A chefe-geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Cocais), Maria de Lourdes Mendonça, em reunião com os 18 deputados federais e três senadores pelo Maranhão no Congresso Nacional, aos quais apresentou o portfólio de suas atividades no estado. O encontro foi coordenado pelos deputados Juscelino Filho (DEM) e Júnior Lourenço (PR), que coordenam a bancada maranhense.
Maria de Lourdes apresentou fez uma demonstração do potencial agrícola do estado. Segundo ela, o Maranhão abrange três biomas principais: Amazônia (34%), Cerrado (46%) e Caatinga (1%) e suas áreas de transição, o que resulta em ampla diversidade de clima, vegetação e solos e grande riqueza de recursos naturais, além de diferentes sistemas de produção agropecuários, desde o extrativismo até a agricultura empresarial.
Por outro lado, há grandes diferenças socioeconômicas e de desenvolvimento que refletem o “descompasso” entre os índices do Produto Interno Bruto (PIB) e do Desenvolvimento Humano (IDH).
“Essa desigualdade entre a riqueza gerada e os índices de desenvolvimento humano pode ser atenuada pela ciência e tecnologia no desenvolvimento rural. A diversidade do Maranhão se traduz em um enorme desafio, por sua complexidade, mas traz também grandes oportunidades. Nesse cenário, é preciso trabalhar com todos os públicos, institucionalmente e sem fronteiras, de forma integrada”, ressaltou.
Embrapa – Com nove anos de existência, a Embrapa Cocais tem contribuído para transformação da realidade regional, em parceria com instituições públicas como Universidade Estadual do Maranhão (Uema), o Instituto Federal do Maranhão (IFMA), o Sistema de Agricultura Familiar do Estado (SAFE), a Secretaria de Estado de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Sagrima) e prefeituras.
Durante esses anos, foram realizadas ações de pesquisa e TT que atingiram desde o agronegócio até a agricultura familiar, além de atividades de agregação de valor aos produtos da biodiversidade.
Alguns exemplos são o “Sisteminha Embrapa”, que beneficia cerca de 3 mil famílias nos municípios com menor IDH e os cultivos biofortificados, voltados para o enriquecimento nutricional (pró-vitamina A, ferro e zinco) de culturas alimentares básicas para combater a fome oculta e contribuir para a segurança alimentar da população mais pobre, alcançando hoje 56 municípios e cerca de 1.500 famílias.
Ainda como parte da atuação da estatal, destacam-se ações do programa Embrapa & Escola, Minibibliotecas (mais de 500 distribuídas em todo o estado), capacitação de multiplicadores (cerca de 4.450 em várias regiões) e ainda parcerias para levar o projeto Hortas Pedagógicas às escolas de São Luís, com potencial de expansão.
No ano passado, foi lançada uma Unidade Mista de Pesquisa e Transferência de Tecnologia (UMIPTT), fruto de acordo de cooperação entre a Embrapa, a Uema, o IFMA e a Aprosoja. A parceria tem como missão o fortalecimento de arranjos produtivos e o desenvolvimento territorial sustentável com inclusão produtiva, agregação de valor à agricultura familiar e ao agronegócio para além do centro-sul do Maranhão.
A Unidade também desenvolve pesquisas para valoração de produtos da biodiversidade, como o manejo do açaí, cupuaçu e buriti, e de outros sistemas agroextrativistas como o babaçu, por meio de agroindústrias familiares. São cinco os temas dos novos portfólios de pesquisa: Amazônia, Inovação Social na Agropecuária, Solos do Brasil, Nutrientes para Agricultura e Inteligência, Gestão e Monitoramento Territorial.




