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    Home»Negócios»Fiema defende criação de ZPE para atração de indústrias diversificadas no Maranhão
    Negócios

    Fiema defende criação de ZPE para atração de indústrias diversificadas no Maranhão

    Aquiles Emir10 de abril de 202404 Mins Read
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    Vice-presidente Luiz Fernando Renner, falou na Comissão de Assuntos Econômicos da Alema  

    vice-presidente executivo da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), Luiz Fernando Renner; o coordenador do Observatório da Indústria do Maranhão, Carlos Jorge Taborda, e equipe técnica da Federação participaram de reunião ordinária da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (10/04). A convite do presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, deputado Júlio Mendonça, a equipe apresentou dados e discutiu sobre “Os desafios e perspectivas da Política Industrial no estado do Maranhão”. Além dos demais deputados que compõem a Comissão, participaram da discussão o secretário estadual de Indústria e Comércio, Júnior Marreca, e Dionatan Silva, presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc).

    O presidente da Comissão, o deputado Júlio Mendonça, disse que a Assembleia Legislativa do Maranhão sabe da importância do setor industrial para a geração de empregos e não pode ficar de fora dessa discussão. “Queremos saber da FIEMA, SEINC e Imesc quais as perspectivas para o setor industrial até 2026”, sintetizou. O secretário da SEINC, Júnior Marreca, apresentou os investimentos no Maranhão tanto na indústria quanto no comércio, assim como a geração de emprego e renda.

     “O Maranhão é um estado de muita oportunidade. E muitos investimentos serão aportados no estado para dar continuidade ao trabalho que está sendo desenvolvido”, disse o secretário, destacando que o produto Interno Bruto do Maranhão (PIB) é o melhor do Nordeste. Marreca elencou ainda investimentos como o da Inpasa, da ordem de R$ 2,5 bilhões; Alumar, R$ 3 bilhões e da Equinox Gold, de R$ 700 milhões.

    Já Dionatan Silva, presidente do Imesc, apontou as atividades mais expressivas no estado, investimentos em curso e os previstos, assim como oportunidades de novos investimentos. “Os Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) foram os que mais cresceram depois da indústria extrativa, notadamente a partir de 2012, em decorrência da implantação de empresas voltadas à geração de energia elétrica e gás natural”, pontou durante a reunião. Participaram ainda os deputados Ricardo Arruda, Ariston Ribeiro, Francisco Nagib, Janaína Ramos e J. Pinto.

    ZPE – O vice-presidente executivo da FIEMA, Luiz Fernando Renner, falou da necessidade de se pensar os investimentos a longo prazo e citou como exemplo de oportunidades a exploração das Bacias de Barreirinhas e Pará-Maranhão, na Margem Equatorial do Brasil, e suas reservas de gás natural e petróleo; energias renováveis e o setor aeroespacial. Ele destacou ainda o papel das FIEMA como articuladora, incentivadora e apoiadora das ações do Governo e sua participação direta nas ações de atração de investimentos. Além disso, Renner enfatizou que o Sistema FIEMA (SESI, SENAI e IEL), está pronto para capacitar mão de obra e prestar serviços, como de saúde e segurança no trabalho a empresas de todos os segmentos.

     

    “Na realidade nós não temos política industrial nem no Brasil nem no Maranhão. O que nós temos são políticas de incentivos fiscais de atração de investimentos. Vemos uma atuação muito forte de estados vizinhos como o Piauí e o Ceará e nos questionamos o porquê de não estarmos fazendo o mesmo. Esses estados estão usando suas Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) com esse objetivo, enquanto nós ainda estamos tentando instalar a nossa. E enquanto não tivermos uma ZPE, ficaremos ‘amarrados’ na atração de investimentos e nos limitando à vinda de empresas do agronegócio enquanto temos muitas outras vocações”, avaliou Renner.

    O coordenador do Observatório da Indústria do Maranhão, Carlos Jorge Taborda, apresentou dados sobre o “Panorama da indústria brasileira e do Maranhão”. Ele explicou sobre a Nova Indústria Brasil (NIB), lançada recentemente pelo Governo Federal com apoio empresarial por meio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    Entre as principais características estão: promover a inovação, produtividade e crescimento econômico, mas também a transição energética e resiliência em cadeias de suprimentos; a priorização de algumas atividades e tecnologias; inclusão de políticas setoriais como apoio à pesquisa e desenvolvimento (P&D); disponibilização de incentivos às empresas e Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) e estabelecimento de condicionalidades.

    Ele informou que o PIB do Maranhão foi de R$ 124 bilhões em 2021; que a indústria foi o setor que mais ganhou participação no PIB maranhense entre 2011 e 2021 e que os setores que mais ganharam participação no mesmo período foram “Celulose e papel” e “Metalurgia”.

     “O Maranhão tem muitas oportunidades dentro dos nichos potenciais das indústrias que compõem as seis missões da Nova Indústria Brasil, a exemplo da bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energética”, disse Taborda, acrescentando que a cada R$ 1,00 produzido na indústria são gerados R$ 2,69 na economia brasileira.

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    Aquiles Emir

      Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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