Entidade será presidida interinamente por Coronel Nunes
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, foi afastado do cargo pelo Comitê de Ética da entidade, que fixou o afastamento, a princípio, por 30 dias, prazo em que será investigado o suposto crime de assédio moral e sexual contra uma funcionária. Vencido este prazo, o afastamento poderá ser renovado ou revogado..
A posição do órgão vem dois dias após receber a denúncia de assédios sexual e moral de uma funcionária da CBF contra o mandatário. Quem assume interinamente o comando da entidade máxima do futebol nacional é Antônio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes.
O Comitê de Ética é presidido pelo advogado e ex-desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) Carlos Renato de Azevedo Ferreira.
A decisão é mais um duro golpe em Caboclo, pressionado por todos os lados, de sua família a cartolas, a deixar o comando da CBF, ação que ele ainda resistia em tomar até à noite desse sábado (5), como informou o ESPN.com.br.
A situação do ainda comandante do futebol brasileiro, eleito em 2018 para um mandato de 2019 a 2023, passou a ficar complicada em 12 de maio, quando a ESPN Brasil revelou que um desgaste seu com uma funcionária da entidade tinha tomado proporções gigantes e era tratado nos corredores da luxuosa sede da mesma, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, como uma “bomba”.
Na última quinta (3), o GloboEsporte.com informou e a reportagem confirmou a denúncia formal da secretária, há quase dez anos trabalhando na CBF, ao Comitê de Ética e à Diretoria de Governança e Conformidade da CBF.
Apoio – Caboclo já tinha recorrido recentemente ao ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira em busca de apoio contra as investidas do também ex-mandatário do órgão Marco Polo Del Nero, banido do futebol pela Fifa, mas que seguiu com poder nos bastidores e até com benefícios custeados pela entidade.
Na última semana, deu sua cartada mais enfática ao tratar diretamente com o governo federal e a Conmebol o recebimento da Copa América no Brasil, após Argentina e Colômbia não terem condições, sanitárias e sociais, nesta ordem, de receber o evento.
A ação criou outro problema para o cartola, já que Tite, sua comissão técnica e, principalmente, os jogadores da seleção brasileira não gostaram nada da forma como a coisa foi conduzida.
((Com informações da ESPN)




