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    Home»Negócios»Empresários acionam poder público para crise do metanol não afetar os produtores maranhenses
    Negócios

    Empresários acionam poder público para crise do metanol não afetar os produtores maranhenses

    Aquiles Emir6 de outubro de 202504 Mins Read
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    Empresário temem reflexo negativo dessa crise

    Empresários e representantes de entidades públicas e privadas ligadas ao setor de bebidas se reuniram, domingo (05), no Sebraelab, para articular ações conjuntas de enfrentamento à crise causada pela presença de metanol em bebidas alcoólicas. A reunião teve como objetivo a articulação de enfrentamento da crise do metanol em bebidas alcoólicas contou com a presença de lideranças do setor produtivo, órgãos de fiscalização e entidades de apoio empresarial.

    Estiveram presentes representantes da Federação das Indústrias (Fiema), do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Maranhão (Sebrae-MA), da Maranhão Parcerias (Mapa), Vigilância Sanitária Estadual, Secretaria de Indústria e Comércio (Seinc), Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel), Sindicato das Indústrias de Bebidas (Sindbebidas), além de produtores de cachaça, cerveja artesanal e outras bebidas.
    O resultado imediato da reunião foram três encaminhamentos: a criação de um plano multissetorial que consiga envolver o Governo do Estado, além de órgãos de fiscalização, produtores e entidades empresariais; a implementação de ações imediatas de comunicação; o desenvolvimento de um plano de médio e longo prazo voltado à regularização e à qualificação dos produtores irregulares.

    Na última semana, ganhou repercussão nacional o que vem sendo chamado de “crise do metanol” em bebidas alcóolicas. Isto ocorreu após a identificação de diversas ocorrências de intoxicação por consumo de bebidas adulteradas em alguns estados brasileiros.

    O problema, que também tem sido registrado em países da América Latina, Europa e Ásia, está relacionado à identificação ilegal de metanol — substância tóxica usada como solvente industrial — em bebidas destiladas produzidas de forma irregular. O consumo desse tipo de bebida pode causar cegueira, danos neurológicos graves e até a morte. No Brasil, órgãos federais e estaduais intensificaram as ações de fiscalização e comunicação para conter os riscos à saúde pública e preservar a imagem dos produtores, distribuidores e bares que atuam dentro da legalidade.

    O presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae-MA, Celso Gonçalo, abriu a reunião destacando a importância do diálogo interinstitucional e a necessidade de evitar a generalização do setor diante das recentes notícias sobre bebidas adulteradas.

    Celso Gonçalo, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, articula negociações entre empresas e poder público

    Preocupação – O vice-presidente do Sindbebidas, Jorge Fortes, demonstrou preocupação com a crise e com o possível reflexo negativo sobre os produtores regularizados. Reforçou a necessidade de um maior envolvimento do Governo do Estado nas ações de enfrentamento e na comunicação do setor.

    “Temos de nos manter atentos ao desenvolvimento deste plano de trabalho e buscar soluções que tenham impactos imediatos. As ações devem ser de curto, médio e longo prazo”, avaliou.

    Wellington Reis, da Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária (MAPA/MA), informou que o Ministério tem intensificado o mapeamento de bebidas ilegais e adulteradas no Maranhão, por meio de seu setor de inteligência. Ele destacou o êxito da caravana “Bebida Boa é Bebida Legal”, realizada em Imperatriz, e propôs replicar a iniciativa em São Luís, com foco em ações educativas e de incentivo à regularização. “Esta é uma ação imediata que podemos já trabalhar. Temos de combater e ampliar esta discussão com órgãos e representações políticas”, afirmou.

    A superintendência da Vigilância Sanitária Estadual, representada por Edmilson Diniz, reforçou que as medidas precisam equilibrar segurança e sustentabilidade econômica, priorizando a qualificação da cadeia produtiva. Já a presidente da ABRASEL Maranhão, Camila Di Minda, chamou atenção para o risco de insegurança entre consumidores e destacou que bares e restaurantes devem ser parceiros no combate às irregularidades — e não responsabilizados por elas.
    O secretário adjunto da Seinc, Ubiratan Silva, propôs a criação de um Comitê de Crise e defendeu uma resposta coordenada, com envolvimento direto do Governo do Estado, e sugeriu a ampliação da rede de parceiros, incluindo órgãos como Sefaz, Procon, Jucema, Agerp e entidades do setor produtivo.
    Produtores como Ana Valéria Ambrósio reforçou a importância de valorizar as bebidas locais e fortalecer o relacionamento entre produtores e estabelecimentos comerciais, promovendo a identidade maranhense no mercado.
    “A reação tem de ser imediata para não apenas garantir que o mercado de bebidas locais seja visto com desconfiança, mas para criar uma rede forte que mostra a qualidade de nossos produtos e valorize a produção que temos feito no Maranhão”, disse. Ao final da reunião, ela e os demais representantes do setor mostraram-se otimistas quanto aos próximos passos para o plano de trabalho de enfrentamento da crise do metanol.
    FIEMA
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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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