Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp RSS
    Maranhão Hoje
    Contato
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»Brasil»Farra dos guardanapos foi para comemora Rio sede da Olimpíada
    Brasil

    Farra dos guardanapos foi para comemora Rio sede da Olimpíada

    Aquiles Emir5 de setembro de 201706 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    O episódio conhecido como “farra dos guardanapos” pode ter sido uma comemoração antecipada da escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos 2016, “por quem mais lucrou com os jogos”, segundo avaliação do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ), que participou da Operação Unfair Play, deflagrada nesta terça-feira (05), e que investiga a suposta compra de votos no Comitê Olímpico Internacional para a escolha da cidade para sediar o evento esportivo.

    O caso aconteceu em setembro de 2009, em Paris, onde o ex-governador Sérgio Cabral tinha recebido uma homenagem. Fotos da celebração em que Cabral aparece ao lado de outros com guardanapos na cabeça foi publicada em 2012 pelo ex-governador Anthony Garotinho. Dos que aparecem na foto, quatro estão presos, envolvidos em esquemas de corrupção investigados pela Operação Calicute, um desdobramento da Lava Jato: além de Cabral, o dono da empreiteira Delta Construções, Fernando Cavendish, e os secretários de Cabral das pastas da Saúde, Sérgio Cortes, e de Governo, Wilson Carlos.

    Segundo a procuradora Fabiana Schneider, foram identificados depósitos que somam US$ 2 milhões feitos pela empresa Matlok Capital Group, do empresário Arthur Soares Filho, conhecido como Rei Arthur, às empresas de Papa Massata Diack, filho do então presidente da Federação Internacional de Atletismo, o senegalês Lamine Diack, também membro do Comitê Olímpico Internacional (COI).

    “Chama a atenção a proximidade dos depósitos com a escolha da cidade. No dia 23 de setembro de 2009 ocorre a primeira transferência bancária de US$ 2 milhões da Matlok para Papa Massata Diack. Mas como não havia nenhuma relação entre eles, nenhuma justificativa para a transação, o banco francês devolveu o depósito no dia 28, de acordo com as regras francesas. No dia 29, a Matlok deposita US$ 1,5 milhão para uma empresa de Papa Diack, em Dakar (África), e US$ 500 mil para outra na Rússia. No dia 2 de outubro acontece o evento na Dinamarca, em que o Rio de Janeiro ganhou a posição para sediar a olimpíada, mesmo tendo as piores condições entre todos os candidatos”, disse Fabiana.

    Segundo a procuradora, os representantes africanos do COI tinham o costume de votar em bloco, portanto, o voto de Diack pode ter influenciado todo o continente. Outro elemento apontado por ela, é o papel do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, que teria feito a ligação entre Soares e Diack.

    “Antes da escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016, as três esferas da federação, município, estado e União, traziam a informação e vendiam a ideia de que os jogos trariam grande desenvolvimento para cidade do Rio de Janeiro. Depois de tantas investigações e denúncias, o que a gente vê é que, na verdade, os Jogos Olímpicos foram usados como um grande trampolim para o cometimento de atos de corrupção de dimensões olímpicas. Formou-se uma triangulação de interesses e favores entre agentes políticos, esportistas e um seleto grupo privado, que cuidadosamente planejou cada passo para que os jogos olímpicos viessem para o Brasil e os lucros futuros que poderiam obter”, disse a procuradora.

    O procurador Eduardo El Hage, que integrou a operação, destacou que o esquema difere de outros da organização de Cabral, que costumava receber propina em espécie para evitar o rastreamento do dinheiro. Mas que, devido à confiança que Cabral tinha no operador financeiro Renato Chebar, fez a operação por meio de contas bancárias em paraíso fiscal.

    “A empresa Matlok abriu uma conta em Antígua e Barbuda, no Banco EVG, aberta pelo Renato Chebar. Outra conta foi aberta pelo Arthur Soares Filho, que deu uma procuração para Renato Chebar movimentar essa conta e transferir valores para contas em seu próprio nome, mas que de fato pertenciam ao senhor Sérgio Cabral. Ao longo de 2011 e 2012, foram transferidos para essas contas US$ 10.474.460,00. Isso foi relatado para nós por meio de colaboradores, os gestores do Banco EVG e o próprio Renato Chebar”, informou Eduardo.

    O MPF destaca que Soares também estava presente em Copenhagen, no evento de anúncio da cidade-sede dos Jogos Olímpicos 2016, mesmo não tendo relação nenhuma com a área esportiva. A empresa Facility, de propriedade dele, foi a maior fornecedora de mão de obra terceirizada ao governo do estado e chegou a faturar R$ 2 bilhões por ano.

