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    Home»PONTO DE VISTA»Conflito entre EUA e Irã pressiona economia global e pode afetar inflação no Brasil
    PONTO DE VISTA

    Conflito entre EUA e Irã pressiona economia global e pode afetar inflação no Brasil

    Aquiles Emir23 de junho de 202504 Mins Read
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    Tensão geopolítica podee encarecer combustíveis

    *Contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA).

    ANDRÉ CHARONE*

    A operação militar lançada no sábado (22), pelos Estados Unidos contra instalações nucleares do Irã reacendeu temores de instabilidade geopolítica e econômica em escala global. No Brasil, os impactos da ofensiva liderada por Donald Trump já começam a ser sentidos nos mercados, principalmente no câmbio e no preço dos combustíveis, segundo avalia o especialista André Charone, mestre em Negócios Internacionais.

    “O conflito pode parecer distante para o brasileiro médio, mas os efeitos são diretos no seu bolso. Quando o barril do petróleo dispara, o reflexo vem em cadeia: gasolina, frete, alimentos, energia, tudo é impactado”, afirma Charone, que também é professor universitário e colunista de economia.

    Preços em alta e impacto direto no consumo

    Logo após os bombardeios, o petróleo tipo Brent chegou a US$ 81, com projeções indicando possíveis picos acima de US$ 100, caso haja bloqueio no Estreito de Ormuz, principal rota marítima do petróleo no mundo.

    Segundo Charone, esse movimento tem potencial inflacionário imediato. “O Brasil adota preços de combustíveis atrelados ao mercado internacional. A Petrobras, mesmo sendo estatal, não consegue se desvincular completamente dessa lógica. Isso quer dizer que o aumento lá fora chega aqui com efeito quase automático”, explica.

    A alta nos combustíveis afeta diretamente o custo do transporte de cargas, encarecendo produtos básicos. “Do pão à carne, do feijão ao arroz, tudo sobe junto com o diesel. E, quando os insumos encarecem, o consumidor sente primeiro e mais forte.”

    Agro sob pressão

    Outro setor fortemente impactado é o agronegócio. O Brasil é dependente de insumos importados, especialmente fertilizantes e defensivos agrícolas, que podem ficar mais caros ou escassos com a escalada do conflito.

    “O Irã é peça-chave no fornecimento global de fertilizantes nitrogenados. E se houver sanções ou restrição de transporte na região, o Brasil terá que buscar alternativas mais caras, ou enfrentará gargalos na produção rural”, avalia Charone.

    Ele alerta que isso pode comprometer tanto o abastecimento interno quanto as exportações do país, que hoje têm no agronegócio uma de suas principais âncoras comerciais.

    Câmbio instável e capital em fuga

    André Charone explica que, em momentos de instabilidade internacional, o movimento natural dos investidores é a busca por segurança, e isso tende a favorecer o dólar e prejudicar moedas emergentes como o real.

    “A fuga para o dólar pressiona ainda mais o custo de importação e impacta todos os setores que dependem de produtos de fora, desde a indústria até a farmácia. Em paralelo, empresas com dívida dolarizada sofrem com o encarecimento dos passivos.”

    Juros e política monetária sob revisão

    Com a inflação pressionada e o real desvalorizado, o Banco Central pode rever sua estratégia de redução da taxa Selic. Charone vê com cautela o impacto disso no crédito e no consumo:

    “O consumidor está esperando juros mais baixos para voltar a consumir com força. Mas se a inflação global subir, e o Brasil seguir essa tendência, o BC pode adiar os cortes e isso trava a retomada da economia interna.”

    Medidas e saídas possíveis

    Charone defende que o governo federal monitore o cenário com agilidade e considere medidas emergenciais, como:

    • Revisão tributária sobre combustíveis, para suavizar os impactos nos postos;
    • Apoio fiscal ao agronegócio, especialmente em crédito rural e insumos estratégicos;
    • Linhas de financiamento para pequenas empresas afetadas por custos logísticos;
    • Incentivos à produção nacional de fertilizantes e alternativas energéticas.
    • “Esse não é o momento de ficar parado. O Brasil precisa agir rápido para proteger os setores mais sensíveis, como transporte, logística, agricultura e indústria de base. O mundo está em tensão, mas a economia não pode parar”, conclui Charone.

    Projeções e riscos

    A crise entre EUA e Irã é mais do que um embate diplomático: trata-se de uma bomba econômica com efeitos globais. No Brasil, os sinais iniciais já apontam para inflação, volatilidade e incerteza. A resposta do governo e do setor privado pode definir se o país atravessará essa turbulência com danos moderados ou severos.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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