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    Home»Maranhão»Defensoria Pública propõe oferta de curso de capacitação para refugiados venezuelanos
    Maranhão

    Defensoria Pública propõe oferta de curso de capacitação para refugiados venezuelanos

    Aquiles Emir19 de setembro de 201904 Mins Read
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    A Defensoria Pública do Estado (DPE-MA) iniciará uma interlocução com as entidades integrantes do Sistema S com o objetivo de garantir a realização de cursos de capacitação voltados aos refugiados venezuelanos, em São Luís, preparando-os para o mercado de trabalho. Este foi um dos encaminhamentos definidos na reunião, realizada esta semana pela Defensoria, para tratar sobre as ações já desenvolvidas pela força-tarefa em favor destas populações que saíram de seu país de origem para buscar oportunidades de subsistência no Brasil.

    Além da DPE/MA, integram a força-tarefa a Defensoria Pública da União (DPU), o Governo do Estado, o Município de São Luís, o Tribunal de Justiça do Maranhão, o Ministério Público, os Conselhos Municipal e Estadual da Criança e do Adolescente, Conselhos Tutelares, a Pastoral da Criança e o Centro de Cultura Negra (CCN). Os representantes dos órgãos e entidades atualizaram as informações acerca das estratégias e medidas emergenciais que já foram adotadas individualmente. Em São Luís, segundo levantamento, há a presença de integrantes de diferentes tribos indígenas da etnia Wharai, conhecidos como “povo do rio”, coletores que, na Venezuela, moravam em palafitas.

    O Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente (NDCA), da DPE/MA, foi o primeiro a responder pelas ações destinadas aos refugiados, uma vez que foram observados adultos perambulando pelas ruas de São Luís, acompanhados de crianças. Durante as abordagem e orientações prestadas nas principais avenidas da cidade, onde os venezuelanos se posicionam, e também em locais onde estão abrigados, a força-tarefa constatou problemas de toda a ordem, principalmente na área da saúde.

    Por esta razão, também foi acionado o Núcleo de Defesa da Saúde, do Idoso, e da Pessoa com Deficiência, onde o defensor público Benito Pereira Filho participou de algumas abordagens. Para garantir uma atuação mais ampla, na reunião desta semana, houve a definição de que as ações realizadas pela Defensoria serão coordenadas pelo Núcleo dos Direitos Humanos (NDH). Ao assumir o compromisso, o defensor público Jean Carlos Nunes Pereira disse que é de fundamental importância, nesta ação, respeitar o regramento nacional que diz respeito à situação.

    “Mas é também imperioso observar as necessidades do povo Wharai, sobretudo considerando que são nômades”, destacou. O trabalho também está sendo acompanhado pela ouvidora-geral da DPE/MA, Márcia Maia, presente na reunião.

    Várias outras frentes trabalham na assistência aos venezuelanos. Segundo a DPU, estão sendo realizadas ações de busca da documentação dos refugiados, para facilitar o acesso deles a benefícios sociais ofertados pelos governos. Já a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), depois de apresentar um resumo das ações já executadas, informou que já foram identificados sete núcleos onde os venezuelanos estão abrigados, mas que a situação se altera com a constante partida e chegada de novos refugiados.

    “Pretendemos prestar assistência com a inclusão desse povo na rede de serviços já existentes. Dado a dinâmica dos grupos, há muita dificuldade em uma identificação precisa. Mesmo assim, é necessário que se faça cortes para que as ações possam ser realizadas com base em números até então alcançados”, ressaltou a secretária adjunta da Sedihpop, Lissandra Leite, ao anunciar também a realização de um evento nacional que contará com a participação de especialistas neste tema, na tentativa de possibilitar o compartilhamento de experiências que poderão ajudar o Maranhão com os refugiados.

    Responsável por conduzir as discussões, o defensor público Joaquim Gonzaga Neto, do NDCA, afirmou que o encontro foi bastante produtivo e muito embora a questão seja complexa, já houve avanços significativos. “Este é uma atuação onde observamos muitas violações de direitos e, por isso, a nossa participação efetiva na busca dos encaminhamentos adequados. Trata-se de um esforço conjunto, no qual observamos o empenho de todas as instituições, cada uma contribuindo da forma que é possível”, disse, destacando a participação da Universidade Federal na reunião.

    “Recebemos, pela primeira vez, um representante da instituição de ensino, que nos informou sobre a possibilidade da oferta de curso de português para os estrangeiros, e também a inserção em capacitações para a apresentação da cultura maranhense, além do envolvimento em projetos de extensão das áreas de medicina, odontologia, direito e educação, a serem voltados a essa população”, assinalou o defensor público.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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