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    Home»Mundo»Colombianos voltam às urnas no próximo dia 17 para escolher presidente
    Mundo

    Colombianos voltam às urnas no próximo dia 17 para escolher presidente

    Aquiles Emir28 de maio de 201804 Mins Read
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    MONIKA YANAKIEW

    Os colombianos voltam às urnas no próximo dia 17 de junho, para o segundo turno das eleições presidenciais. A disputa será entre dois candidatos, representando os dois extremos, com duas propostas de economia diferentes: o advogado Iván Duque, da direita, e o ex guerrilheiro Gustavo Petro, da esquerda.

    Seis candidatos disputaram o primeiro turno neste domingo (27), mas nenhum conseguiu a metade mais um dos votos necessários para vencer. Com 99% das mesas apuradas, Iván Duque alcançou 39,11% dos votos e Gustavo Petro 25,09%. Os resultados dos dois candidatos mais votados ficaram próximos ao previsto pelas pesquisas de opinião.

    Quem surpreendeu, com um desempenho melhor que o esperado, foi o matemático Sergio Fajardo, que ficou em terceiro lugar, com 23,77% dos votos. German Vargas, de centro-direita, ficou em quarto lugar com 7,25% dos votos.

    Mais da metade dos 36 milhoes de eleitores colombianos votou nesta eleicao presidencial. É a primeira desde o acordo de paz entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) –  a maior guerrilha do pais, hoje convertida em partido politico, com a mesma sigla. Os dois candidatos favoritos representam polos opostos.

    A votação ocorre no momento em que a Colômbia está sentindo o impacto da crise na vizinha Venezuela: meio milhão de venezuelanos cruzaram a fronteira, fugindo da hiperinflação e do desabastecimento.

    O país enfrenta o desafio de acolher os refugiados, ao mesmo tempo em que tenta incorporar à sociedade civil os sete mil rebeldes das FARC, que aceitaram depor as armas depois de meio século de conflito com as forcas de segurança colombianas.

    Acordo de paz – O resultado dessa eleição pode definir o futuro do acordo de paz. Duque – que foi funcionário do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e senador – é candidato do ex-presidente Álvaro Uribe, que foi padrinho politico do atual presidente, Juan Manuel Santos, antes de se converter em seu opositor.

    Uribe liderou a campanha contra o acordo de paz, assinado em 2016 por Santos, que lhe valeu o premio Nobel da Paz. Ele argumenta que o presidente foi demasiado generoso com os ex-guerrilheiros, que usaram o tráfico de drogas para financiar suas atividades.

    Se for eleito, Duque promete rever algumas concessões. “O narcotráfico não é um crime político e não deve ser anistiado”, disse. Além da anistia, as FARC obtiveram dez cadeiras no Parlamento ate 2026.

    Na Colômbia, Uribe é uma figura polêmica: amado por muitos e odiado por outros tantos. Durante seus dois mandatos (2002-2010), ele realizou uma ofensiva contra os rebeldes das FARC (que mataram seu pai) e do Exército de Libertação Nacional (ELN), que começaram a negociar a paz com Santos.

    Muitos colombianos atribuem a ele o enfraquecimento das guerrilhas, que chegaram a ter mais de 20 mil homens armados, controlando boa parte do país. Mas seu governo também é associado a violações de direitos humanos, cometidas pelas forcas de segurança e paramilitares, além de escândalos de corrupção.

    O economista Gustavo Petro – que vai disputar com Duque o segundo turno – representa a prova de que o processo de paz pode dar certo. Antes de ser legislador e prefeito de Bogotá, ele pertenceu à guerrilha Movimento 19 de Abril (M-19), que depôs as armas em 1990 e se transformou em partido politico.

    Ele promete combater os paramilitares e latifundiários, que se opõem ao acordo com as FARC. Para muitos colombianos, cansados dos governos conservadores, ele é associado à mudança – e não apenas porque seria o primeiro presidente de esquerda.

    Economia – Apesar do acordo de paz ter sido tema desta campanha e dividido os candidatos entre os que estao a favor e contra, o eleitorado colombiano está preocupado com outros temas: o desemprego e seguranca. Duque e Petro tem propostas de pais diferentes.

    O candidato da direita quer reduzir impostos para atrair investimentos, inclusive na área petrolífera e de mineração. Já Petro diz que a Colômbia precisa mudar seu modelo econômico – deixando de investir em petróleo e carvão – para ficar tao dependente quanto a Venezuela. A crise no pais vizinho começou em 2014, quando o preço do petróleo (responsável por 95% de suas exportações) despencou.

    (Agência Brasil)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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