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    Home»Arte e Espetáculo»Bordados por reeducandas da Unidade Prisional Feminina serão usados no musical sobre Alcione

    Bordados por reeducandas da Unidade Prisional Feminina serão usados no musical sobre Alcione

    Aquiles Emir25 de janeiro de 20230
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    O trabalho artesanal de bordados desenvolvido por mulheres que cumprem pena na Unidade Prisional Feminina (UPFEM) de São Luís será utilizado durante o espetáculo “Marrom – O musical”, em homenagem à cantora maranhense Alcione, com direção de Miguel Falabella. O convite para a sessão de estréia do musical e itens do artesanato feitos pelas reeducandas foram entregues ao presidente do TJMA, desembargador Paulo Velten, nesta terça-feira (24), pela juíza Mirella Freitas (Itapecuru-Mirim), a defensora pública Suzana Camilo e a conselheira da Cooperativa Cuxá, Patrícia Maranhão.

    As representantes apresentaram ao presidente do TJMA o trabalho das apenadas desenvolvido por meio da Cooperativa Cuxá, primeira cooperativa social do país reconhecida por lei, que funciona dentro da UPFEM, cujos produtos de artesanato são produzidos com material reciclado e vendidos através do site www.tereza.org.br .

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    Elas apresentaram ainda o projeto de criação de uma nova cooperativa, em parceria com os poderes instituídos e a iniciativa privada, a fim de produzir absorventes biodegradáveis e recicláveis, para acolher mulheres em situação de vulnerabilidade social fora das unidades prisionais, como vítimas de violência doméstica e familiar, egressas do sistema prisional, refugiadas, entre outras.

    “Temos uma grande quantidade de refugiadas no Maranhão entre venezuelanas, senegalesas e até refugiadas ambientais, que poderão ser acolhidas por uma nova cooperativa que, além de capacitar e gerar renda para as mulheres envolvidas, contribui para combater a pobreza menstrual e preservação do meio ambiente, ambos objetivos de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 da ONU”, observou a juíza Mirella Freitas.

    O presidente do TJMA manifestou apoio institucional às iniciativas, confirmou sua presença durante a apresentação do espetáculo “Marrom: o musical”, reforçando ser papel do Poder Judiciário participar de iniciativas de cunho inclusivo e humanitário. “São políticas públicas importantes às quais o Judiciário deve se colocar como parceiro e ter como compromisso”, observou.

    Na ocasião, o desembargador recebeu um exemplar do livro “Luiza Helena: Mulher do Brasil”, biografia da empresária Luiza Trajano.

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    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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