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    Home»Mundo»Argentina recupera classificação de risco depois de ter sido rebaixada
    Mundo

    Argentina recupera classificação de risco depois de ter sido rebaixada

    Aquiles Emir1 de setembro de 201902 Mins Read
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    MARIETA CAZARRÉ

    A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) anunciou sexta-feira (30 de agosto) que a Argentina deixará a classificação SD (selective default), que lhe foi atribuída na tarde de ontem (29), após o governo anunciar, unilateralmente, que vai prorrogar o pagamento de dívidas com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

    Com o anúncio do governo de “novos termos e condições” para o pagamento de seus compromissos, a S&P informou que subirá novamente a classificação do país. O país deve ser elevado à categoria CCC para as dívidas de longo prazo e à categoria C, para as de curto prazo.

    Um país recebe a nota SD quando a agência de classificação de risco entende que há uma violação de uma ou mais de suas obrigações financeiras, de longo ou curto prazo.

    BAS102. BUENOS AIRES (ARGENTINA), 30/08/2018.- Transeúntes observan y fotografían los paneles de las casas de cambio hoy, jueves 30 de agosto de 2018, en el centro de Buenos Aires (Argentina). El peso argentino perdía hoy un 4,05 % de su valor

    A Argentina foi rebaixada por descumprir uma série de pagamentos, apesar de ter mantido outros. Na noite da última quarta-feira (28), o ministro da Fazenda da Argentina, Hernán Lacunza, anunciou que iniciará a renegociação dos prazos para pagar a dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI), “para defender a estabilidade cambial em curto, médio e longo prazos”.

    No ano passado, a Argentina recebeu um empréstimo de US$ 57 bilhões. A primeira parcela deveria ser paga, a princípio, em 2021.

    “A Argentina não tem um problema de solvência, mas de liquidez a médio prazo”, disse Lacunza, ressaltando que o país está comprometido com os pagamentos.

    Além da renegociação da dívida com o FMI, o governo também anunciou que, quanto às dívidas de curto prazo, faria o reagendamento dos pagamentos de títulos em dólares a investidores institucionais, que detêm 10% desses papéis na Argentina.

    O presidente da Argentina, Mauricio Macri, garantiu que se encarregará do problema das dívidas e pediu à oposição apoio para avançar com o vencimento dos prazos.

    (Agência Brasil)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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