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    Home»Agronegócio»Avicultores do Maranhão temem perder sua produção por falta de ração para alimentar aves
    Agronegócio

    Avicultores do Maranhão temem perder sua produção por falta de ração para alimentar aves

    Aquiles Emir29 de maio de 201802 Mins Read
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    AQUILES EMIR

    Como ainda há 12 pontos de retenções de caminhoneiros nas rodovias maranhenses, os avicultores temem que possa faltar ração para manter suas granjas em funcionamento, e o que é mais grave: que as aves comecem a morrer por falta de alimentos. Segundo o presidente da Associação dos Avicultores do Maranhão (Avima), José Augusto Monteiro, a situação é grave, e uma das empresas que podem sofrer maiores consequências é a Frango Americano, responsável pela maior parte da produção local.

    Para Augusto Monteiro, o Maranhão tem ainda o agravante de não possuir abatedouros de aves, ou seja, elas são vendidas vivas em feiras, onde há o abate para vendas a galeterias, pequenos restaurante etc ou são vendidas em pé para o consumidor abater em sua própria residência. Outra parte é comercializada em outros estados, ou seja, não há como conservar a carne em frigoríficos.

    No Maranhão são produzidas cerca de 3,5 milhões de aves por mês, e o comércio é feito tanto de pintos quanto de frangos em idade de abate e ovos.  A carne de frango é um dos alimentos mais consumidos pela população maranhense.

    Imagem relacionada

    Monteiro explica que uma ave se desenvolve em poucas semanas, portanto em pouco tempo todo o espaço de uma granja pode ser ocupado e sem ter como acomodá-las as aves começam a se matar.

    O mais triste, porém, é que passadas 24h sem alimentos elas começam a definhar e acabam morrendo de fome.

    De acordo com Monteiro, o problema é que os caminhões que fazem o transporte de ração estão sendo retidos, não conseguindo chegar às granjas, deixando a criança sem ter o que comer. Algumas dessas granjas estão racionando o alimentos e manter as aves em pé à base de água.

    Não bastasse isso, os caminhões que fazem o transporte das aves também estão impedidos de circular e os que foram surpreendidos com a paralisação dos caminhoneiros perderam a carga.

    O presidente da Avima diz que, mesmo com a regularização do transporte, ainda vão demorar alguns dias para que as empresas possam operar no mesmo ritmo de antes, e isto significa dizer que haverá uma crise de abastecimento, agravada pela impossibilidade de recebimento pelos supermercados e açougues, bem como restaurantes que compram em grande quantidade de receber frangos congelados, vindos de outros estados.

     

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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