Homem teria gastado R$ 200 mil em viagens
A funcionária do alto escalão do contraterrorismo dos Estados Unidos, Julia Varvaro, foi afastada após acusações de um ex-namorado de que ela teria sido sua “Sugar Baby”. Ela atua como Subsecretária Adjunta para Contraterrorismo do DHS, que frequentemente participa de operações conjuntas com o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos).
O caso, ainda sob investigação, levanta questionamentos sobre o preconceito ainda em torno do relacionamento sugar.
Varvaro, de 29 anos, teria conhecido o ex-companheiro em um aplicativo de relacionamento. O casal manteve um romance de três meses e viajou para destinos como Carolina do Sul, San Diego, Itália e Aruba. Após o término, o homem apresentou uma queixa formal, acusando-a de fraude.
“O relacionamento Sugar é formado por pessoas que priorizam relações sem pressões e sem joguinhos. Ao contrário do que muitos pensam, as trocas e os benefícios como viagens e jantares são apenas consequências, como em qualquer outro relacionamento. Isso, inclusive, explica o sucesso desse estilo de vida nos últimos anos”, diz Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio, maior plataforma de relacionamento Sugar Daddy e Sugar Baby da América Latina.
A polêmica reacende o debate sobre o estigma em torno desse modelo, baseado em acordos claros entre adultos, mas ainda cercado por julgamentos morais. Ainda assim, esse tipo de relação tem crescido, impulsionado por mudanças no comportamento afetivo.
Caio destaca que o modelo Sugar é, na verdade, uma evolução consciente de dinâmicas afetivas antigas, presentes muito antes da popularização das plataformas digitais. Como ele aponta: “O curioso é que esse modelo romântico sempre existiu. Antropologicamente falando, mulheres procuram parceiros que ofereçam segurança seja emocional, financeira ou na vida como um todo”, finaliza o especialista.




