Governador já havia anunciado negociações com o Butantan para compra também da Coronavac
AQUILES EMIR
Sem apresentar detalhes dessa nova estratégia para obter imunizantes contra covid-19 para serem aplicados no Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB), em entrevista concedida ao programa Bandeirantes Gente, da Rádio Bandeirantes de São Paulo, nesta quarta-feira (09),disse que já está negociando a compra de vacinas da norte-americana Pfizer. Ele disse que já abriu negociações também com o Instituto Butantan, de São Paulo, para compra da Coronavac.
A vacina da Pfizer ainda não tem autorização para ser aplicada nos Estados Unidos, porém obteve uma autorização emergencial para ser aplicada no Reino Unido, o que começou nesta terça-feira (08), tendo como público alvo idosos, profissionais de saúde e outros segmentos da população.
Flávio Dino justificou sua ação no Supremo para que estados possam importar vacinas não reconhecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas aprovada em outros países por órgãos reguladores semelhantes, porque entende que o Poder Judiciário deve referendar o que já está previsto em lei.

Medidas – O governador disse que não se sente incomodado com o fato de o governador de São Paulo, João Doria, ter anunciado um plano de vacinação, antes da apresentação do plano nacional do governo federal, que, segundo o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é o que vai valer.
Para ele, diante da demora e incertezas do governo federal, São Paulo, por ter condições para isso, tomou suas providências. No encontro desta segunda-feira, Doria foi criticado por outros governadores por haver tomado essa iniciativa.
Flávio Dino mais uma vez criticou o presidente Jair Bolsonaro, que, segundo ele, estaria dificultando a implantação de um plano de imunização dos brasileiros contra coronavírus, por apostar apenas em uma vacina, a de Oxford. No encontro com os governadores, no entanto, o ministro Pazuello disse que todas as vacinas aprovadas pela Anvisa serão adquiridas, dependendo de demanda e preço.
Ele disse ainda que espera não haver essa necessidade, mas se o governo federal continuar dificultando a vacinação, os governadores do Consórcio Nordeste poderão ser obrigados a recorrer a imunizantes no Mundo, da mesma forma que fizeram para compra de respiradores, operação que é motivo de muita polêmica, pois, segundo investigações da Polícia Federal, em alguns estados houve superfaturamento e compra de equipamentos obsoletos. Os obtidos pelo Maranhão nunca foram instalados.




