (mais 1.063 mil pessoas), ou seja, 3,7% (mais 1.001 mil pessoas) no confronto com igual trimestre do ano anterior (27,4 milhões de pessoas).
    • O contingente de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas foi de 7,0 milhões no trimestre de fevereiro a abril de 2019. Houve alta em relação ao mesmo período de 2018 (6,3 milhões de pessoas). O aumento foi de 11,9% (mais 745 mil pessoas).
    • No trimestre de fevereiro a abril de 2019, a força de trabalho potencial (pessoas de 14 anos ou mais que na semana de referência não estavam ocupadas nem desocupadas, mas possuíam um potencial de se transformarem em força de trabalho) foi de 8,2 milhões de pessoas. Essa população cresceu 5,7% (mais 439 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre do ano anterior.
    • O contingente fora da força de trabalho, no trimestre de fevereiro a abril de 2019, foi de 65,0 milhões de pessoas. Essa população permaneceu estável frente ao mesmo trimestre de 2018.
    • A população desalentada era de 4,9 milhões no trimestre de fevereiro a abril de 2019. Houve aumento de 4,2% (mais 199 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2018 (4,7 milhões de pessoas desalentadas).
    • O Percentual de pessoas desalentadas em relação à população na força de trabalho ou desalentada foi de 4,4% no trimestre de fevereiro a abril de 2019. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior (4,3%), houve estabilidade.
    • A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), no trimestre de fevereiro a abril de 2019, foi de 105,5 milhões de pessoas. Essa população aumentou 1,7% (mais 1,8 milhão de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2018.
    • O número de pessoas ocupadas chegou a 92,4 milhões no trimestre de fevereiro a abril de 2019, o que representa crescimento de 2,1% (mais 1.937 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2018.
    • O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 54,2% no trimestre de fevereiro a abril de 2019, subindo 0,6 p.p. em relação a igual trimestre do ano anterior (53,6%).
    • No período de fevereiro a abril de 2019, a categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (11,2 milhões de pessoas) cresceu 3,4% (mais 368 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2018.
    • Na categoria dos trabalhadores por conta própria, formada por 23,9 milhões de pessoas, houve alta de 4,1% (mais 939 mil pessoas) em relação ao mesmo período do ano anterior.
    • No período de fevereiro a abril de 2019, a categoria dos empregadores (4,4 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior e ao mesmo trimestre de 2018.
    • O número de trabalhadores domésticos (6,1 milhões de pessoas) ficou estável frente ao mesmo período de 2018.
    • O grupo dos empregados no setor público (inclusive servidores estatutários e militares), estimado em 11,5 milhões de pessoas, ficou estável frente ao mesmo período de 2018.
    • O rendimento médio real habitual (R$ 2.295) ficou estável em ambas as comparações.
    • A massa de rendimento real habitual (R$ 206,8 bilhões de reais) subiu 2,8% (mais R$ 5,7 bilhões) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

    (Com informações do IBGE)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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