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    Home»Mundo»China pede que Trump não misture comércio com conflito norte-coreano
    Mundo

    China pede que Trump não misture comércio com conflito norte-coreano

    Maranhão Hoje31 de julho de 201702 Mins Read
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    “O comércio entre a China e os Estados Unidos não tem relação alguma com o conflito norte-coreano”, destacou nesta segunda-feira (31) um alto funcionário chinês em resposta às últimas críticas do presidente americano, Donald Trump, aos chineses. A informação é da agência EFE.

    Depois que a Coreia do Norte lançou com sucesso, na sexta-feira passada, mais um míssil balístico intercontinental, Trump disse estar “decepcionado” com a China.

    “Nossos ingênuos líderes do passado lhes permitiram fazer centenas de milhares de milhões de dólares ao ano em comércio e, no entanto, eles não fazem nada por nós com a Coreia do Norte”, escreveu Trump em sua conta no Twitter.

    Em resposta, o vice-ministro de Comércio chinês, Qian Keming, disse hoje que as trocas comerciais entre ambas potências não se deve misturar com a questão norte-coreana.

    “Acreditamos que o assunto nuclear da Coreia do Norte e o comércio entre a China e os Estados Unidos são assuntos que fazem parte de âmbitos totalmente diferentes. Não estão relacionados. Não deveriam ser discutidos conjuntamente”, disse Keming, em coletiva de imprensa.

    O vice-ministro salientou os “benefícios mútuos” gerados pela relação comercial entre ambas as  economias e expressou a disposição da China de trabalhar junto à comunidade internacional para promover a desnuclearização da península coreana e, por outro lado, “trabalhar com os Estados Unidos” para equilibrar a relação comercial.

    Após o último teste norte-coreano, o governo chinês instou Pyongyang a respeitar as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e voltou a pedir calma para não elevar a tensão na região, um dia após culpar as “pressões internacionais” pelas ações da Coreia do Norte.

    Enquanto Pequim segue pedindo diálogo, Washington e seus aliados destacam a necessidade de aumentar as sanções contra a Coreia do Norte no seio da ONU e também no terreno unilateral.

    Longo alcance

    O último projétil norte-coreano, um Hwasong-14, voou quase mil quilômetros e alcançou uma altitude máxima de mais de 3.700 quilômetros, o que fez os especialistas indicarem que poderia alcançar boa parte do território americano.

    No entanto, os analistas duvidam que o regime de Kim Jong-un possa instalar ogivas nucleares nos mísseis ou conseguir que estes efetuem corretamente a reentrada na atmosfera, algo indispensável para atingir um alvo com precisão.

    Agência Brasil

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