Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp RSS
    Maranhão Hoje
    Contato
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»JOÃO CONRADO»Definitivamente, o Brasil não é para amadores
    JOÃO CONRADO

    Definitivamente, o Brasil não é para amadores

    Aquiles Emir15 de março de 202304 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    Todos sabem que o mercado de capitais é de alta volatilidade

    • JOÃO CONRADO
    • conrado1959@gmail.com

    A frase é de autoria de Tom Jobim e se presta bem aos acontecimentos econômicos que, mais uma vez, assombram a sociedade. A bola da vez é a Lojas Americanas, com direito a efeito dominó, com a queda da Marisa e da Livraria Cultura. Todas essas empresas têm em comum o endividamento para viabilizar o capital de giro, quase sempre escondido por trás de alguma manobra contábil que passou despercebida por auditores, conselho fiscal, consultores e um mundo de gente que deveria botar a boca no trombone e não botou.

    Há quem imagine que o estrago só afeta os investidores e especuladores financeiros. Ledo engano. O suado dinheirinho de milhões de brasileiros é aplicado em papeis dessas empresas por meio de fundos de renda fixa e planos de pensão e aposentadoria. Resultado disso tudo é um enorme atraso na construção de um montante que iria garantir a tranquilidade na terceira idade. Pior de tudo é saber que esses milhões de brasileiros estão desamparados, porque não há nenhum xerife no mercado que garanta os resultados prometidos ou mesmo a liquidez. É muito possível que tudo despareça, vire pó no jargão do mercado.

    Órgãos reguladores até existem. O mercado de capitais é fortemente regulado pela Comissão de Valores Mobiliários, que dita normas e regras para funcionamento das companhias que operam com papeis nas bolsas de valores. Em paralelo, o Conselho Federal de Contabilidade normatiza o registro e a evidenciação contábil e auditoria, com as devidas regulações da Receita Federal, Banco Central, Superintendência de Seguros Privados, entre outros.

    Além dessa força regulatória, o mercado é diuturnamente acompanhado por corretoras, analistas, consultores e um sem-número de especialistas que emitem pareceres, sugerem carteiras, avaliam performance e tecem exaustivos comentários sobre a saúde das empresas. Nenhum desses agentes foi capaz de identificar o buraco em que esses varejistas estavam se enfiando.

    Todo mundo sabe que o mercado de capitais é de alta volatilidade, mas o que se espera é que os erros e fraudes não sejam os principais elementos a determinar prejuízos desse naipe. Parece óbvio que crises econômicas, como a decorrente do Covid-19, afetem o mercado, mas isso acontece de forma generalizada. Não se trata de nenhuma ação localizada sobre a qual pairam dúvidas, como é o caso das Lojas Americanas. Até o presente momento, ainda não se sabe ao certo qual foi a causa principal do problema e se os controladores do capital contribuíram para que tudo isso acontecesse.

    A grande questão é procurar descobrir meios de evitar que coisas desse tipo voltem a acontecer, lesando a economia de milhões de investidores, entre eles pessoas de baixa renda que nem sequer escolheram onde seus recursos seriam aplicados. A pergunta que não quer calar é saber o que deve ser feito para que os órgãos reguladores possam atuar de forma preventiva, cortando as asas de certos gestores antes mesmo que eles possam perpetuar o rosário de operações mal conduzidas que acabam se revertendo em problemas para muita gente.

    Talvez não seja uma tarefa fácil, dado que o investidor é atraído pelo canto da sereia do lucro fácil e acaba concentrando aplicações em quem promete maior retorno, abrindo a guarda para o risco. No entanto, é difícil compreender como uma empresa anuncia um desacerto contábil maior que seu próprio patrimônio líquido dez dias após um novo presidente assumir.

    Que ferramentas esse presidente tinha para descobrir o rombo em tão pouco tempo, quando todos aqueles que analisaram e esmiunçaram os números da empresa não conseguiram sequer perceber? É preciso respostas imediatas a essas questões com punição de tantos quanto deram causa ao problema e, mais que isso, é preciso descobrir freios e travas para que esse tipo de ocorrência não volte a se repetir. Se tudo isso mais uma vez ficar sem respostas, o Brasil corre o risco de ser um país difícil não só para amadores, mas para profissionais também.

    Previous ArticleEm vinte anos, 40 milhões de motores flex no Brasil
    Next Article Residências no Nordeste podem economizar cerca de R$ 6,2 mil ao ano na conta de luz com energia solar,
    Aquiles Emir

      Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

      Você pode gostar

      JOÃO CONRADO

      A sofrível logística do agronegócio

      1 de março de 2024
      JOÃO CONRADO

      Tudo como dantes…

      15 de fevereiro de 2024
      JOÃO CONRADO

      E la nave vá

      29 de dezembro de 2023
      Add A Comment
      Leave A Reply Cancel Reply

      Demonstre sua humanidade: 0   +   3   =  

      Conversa Franca – Aquiles Emir

      O candidato mais rico ao Governo do Maranhão , acredite é do Partido dos Trabalhadores (PT), Felipe Camarão, que não é operário, segundo informações dadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Três dizem não ter nada a declarar.

      Compartilhar
      Compartilhe este vídeo:
      • Últimas notícias
      • Revista Maranhão Hoje


      Instituto Lojas Renner e Vale fortalecem organizações e impulsionam criação de bazares sociais no Maranhão

      19 de agosto de 2026


      Fafá de Belém, o Musical estreia nesta quinta-feira em São Luís no Teatro Arthur Azevedo

      19 de agosto de 2026


      Congresso de Educação Sesc/Senac será realizado em São Luís em setembro

      19 de agosto de 2026


      São Luís sedia nesta quinta-feira Fórum de Cidades Digitais e Inteligentes

      19 de agosto de 2026


      São Luís será a sede do Fórum de Cidades Digitais e Inteligentes da RCD nesta quinta-feira

      19 de agosto de 2026

      MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

      6 de fevereiro de 2024

      MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

      30 de dezembro de 2023

      MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

      7 de dezembro de 2023

      MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

      2 de novembro de 2023

      MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

      29 de setembro de 2023
      Facebook Instagram YouTube WhatsApp
      Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

      Política de Privacidade / Termos de Uso

      Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.