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    Home»Negócios»Fiema se posiciona sobre agenda climática com lançamento da Carta do Maranhão
    Negócios

    Fiema se posiciona sobre agenda climática com lançamento da Carta do Maranhão

    Aquiles Emir2 de setembro de 202502 Mins Read
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    Edilson Baldez, presidente da Fiema apresentou documento dos industriais maranhenses com sugestões para a COP30
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    Documento reúne propostas para a COP30

    Em artigo publicado no último sábado (29), o presidente da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), Edilson Baldez das Neves, defendeu o protagonismo do setor produtivo na formulação de soluções sustentáveis para a Amazônia Legal. O texto se apoia na Carta do Maranhão, documento estratégico elaborado durante a Jornada COP+, realizada na sede da entidade em 04 de agosto, que reuniu governo, empresários, organizações da sociedade civil e especialistas para discutir diretrizes a serem levadas à COP30, marcada para novembro, em Belém (PA).

    Baldez destacou que o Maranhão foi o primeiro estado da Amazônia Legal a consolidar propostas regionais, reforçando a necessidade de integrar desenvolvimento econômico, social e preservação ambiental.

    “O setor industrial regional tem papel decisivo na transição para uma economia de eficiência energética, criando oportunidade econômica e social”, escreveu. Segundo ele, a Fiema não se posiciona como espectadora, mas como agente transformador na construção de uma agenda climática que reflita valores locais.

    A Carta do Maranhão elenca prioridades em quatro eixos: uso da terra e regularização ambiental, justiça climática, transição energética justa e financiamento climático. As recomendações incluem a valorização da bioeconomia, o incentivo à restauração de áreas degradadas, a expansão da energia renovável — incluindo solar, eólica e hidrogênio verde —, além da criação de mecanismos de governança para acesso equitativo a financiamentos. O documento integrará o relatório final “Territórios Amazônicos Rumo à COP30”, que reunirá contribuições dos nove estados da Amazônia Legal.

    O movimento é articulado nacionalmente pela Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, com apoio de instituições como o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e a Ação Pró-Amazônia.

    Ao comentar os resultados, Baldez reforçou que a COP30 representa “mais do que um evento mundial”. Para ele, trata-se de uma oportunidade de reafirmar a importância estratégica da região amazônica e de consolidar um legado de prosperidade sustentável. “Convocamos todos a se engajarem nesse movimento, até porque o futuro é construído com cooperação, coragem e compromisso”, concluiu.
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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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