    Rio de Janeiro - Coletiva de imprensa na sede da Polícia Federal para esclarecimento da Operação Unfair Play da Lava Jato. Na foto, a procuradora Fabiana Schneider (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

    Cooperação – Toda a operação deflagrada hoje contou com colaborações de Antígua e Barbuda, França, Estados Unidos e Reino Unido. Representantes do Ministério da Justiça francês participaram da ação. O procurador Nacional Adjunto Financeiro do país, Jean-Yves Lourgouilloux disse que as investigações por lá começaram no fim de 2014, com o caso de dopagem envolvendo atletas russos.

    Segundo ele, a investigação apontou para uma transferência suspeita entre o Comitê Organizador de Tóquio 2020 e a Sociedade de Singapura, que já estava envolvida com o caso dos atletas russos. “Foi aberta outra investigação com os mesmos juízes que já conheciam o caso e nos demos conta que a mesma coisa podia ter acontecido com o Rio de Janeiro e pedimos a cooperação com o Brasil. Isso que nos permitiu evidenciar as transferências de dinheiro até a França onde o banco recusou a transferência. Essas transferências já foram acompanhadas antes da sede ser designada ao Rio. No mesmo dia da cerimônia o dinheiro chegou na conta e parte foi gasta em joias em Paris”.

    A Operação Unfair Play contou com 70 policiais federais, que cumpriram dois mandados de prisão e 14 de busca e apreensão, sendo que três deles foram expedidos no decorrer do dia como extensão dos 11 iniciais. As diligências ainda não terminaram e ocorrem nas cidades do Rio de Janeiro, de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e em Paris.

    Eliane Pereira Cavalcante, ex-sócia de Arthur César de Menezes Soares Filho, foi presa pela manhã em sua casa, em Laranjeiras, na zona sul do Rio de Janeiro, e o nome de Soares foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, já que ele vive nos Estados Unidos. Nuzman foi levado para a sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro para ser ouvido e deixou o local por volta de 15h15. Na casa dele foram apreendidos cerca de R$ 400 mil em notas de reais, dólares, libras, euros e francos suíços. O MPF pediu o bloqueio de até R$ 1 bilhão de cada um deles, como forma de ressarcimento ao país pelos danos morais causados pelo ato de corrupção com visibilidade internacional.

    (Agência Brasil)

     

    Previous ArticlePara Gilmar Mendes, delação da JBS foi um erro da PGR
    Next Article Justiça determina ao Banco do Brasil readequar agência de Timon
    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

    Você pode gostar

    Brasil


    Governo alerta para fake news nas redes sociais envolvendo fim da escala 6×1 e programas sociais

    28 de outubro de 2026
    Brasil


    Com prêmio acumulado em R$ 300 milhões, Mega-Sena realiza cinco sorteios consecutivos a partir desta segunda

    26 de outubro de 2026
    Brasil


    Minha Casa, Minha Vida seleciona mais 4,4 mil unidades pelo país e 192 delas serão para Timon

    19 de outubro de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Demonstre sua humanidade: 3   +   3   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Ninguém é obrigado votar num candidato. Diante da urna, pode escolher um, votar em branco ou anular voto. Para a Justiça Eleitoral, cada cidadão ou cidadã tem a obrigação de comparecer a uma sessão eleitoral. Se vai escolher ou não alguém, fica a critério de cada um ou cada uma.

    Compartilhe este vídeo:
    ```
    • Últimas notícias
    • Revista Maranhão Hoje


    Perda de visão em um olho pode ser sinal de Acidente Vascular Cerebral

    28 de outubro de 2026


    Projetos maranhenses recebem recursos do Santander para apoio de crianças, adolescentes e pessoas idosas

    28 de outubro de 2026


    Governo alerta para fake news nas redes sociais envolvendo fim da escala 6×1 e programas sociais

    28 de outubro de 2026


    Dnit anuncia para o próximo domingo a implosão da Ponte Marcelino Machado sobre Estreito dos Mosquitos na BR 135

    27 de outubro de 2026


    Uber expande opção de táxi pelo aplicativo para doze novas cidades no Brasil

    27 de outubro de 2026

    MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

    6 de fevereiro de 2024

    MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

    30 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

    7 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

    2 de novembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

    29 de setembro de 2023
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

    Política de Privacidade / Termos de Uso

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.