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    Home»Brasil»Carlos Lula quer que governo federal adote toque de recolher a nível nacional
    Brasil

    Carlos Lula quer que governo federal adote toque de recolher a nível nacional

    Aquiles Emir1 de março de 202104 Mins Read
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    Carlos Lula em convenção partidária na cidade de Coroatá, admite que campanha contribuiu para aumento da pandemia
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    Presidente do Conass defende medidas duras do governo federal

    O Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), em carta assinada pelo seu presidente, Carlos Lula, divulgada nesta segunda-feira (1º), pede que o governo federal coordene as medidas restritivas de eventos, toque a partir de 20h, suspensão de aulas presenciais e uma série de outras medidas que o Supremo Tribunal Federal delegou, em 2020, aos governadores e prefeitos.

    Na carta, Carlos Lula admite que a ausência de controle dos eventos de campanha eleitoral, dentre outros, podem ter contribuído para o aumento dos casos de coronavírus em todo o país, devido a interação das pessoas, o que teria se verificado também no Natal, Réveillon e outras festividades.

    Para o presidente do Conass, o ritmo da imunização é preocupante, pois facilita o alastramento da pandemia. “Infelizmente, a baixa cobertura vacinal e a lentidão na oferta de vacinas ainda não permitem que esse quadro possa ser revertido em curto prazo”, diz ele num dos trechos da carta, que segue abaixo na íntegra:

    CARTA DOS SECRETÁRIOS ESTADUAIS DE SAÚDE À NAÇÃO BRASILEIRA

    O Brasil vivencia, perplexo, o pior momento da crise sanitária provocada pela COVID-19. Os índices de novos casos da doença alcançam patamares muito elevados em todas as regiões, estados e municípios. Até o presente momento, mais de 254 mil vidas foram perdidas e o sofrimento e o medo afetam o conjunto da sociedade.

    A ausência de uma condução nacional unificada e coerente dificultou a adoção e implementação de medidas qualificadas para reduzir as interações sociais que se intensificaram no período eleitoral, nos encontros e festividades de final de ano, do veraneio e do carnaval. O relaxamento das medidas de proteção e a circulação de novas cepas do vírus propiciaram o agravamento da crise sanitária e social, esta última intensificada pela suspensão do auxílio emergencial.

    O recrudescimento da epidemia em diversos estados leva ao colapso de suas redes assistenciais públicas e privadas e ao risco iminente de se propagar a todas as regiões do Brasil. Infelizmente, a baixa cobertura vacinal e a lentidão na oferta de vacinas ainda não permitem que esse quadro possa ser revertido em curto prazo.

    O atual cenário da crise sanitária vivida pelo país agrava o estado de emergência nacional e exige medidas adequadas para sua superação. Assim, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) manifesta-se pela adoção imediata de medidas para evitar o iminente colapso nacional das redes pública e privada de saúde, a saber:

    a)Maior rigor nas medidas de restrição das atividades não essenciais, de acordo com a situação epidemiológica e capacidade de atendimento de cada região, avaliadas semanalmente a partir de critérios técnicos[1], incluindo a restrição em nível máximo nas regiões com ocupação de leitos acima de 85% e tendência de elevação no número de casos e óbitos. Para tanto, são necessárias:

      • A proibição de eventos presenciais como shows, congressos, atividades religiosas, esportivas e correlatas em todo território nacional;
      • A suspensão das atividades presenciais de todos os níveis da educação do país;
      • O toque de recolher nacional a partir das 20h até as 6h da manhã e durante os finais de semana;
      • O fechamento das praias e bares;
      • A adoção de trabalho remoto sempre que possível, tanto no setor público quanto no privado;
      • A instituição de barreiras sanitárias nacionais e internacionais, considerados o fechamento dos aeroportos e do transporte interestadual;
      • A adoção de medidas para redução da superlotação nos transportes coletivos urbanos;
      • A ampliação da testagem e acompanhamento dos testados, com isolamento dos casos suspeitos e monitoramento dos contatos;

    b) O reconhecimento legal do estado de emergência sanitária e a viabilização de recursos extraordinários para o SUS, com aporte imediato aos Fundos Estaduais e Municipais de Saúde para garantir a adoção de todas as medidas assistenciais necessárias ao enfrentamento da crise;

    c) A implementação imediata de um Plano Nacional de Comunicação, com o objetivo de reforçar a importância das medidas de prevenção e esclarecer a população;

    d) A adequação legislativa das condições contratuais que permitam a compra de todas as vacinas eficazes e seguras disponíveis no mercado mundial;

    e) A aprovação de um Plano Nacional de Recuperação Econômica, com retorno imediato do auxílio emergencial.

    Entendemos que o conjunto de medidas propostas somente poderá ser executado pelos governadores e prefeitos se for estabelecido no Brasil um “Pacto Nacional pela Vida” que reúna todos os poderes, a sociedade civil, representantes da indústria e do comércio, das grandes instituições religiosas e acadêmicas do País, mediante explícita autorização e determinação legislativa do Congresso Nacional.

    Carlos Lula
    Presidente do Conass

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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