Residente em Imperatriz, Sofia Nunes desenvolveu pele artificial para tratamento de queimaduras
A estudante maranhense Sofia Mota Nunes, de 16 anos, da cidade de Imperatriz, que desenvolveu uma pela artificial para regeneração celular e tratamento de queimadas, vai representar o Brasil na Regeneron ISEF (International Science and Engineering Fair), considerada a maior feira pré-universitária de ciências do mundo. O evento será realizado entre os dias 10 a 16 de maio, em Columbus (Ohio), nos Estados Unidos.
Ela foi premiada na Mostratec-Liberato (Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia), que é considerada a maior feira de jovens pesquisadores da América Latina.
A Mostratec-Liberato é a feira brasileira mais antiga que participa desse importante evento científico. Desde 1993, quando fez sua estreia, não deixou de comparecer no evento.
Passados 32 anos, mais uma vez uma delegação de finalistas brasileiros, credenciados pela Mostratec-Liberato, representará o país na ISEF. São 13 estudantes, que apresentam nove trabalhos, oriundos de oito Estados da federação: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Maranhão, Amazonas e Amapá.
Conheça o projeto do Maranhão que foi credenciado através da Mostratec-Liberato:
Pele artificial destinada a regeneração celular e tratamento de queimaduras
- Finalista: Sofia Mota Nunes (16 anos)
- Orientador: Carlos Fonseca Sampaio
- Instituição: Escola Santa Teresinha – Imperatriz (MA).
A formulação de enxertos artificiais para regeneração celular e tratamento de queimaduras constitui um avanço significativo no campo da bioengenharia de tecidos, com ênfase no desenvolvimento de soluções de baixo custo. Este projeto tem como objetivo principal superar as limitações das terapias regenerativas atualmente disponíveis para o tratamento de queimaduras severas, as quais exigem reparação tecidual rápida para prevenir infecções e perda de função.
Para tanto, propõe-se a criação de uma pele artificial economicamente viável, capaz de promover a regeneração de tecidos profundos e hidratar a área afetada, por meio de uma matriz biopolimérica otimizada.
No desenvolvimento do biofilme, foram utilizados ácido acético a 5% e quitosana como base, complementados por hidrogéis, ácido hialurônico, albumina e óleo de buriti. Esses componentes foram selecionados devido às suas propriedades benéficas no processo de cicatrização, tais como biocompatibilidade, capacidade de hidratação e estímulo à regeneração celular.
O produto final demonstrou uma estrutura sólida e uniforme, evidenciando a compatibilidade entre os materiais e a formação de um filme coeso e funcional. Análises realizadas por lupa eletrônica revelaram a formação de fibras na estrutura do biofilme, indicando uma morfologia semelhante à da pele humana.
Os resultados sugerem que a formulação desenvolvida possui grande potencial como alternativa viável e economicamente acessível para aplicações em medicina regenerativa, particularmente na reconstituição do tecido epitelial em casos de queimaduras. Conclui-se, portanto, que o destaca-se como uma solução promissora para o tratamento de lesões cutâneas graves




