Empresário temem reflexo negativo dessa crise
Empresários e representantes de entidades públicas e privadas ligadas ao setor de bebidas se reuniram, domingo (05), no Sebraelab, para articular ações conjuntas de enfrentamento à crise causada pela presença de metanol em bebidas alcoólicas. A reunião teve como objetivo a articulação de enfrentamento da crise do metanol em bebidas alcoólicas contou com a presença de lideranças do setor produtivo, órgãos de fiscalização e entidades de apoio empresarial.
Na última semana, ganhou repercussão nacional o que vem sendo chamado de “crise do metanol” em bebidas alcóolicas. Isto ocorreu após a identificação de diversas ocorrências de intoxicação por consumo de bebidas adulteradas em alguns estados brasileiros.
O problema, que também tem sido registrado em países da América Latina, Europa e Ásia, está relacionado à identificação ilegal de metanol — substância tóxica usada como solvente industrial — em bebidas destiladas produzidas de forma irregular. O consumo desse tipo de bebida pode causar cegueira, danos neurológicos graves e até a morte. No Brasil, órgãos federais e estaduais intensificaram as ações de fiscalização e comunicação para conter os riscos à saúde pública e preservar a imagem dos produtores, distribuidores e bares que atuam dentro da legalidade.
O presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae-MA, Celso Gonçalo, abriu a reunião destacando a importância do diálogo interinstitucional e a necessidade de evitar a generalização do setor diante das recentes notícias sobre bebidas adulteradas.

Preocupação – O vice-presidente do Sindbebidas, Jorge Fortes, demonstrou preocupação com a crise e com o possível reflexo negativo sobre os produtores regularizados. Reforçou a necessidade de um maior envolvimento do Governo do Estado nas ações de enfrentamento e na comunicação do setor.
“Temos de nos manter atentos ao desenvolvimento deste plano de trabalho e buscar soluções que tenham impactos imediatos. As ações devem ser de curto, médio e longo prazo”, avaliou.
Wellington Reis, da Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária (MAPA/MA), informou que o Ministério tem intensificado o mapeamento de bebidas ilegais e adulteradas no Maranhão, por meio de seu setor de inteligência. Ele destacou o êxito da caravana “Bebida Boa é Bebida Legal”, realizada em Imperatriz, e propôs replicar a iniciativa em São Luís, com foco em ações educativas e de incentivo à regularização. “Esta é uma ação imediata que podemos já trabalhar. Temos de combater e ampliar esta discussão com órgãos e representações políticas”, afirmou.




