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    Home»Poder e Política»Com voto de Zanin, STF forma maioria para tornar Eduardo Bolsonaro réu
    Poder e Política

    Com voto de Zanin, STF forma maioria para tornar Eduardo Bolsonaro réu

    Aquiles Emir15 de novembro de 202502 Mins Read
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    Parlamentar atualmente reside nos Estados Unidos

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para abrir ação penal contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na trama golpista.

    O placar foi formado nesta sexta-feira (14), com o voto do ministro Cristiano Zanin, que seguiu Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
    Eduardo é acusado de tentar intimidar ministros do STF ao articular, a partir dos Estados Unidos, sanções contra o Brasil durante o julgamento de Jair, no qual foi condenado a 27 anos de prisão.

    Para Moraes, relator do processo, as intimidações articuladas por Eduardo se materializaram no estabelecimento do tarifaço, justificado pela Casa Branca a partir do julgamento do ex-presidente; e na instauração de sanções contra ministros da Suprema Corte, como revogação de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes e sua família.

    A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta crime reiterado, o que pode agravar a pena.

    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) durante sessão deliberativa do plenário da Câmara dos Deputados, em 4 de fevereiro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 31.10.2025
    Câmara tenta cobrar R$ 13,9 mil de Eduardo Bolsonaro por faltar às sessões
    A Defensoria Pública da União (DPU), responsável pela defesa do deputado — que não respondeu a nenhuma das intimações —, argumentava que ele exerceu liberdade de expressão e não tem poder para impor sanções internacionais.

    “A denúncia não demonstra que o denunciado tenha poder de concretizar as consequências que menciona em suas manifestações. Atribui genericamente ao denunciado a capacidade de ‘obter’ sanções de governo estrangeiro, mas não comprova que tenha efetivo poder de decisão sobre atos soberanos dos Estados Unidos”, salientava a DPU.

    Com a saída de Luiz Fux da Primeira Turma, a bancada passou a ser composta apenas por quatro magistrados: Cristiano Zanin, Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Carmén Lúcia, que será a última a votar. Ainda que possa pedir vistas, a tendência é que a ministra siga o relator e conclua a apuração.
    (Sputnik Brasil)
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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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