Documento reúne propostas para a COP30
Em artigo publicado no último sábado (29), o presidente da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), Edilson Baldez das Neves, defendeu o protagonismo do setor produtivo na formulação de soluções sustentáveis para a Amazônia Legal. O texto se apoia na Carta do Maranhão, documento estratégico elaborado durante a Jornada COP+, realizada na sede da entidade em 04 de agosto, que reuniu governo, empresários, organizações da sociedade civil e especialistas para discutir diretrizes a serem levadas à COP30, marcada para novembro, em Belém (PA).
Baldez destacou que o Maranhão foi o primeiro estado da Amazônia Legal a consolidar propostas regionais, reforçando a necessidade de integrar desenvolvimento econômico, social e preservação ambiental.
“O setor industrial regional tem papel decisivo na transição para uma economia de eficiência energética, criando oportunidade econômica e social”, escreveu. Segundo ele, a Fiema não se posiciona como espectadora, mas como agente transformador na construção de uma agenda climática que reflita valores locais.
A Carta do Maranhão elenca prioridades em quatro eixos: uso da terra e regularização ambiental, justiça climática, transição energética justa e financiamento climático. As recomendações incluem a valorização da bioeconomia, o incentivo à restauração de áreas degradadas, a expansão da energia renovável — incluindo solar, eólica e hidrogênio verde —, além da criação de mecanismos de governança para acesso equitativo a financiamentos. O documento integrará o relatório final “Territórios Amazônicos Rumo à COP30”, que reunirá contribuições dos nove estados da Amazônia Legal.
O movimento é articulado nacionalmente pela Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, com apoio de instituições como o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e a Ação Pró-Amazônia.




